
Porque a terceira fase do golpe não é desejada pelos golpistas
por Rogério Maestri
O golpe dado contra o governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff pode para muitos é desdobrado em três fase, a primeira foi a derrubada de Dilma com a posse de Temer, a segunda é a derrubada de Temer para colocar um representante mais aliado ao Imperialismo internacional e não ao fisiologismo nacional, e a terceira e última, no caso de ruptura do tecido social um golpe militar.
Porém já escrevi a bastante tempo que a terceira fase não tem a mínima simpatia do Império, pois o que pode vir desta terceira fase seria algo que varia de inconveniente a altamente inconveniente.
O comandante do exército, como já disseram outros, não é a voz do exército e muito menos das Forças Armadas em geral. Não é que estou desqualificando o pronunciamento do General …. que colocou claro que a instituição permanecerá dentro dos limites da constituição, pois esta declaração além de não vir de simpósios, assembleias ou reuniões gerais para tratar deste assunto com todo o oficialato superior, simplesmente porque as Forças Armadas não fazem simpósios, assembleias ou reuniões para tratar destes assuntos, a composição destas forças é tão heterogênea como a própria sociedade brasileira, temos pessoas mais progressistas (não diria de esquerda), temos conservadores e temos conservadores de direita.
Com toda esta diversidade poderíamos pensar que seria fácil achar um grupo majoritário que apoiasse a política do PSDB, porém esquecem todos que a carreira militar diferentemente de todas as carreiras de nível superior tem uma peculiaridade que a torna diferenciada, a profissão militar é a única que tem PÁTRIA.
Um militar que sai das fronteiras do seu país ele tem limitadas possibilidades de continuar fora do seu país a ser militar, ele pode ser um mercenário, dar consultoria a exércitos do terceiro mundo e talvez outra função que, por exemplo, pilotos da aeronáutica ou comandantes de navios de guerra podem exercer como civis. Porém um coronel, diferentemente de um professor universitário não pode migrar para outro país e ser coronel neste país de adoção.
Símbolos nacionais como a bandeira são tão gratos aos militares porque eles representam a pátria, e devido a isto civis não compreendem nunca a ofensa que é feita quando se ofende estes símbolos.
O que influencia isto numa analogia com a situação em 1964? Muito, pois as forças armadas de 2016 são completamente diferentes das de 2016. Em 1964 tínhamos equipamentos que eram meras sobras da segunda guerra mundial e qualquer tentativa de criar tecnologia nacional era inclusive boicotada tanto por membros das forças armadas como pelos governos civis, um exemplo clássico é a criação da Fábrica Nacional de Motores em 1939, para fabricar modernos motores de aviação, com blocos em alumínio e outras modernidades, quando foram terminados os primeiros motores em 1946 a aeronáutica tinha comprado dos Estados Unidos 100 motores exatamente iguais aos que foram fabricados pela FNM.
Agora em 2016 as ambições das forças armadas são outras, a aviação com os Gripens e com o avião de transporte KC-390 se projeta internacionalmente, inclusive o exército alemão pensando em adquirir os KC-390. A marinha não vê com bons olhos os sucessivos adiamento no programa de submarino nuclear, e o exército com diversas modernidades como os lançadores de foguetes Astros 2020 se projeta fortemente no cenário regional.
Qual a importância desta série de projetos das forças armadas? Duas que se complementam, servem para profissionaliza-las e também aviões supersônicos, submarinos nucleares e lançadores de mísseis não servem como cassetetes em protestos, muito pelo contrário, tiram o foco desta atividade menor que ficam reservadas as polícias.
Pois bem, uma terceira fase no golpe, levará poder a uma parcela significativa das forças armadas que tentarão até acelerar estes programas de rearmamento das forças armadas, e os militares sabem perfeitamente já nos primeiros momentos que se pensou em criar tecnologia nacional de armamentos que o Imperialismo norte-americano fará tudo para bloquear.
Em resumo, uma intervenção militar no Brasil poderia com grandes chances reacender projetos mais ambiciosos de reequipamento das forças armada, coisa que colocariam estas em choque direto contra o Imperialismo Norte-americano, um choque bem mais forte do que se pensa, e mesmo que os oficiais que desejam uma soberania em poderio militar não sejam a imensa maioria das Forças Armadas as suas vozes são fortes e são ouvidas por todos os níveis e principalmente pelo oficialato mais jovem.
nilo filho
20 de dezembro de 2016 9:52 amCreio no nacionalismo dos
Creio no nacionalismo dos militares. E nacionalistas não defendem programas de desmontes nacionais promovidos e programados pelos golpistas lesa-pátria em evidência.
