6 de junho de 2026

Tentativa de armar milícias é sinal de que Bolsonaro não tem apoio do Exército para golpe

"Centrão está sendo comprado para eleger um sucessor de Rodrigo Maia que ajude a mesma escalada autoritária que as milícias defenderão nas ruas", diz colunista

Jornal GGN – Os passos de Jair Bolsonaro em direção à formação de uma milícia de seguidores armados indica, na interpretação otimista, que o governo não tem apoio do comando das Forças Armadas para dar o golpe.

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Por outro lado, a distribuição de cargos ao Centrão também significa que Bolsonaro não só está tentando barrar um processo de impeachment, como também preparar o terreno para a eleição da presidência da Câmara. A ideia é substitui Rodrigo Maia por um deputado que ajude o governo na escalada autoritária.

As duas interpretações são do sociólogo Celso Rocha de Barros, em artigo na Folha desta segunda (8).

Ele lembrou que, na semana passada, Bolsonaro prometeu reduzir impostos sobre importação de armas. Motivo: “ajudar o pessoal do artigo 142 e 144 da Constituição.”

O bolsonarismo vem distorcendo o artigo 142 para pregar que uma intervenção militar a mando do Executivo, contra outros Poderes, seria constitucional. Já o artigo 144 é distorcido para dizer aos bolsonaristas que a segurança pública também é responsabilidade do cidadão.

“A tentativa de formar milícias bolsonaristas é sinal de que Bolsonaro não conta com o apoio do comando das Forças Armadas para tentar seu golpe. Vejam só o que conta como boa notícia no Brasil de hoje”, escreveu Barros.

Para ele, o “centrão está sendo comprado para eleger um sucessor de Rodrigo Maia que ajude a mesma escalada autoritária que as milícias defenderão nas ruas.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Anônimo

    8 de junho de 2020 12:11 pm

    Não é…

    Dizer que o pessoal dos porões agia porque a ditadura balançava é puro autoengano…

  2. Não é da Colômbia

    8 de junho de 2020 1:49 pm

    Nada como milícias armadas e paramilitares.
    Com o aumento da compra de munições e a ausência de rastreamento…
    Sinto-me como se estivesse em algum país latinoamericano com estratégia de tensão financiada pela CIA. Ou por um crime organizado atrelado a estruturas do Estado.

  3. André Lameira

    8 de junho de 2020 1:51 pm

    Quer uma análise política ruim? Ouça um sociólogo. Quer uma análise política boa? Ouça um político profissional.

    Olhemos para a nossa vizinha Bolívia: as milícias de policiais deram o golpe (vanguarda) e as Forças Armadas só fizeram a organização geral e fingiram neutralidade (retaguarda).

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