Antônio Uchoa Neto
20 de dezembro de 2016 11:02 amO problema é que,
O problema é que, eventualmente, o nacionalismo de oficiais comandantes não resiste a uma maleta de dólares.
Somebody
20 de dezembro de 2016 10:16 amQuanto todos os membros do
Quanto todos os membros do governo brasileiro foram comprados por agentes estrangeiros, só os seus militares para salvar o país. E isso se os seus generais também não foram comprados. Porquê é tão fácil comprar um brasileiro?
jose carlos vieira filho
20 de dezembro de 2016 11:00 amcompra
Não é preciso comprar, é só continuar pagando.
Renato Lazzari
20 de dezembro de 2016 11:40 amCreio que era mais fácil
Creio que era mais fácil comprar um brasileiro – e mesmo pessoas de outros países – quando o pessoal ainda tinha alguma admiração pelos EUA. Ideologicamente, claro que ainda hoje há quem se deixem enganar e prejudicar-se pela propaganda estadunidense via cinema, música e outras bobagens artificiais parecidas, especialmente entre as camadas populares mais baixas, sem educação para a reflexão. Mas grande parte da população do Brasil e do mundo acordou principalmente pelas burrices dos EUA: mentir mal sobre ataques aos árabes, impor crise econômica ao mundo desde o ínicio do século XXI, agora Trump a dizer que gente de outros países não é tão bem vinda nos EUA assim, entre tantas outras mais. Ninguém mais gosta tanto do dólar assim. Ainda tem alguma dependência mas gostar? Depois de 2008? Difícil…
Além disso, se ainda fosse tão fácil enganar outros países, os EUA não estariam investindo pesado nos ataques bélicos, e isso fica claro quando se observa o orçamento para fins militares daquele país para os próximos anos. Mas o que farão os EUA, sairão matando todo mundo? Diferentemente dos estadunidenses, há quem legitimamente acredite em valores acima dos pecuniários a serem preservados, observados. Por exemplo, a Liberdade, a soberania nacional… tem gente que enxerga longe no tempo, Somebody, e fundo em seus corações, valores incompreensíveis para quem foi educado no imediatismo inconsequente do jeito “americano” de viver.
A agonia pode levar algum tempo ainda, mas a morte é certa. E o império monstruoso não morreria sem estrebuchar, sem violentos estertores, isso já era esperado, normal. Até hoje conservadores de Portugal e Inglaterra sentem dificuldade em engolir que não são mais grandes impérios mundiais, que cada país descobriu que pode e deve brilhar por si mesmo.
josimar
20 de dezembro de 2016 12:11 pmEsperemos que a história não
Esperemos que a história não se repita.
artigo de Mário Augusto Jakobskind sobre o depoimento do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira:
Quando dólares falam mais alto
Engana-se quem pensa que já se conhecem todos os fatos relacionados com o golpe civil militar de 1964 que derrubou o Presidente constitucional João Goulart. Nos últimos meses, graças ao trabalho das Comissões da Verdade, sejam estaduais ou a Nacional, muito fato novo vem sendo divulgado.
Mas um fato desta semana, protagonizado por João Vicente Goulart, ao ouvir uma denúncia do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, poderá mudar o entendimento de muita gente sobre a ocorrência mais negativa da história recente brasileira. O alerta tem endereço certo, ou seja, aqueles que ainda imaginam terem os golpistas civis e militares agido por idealismo ou algo do gênero.
O Major farmacêutico em questão, hoje anistiado como Coronel, servia em São Paulo em 31 de março de 1964 sob as ordens do então comandante II Exército, General Amaury Kruel (foto). Na manhã daquele dia, Kruel dizia em alto e bom som que resistiria aos golpistas, mas em pouco tempo mudou de posição. E qual foi o motivo de o general, que era amigo do Presidente Jango Goulart, ter mudado de posição assim tão de repente, não mais que de repente?
Mineiro de Alvinópolis, Erimá Moreira, hoje com 94 anos, e há muito com o fato ocorrido naquele dia trágico atravessado na garganta, decidiu contar em detalhes o que aconteceu. O militar, que era também proprietário de um laboratório farmacêutico e posteriormente convidado a assumir a direção de um hospital, foi procurado por Kruel no hospital. Naquele encontro, o general garantiu ao major que Jango não seria derrubado e que o II Exército garantiria a vida do Presidente da República.
Pois bem, as 2 da tarde Erimá foi procurado por um emissário de Kruel de nome Ascoli de Oliveira dizendo que o general queria se reunir com um pessoal fora das dependências do II Exército. Erimá indicou então o espaço do laboratório localizado na esquina da Avenida Aclimação, local que hoje é a sede de uma escola particular de São Paulo. Pouco tempo depois apareceu o próprio comandante do II Exército, que antes de se dirigir a uma sala onde receberia os visitantes pediu ao então major que aguardasse a chegada do grupo.
Erimá Moreira ficou aguardando até que apareceram quatro pessoas, um deles o presidente interino da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), de nome Raphael de Souza Noschese, este já conhecido do major. Três dos visitantes carregavam duas maletas grandes cada um. Erimá, por questão de segurança, porque temia que pudessem estar carregando explosivos ou armas, mandou abrir as maletas e viu uma grande quantidade de notas de dólares. Terminada a reunião foi pedida que a equipe do major levasse as maletas até o porta-malas do carro de Amaury Kruel, o que foi feito.
De manhã cedo, por volta das 6,30 da manhã, Erimá Moreira conta que mais ou menos uma hora e meia depois da chegada no laboratório ligou o rádio de pilha para ouvir o discurso do comandante do II Exército. Moreira disse que levou um susto quando ouviu Kruel dizer que se “o Presidente da República não demitisse os comunistas do governo ficaria ao lado da “revolução”.
Erimá Moreira então associou o que tinha acontecido no dia anterior com a mudança de postura do Kruel e falou para si mesmo: “pelo amor de Deus será que ajudei o Kruel a derrubar o Presidente da República?”
Ainda ouvindo o discurso de Kruel, conta Erimá, chegaram uns praças para avisar que tinha uma reunião marcada com o general no QG do II Exército.
Na reunião, vários militares, alguns comandantes de unidades, eram perguntados se apoiavam Kruel. “Eu não aceitei e pedi para ser transferido”.
Indignado, Erimá Moreira dirigiu-se a um coronel do staff do comandante do II Exército para perguntar se o general Kruel não tinha recebido todo aquele dinheiro para garantir a vida do Presidente. “Me transfiram daqui, que com o Kruel no comando eu não fico”.
“Aí então – prossegue Erimá Moreira – me colocaram de férias para eu esfriar a cabeça. Na volta das férias, depois de um mês, fiquei sabendo pelo jornal que o Kruel havia me cassado”.
A partir de então o Major e a família passaram maus momentos com os vizinhos dizendo à minha mulher que era casada com um comunista. “Naquela época, quem fosse preso ou cassado era considerado comunista”.
“Algum tempo depois contei esta história que estou contando agora ao General Carlos Luis Guedes, meu amigo desde quando servimos em unidades militares em São João del Rey. Fiz um relatório por escrito e com firma reconhecida. O General Guedes tirou xerox e levou o relato para a mesa do Kruel. Em menos de 24 horas o Kruel pediu para ira para a Reserva. Fiquei sabendo que com o milhão de dólares que recebeu do governo dos Estados Unidos comprou duas fazendas na Bahia”.
Ao finalizar o relato, o hoje Coronel Erimá Moreira mostrou-se aliviado e ao ser perguntado se autorizava a divulgação desse depoimento, ele respondeu que “não tinha problema nenhum”.
Nesse sentido, sugerimos aos editores de todas as mídias que procurem o Coronel Erimá Pinheiro Moreira para ouvir dele próprio o que foi contado neste espaço. Sugerimos em especial aos editores de O Globo, periódico que recentemente fez uma autocrítica por ter apoiado o golpe de 64, que elaborem matéria com o militar que reside em São Paulo.
O Conversa Afiada reproduz artigo de Mário Augusto Jakobskind sobre o depoimento:
Quando dólares falam mais alto
Engana-se quem pensa que já se conhecem todos os fatos relacionados com o golpe civil militar de 1964 que derrubou o Presidente constitucional João Goulart. Nos últimos meses, graças ao trabalho das Comissões da Verdade, sejam estaduais ou a Nacional, muito fato novo vem sendo divulgado.
Mas um fato desta semana, protagonizado por João Vicente Goulart, ao ouvir uma denúncia do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, poderá mudar o entendimento de muita gente sobre a ocorrência mais negativa da história recente brasileira. O alerta tem endereço certo, ou seja, aqueles que ainda imaginam terem os golpistas civis e militares agido por idealismo ou algo do gênero.
O Major farmacêutico em questão, hoje anistiado como Coronel, servia em São Paulo em 31 de março de 1964 sob as ordens do então comandante II Exército, General Amaury Kruel (foto). Na manhã daquele dia, Kruel dizia em alto e bom som que resistiria aos golpistas, mas em pouco tempo mudou de posição. E qual foi o motivo de o general, que era amigo do Presidente Jango Goulart, ter mudado de posição assim tão de repente, não mais que de repente?
Mineiro de Alvinópolis, Erimá Moreira, hoje com 94 anos, e há muito com o fato ocorrido naquele dia trágico atravessado na garganta, decidiu contar em detalhes o que aconteceu. O militar, que era também proprietário de um laboratório farmacêutico e posteriormente convidado a assumir a direção de um hospital, foi procurado por Kruel no hospital. Naquele encontro, o general garantiu ao major que Jango não seria derrubado e que o II Exército garantiria a vida do Presidente da República.
Pois bem, as 2 da tarde Erimá foi procurado por um emissário de Kruel de nome Ascoli de Oliveira dizendo que o general queria se reunir com um pessoal fora das dependências do II Exército. Erimá indicou então o espaço do laboratório localizado na esquina da Avenida Aclimação, local que hoje é a sede de uma escola particular de São Paulo. Pouco tempo depois apareceu o próprio comandante do II Exército, que antes de se dirigir a uma sala onde receberia os visitantes pediu ao então major que aguardasse a chegada do grupo.
Erimá Moreira ficou aguardando até que apareceram quatro pessoas, um deles o presidente interino da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), de nome Raphael de Souza Noschese, este já conhecido do major. Três dos visitantes carregavam duas maletas grandes cada um. Erimá, por questão de segurança, porque temia que pudessem estar carregando explosivos ou armas, mandou abrir as maletas e viu uma grande quantidade de notas de dólares. Terminada a reunião foi pedida que a equipe do major levasse as maletas até o porta-malas do carro de Amaury Kruel, o que foi feito.
De manhã cedo, por volta das 6,30 da manhã, Erimá Moreira conta que mais ou menos uma hora e meia depois da chegada no laboratório ligou o rádio de pilha para ouvir o discurso do comandante do II Exército. Moreira disse que levou um susto quando ouviu Kruel dizer que se “o Presidente da República não demitisse os comunistas do governo ficaria ao lado da “revolução”.
Erimá Moreira então associou o que tinha acontecido no dia anterior com a mudança de postura do Kruel e falou para si mesmo: “pelo amor de Deus será que ajudei o Kruel a derrubar o Presidente da República?”
Ainda ouvindo o discurso de Kruel, conta Erimá, chegaram uns praças para avisar que tinha uma reunião marcada com o general no QG do II Exército.
Na reunião, vários militares, alguns comandantes de unidades, eram perguntados se apoiavam Kruel. “Eu não aceitei e pedi para ser transferido”.
Indignado, Erimá Moreira dirigiu-se a um coronel do staff do comandante do II Exército para perguntar se o general Kruel não tinha recebido todo aquele dinheiro para garantir a vida do Presidente. “Me transfiram daqui, que com o Kruel no comando eu não fico”.
“Aí então – prossegue Erimá Moreira – me colocaram de férias para eu esfriar a cabeça. Na volta das férias, depois de um mês, fiquei sabendo pelo jornal que o Kruel havia me cassado”.
A partir de então o Major e a família passaram maus momentos com os vizinhos dizendo à minha mulher que era casada com um comunista. “Naquela época, quem fosse preso ou cassado era considerado comunista”.
“Algum tempo depois contei esta história que estou contando agora ao General Carlos Luis Guedes, meu amigo desde quando servimos em unidades militares em São João del Rey. Fiz um relatório por escrito e com firma reconhecida. O General Guedes tirou xerox e levou o relato para a mesa do Kruel. Em menos de 24 horas o Kruel pediu para ira para a Reserva. Fiquei sabendo que com o milhão de dólares que recebeu do governo dos Estados Unidos comprou duas fazendas na Bahia”.
Ao finalizar o relato, o hoje Coronel Erimá Moreira mostrou-se aliviado e ao ser perguntado se autorizava a divulgação desse depoimento, ele respondeu que “não tinha problema nenhum”.
Nesse sentido, sugerimos aos editores de todas as mídias que procurem o Coronel Erimá Pinheiro Moreira para ouvir dele próprio o que foi contado neste espaço. Sugerimos em especial aos editores de O Globo, periódico que recentemente fez uma autocrítica por ter apoiado o golpe de 64, que elaborem matéria com o militar que reside em São Paulo.
Renato Lazzari
20 de dezembro de 2016 12:39 pmEu assisti a esse depoimento,
Eu assisti a esse depoimento, josimar, e estava pensando nele quando respondi ao Somebody. Não se descarta a possibilidade de um ou outro oficial da Forças Armadas brasileiras se colocarem de quatro, como Kruel. Mas daí a entregarem o que venderam a países estrangeiros, como os EUA, via distância enorme. Tenho a impressão de que mesmo entre os militares já não há mais a mesma admiração por aquele país, a mesma fidelidade que havia em ’64. Lembre-se de que, além da sabotagem que nossos miltares sofrem através do desmonte de programas como o do nosso submarino nuclear tão bem apontado pelo nosso colega Rogério, em ’64 os EUA eram vistos como os heróis que derrotaram os malvados alemães, japoneses e estavam em guerra – fria, é verdade, mas ainda assim guerra – contra os vilões comunistas. Hoje não há quem não perceba que sujos e emporcalhados são os atos terroristas estadunidenses.
Ainda se os EUA tivessem sido leais conosco – não precisariam nos ajudar a desenvolver nosso próprio poderio mas não podiam ter tão acintosamente bloqueado e sabotado nosso desenvolvimento, lembrando da base área de Alcântara e da plataforma P-36 de petróleo – quem sabe houvesse algum brasileiro inconsequente achando que ao ajudarmos os EUA estaríamos nos ajudando. Mas nem individualmente nem como país, o terrorista foi fiel. Traiu pessoalmente a quem pagou, traiu como nação a outrso países, inclusive ao nosso.
Não vejo esse risco que vc aponta. Mesmo assim é sempre bom tomar cuidado: os EUA gostam de agir como ratos de esgoto, nos esconderijos.
Mariano S Silva
20 de dezembro de 2016 4:31 pmDá até para os gringos
Dá até para os gringos comprarem uns oficiais comandantes, mas não é possível se usar essa mesma tática para o resto da tropa, mesmo porque a coisa deixa de ser secreta…Lembram da compra da reeleição de FHC? Vaza e não tem jeito…Quando os militares perceberem que estão sendo engazopados pelos maiores entreguistas da nação, creio que algo vai acontecer…O povo está em estado de choque, mas quando começar a levar ferro, vai despertar irado e aí os militares terão o cruel dilema de matar seu povo revoltado com a recolonização do país, ou mandar bala nos canalhas artífices da falsa legalidade.
CB
20 de dezembro de 2016 10:48 amDesde 2013, ou antes, o país
Desde 2013, ou antes, o país esteve sob severo ataque numa guerra não convencional e as forças armadas não fizeram absolutamente nada. Parece mesmo que nossas forças armadas ainda estão no período anterior à existência do radar, quando era preciso colocar soldados em torres para acompanhar a movimentação ao redor ou então mandar aviões de reconhecimento para saber se alguma frota inimiga se aproximava. O gasto que o país tem com as froças armadas, a política de modernização implantada por Lula foram jogadas fora. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado.
José Horácio Ferreira Lang
20 de dezembro de 2016 10:51 amTerceira Fase do Golpe
Entendo que a TERCEIRA fase do golpe será a implantação do PARLAMENTARISMO, ou semi-qualquer-coisa.
Renato Lazzari
20 de dezembro de 2016 11:05 amMuito bem observado, caro
Muito bem observado, caro Rogério. Se em ’64 foi possível engambelar uma parte do oficialato com ameaças de uma improvável revolução comunista, e justamente o amor à pátria desse oficialato a impeliu a derrubar João Goulart, é esse mesmo patriotismo que hoje leva as Forças Armadas a recusarem a entrega do nosso país à iniciativa privada estrangeira.
Dessa vez as Forças Armadas facilmente se alinham a setores progressistas da academia e da sociedade civil na defesa da construção de um Brasil para os brasileiros. Era questão só de tempo para nossas Forças Armadas descobrirem que o PT, Lula e Dilma, ao contrário do que mente o cartel tácito midiático, não têm e nunca tiveram nada de comunistas e sim muito de nacionalistas.
Marcelo33
20 de dezembro de 2016 11:33 amNão tenho visto isso…
Acho
Não tenho visto isso…
Acho que deve estar confundindo com as forças armadas de outro país.
As FA Brasileiras só amam a uma pátria, e não é o Brasil.
Mariano S Silva
20 de dezembro de 2016 4:15 pmO PT nasceu da Ação Popular
O PT nasceu da Ação Popular que não era comunista pois foi fundada por um padre jesuíta, o Pe Vaz. O movimento era de natureza socialista, porém não tinha ligações com Moscou e nem queria ter. Pregava o estado de bem estar social, com o maior controle do estado na economia, mas tudo dentro da lógica cristã e enraizado no nacionalismo. Era um movimento original brasileiro que não seguia diretrizes externas. Quando a repressão começou a prender e matar membros do grupo, estes acabaram na luta armada e, só então, se aliaram a um partido comunista de concepção nacionalista: o PC chinês, o qual no Brasil era representado pelo PC do B. O PC chinês estava rompido com Moscou (que quase destruiu a China em uma guerrra nuclear, mas essa é uma outra estória para longo comentário). Será que assim fica claro porque o PC do B aliou-se ao PT, nos governos trabalhistas, enquanto o PCB, de viés entreguista (aos soviéticos) depois tornou-se oposição ao PT?
mcn
20 de dezembro de 2016 11:25 amVade retro
Um Golpe em 3 etapas é uma ideia que, em tese, faz sentido.
A questão é saber se há vida inteligente nas Forças Armadas, porque nas etapas 1 e 2 a mediocridade grassa, a começar pelo núcleo duro do Golpe comandado pelos bisonhos irmãos Marinho.
Se lá, no lado armado, houver inteligência, serão infelizmente imbatíveis e correremos o risco de viver novamente um período de trevas e arbírtrio. E tudo isso por causa de 20 centavos!
Marcelo33
20 de dezembro de 2016 11:35 am“E tudo isso por causa de 20
“E tudo isso por causa de 20 centavos!” “E tudo isso por causa de 20 centavos!”
“E tudo isso por causa de 20 centavos!” “E tudo isso por causa de 20 centavos!”
“E tudo isso por causa de 20 centavos!” “E tudo isso por causa de 20 centavos!”
“E tudo isso por causa de 20 centavos!” “E tudo isso por causa de 20 centavos!”
“E tudo isso por causa de 20 centavos!” “E tudo isso por causa de 20 centavos!”
Registre-se !!! E agora esse mesmo movimento vê Dória cortando gratuidades e não faz nada. O MPL está na folha de pagamento da CIA.
Gilmar Francisco
20 de dezembro de 2016 12:17 pmos 0,20 centavos mais caros da história
Você tem toda a razão nesta ironia. Tudo isto começou por apenas 0,20 centavos! 0,20 centavos qeu custaram bilhões em prejuízo, empobrecimento, desemprego e falências ao Brasil todo!
Os 0,20 centavos masi caros de todos os tempos!
Mas como já dizia o lema; “Não são só 0,20 centavos”: não! São bilhões e bilhões!
Dá vontade de perguntar agora pra aquele bando de moleques do MPL se não era melhor ter pago a porcaria dos 0,20 centavos e ainda termos um país com Constituição e futuro…
Marcelo33
20 de dezembro de 2016 11:32 am“Agora em 2016 as ambições
“Agora em 2016 as ambições das forças armadas são outras, a aviação com os Gripens e com o avião de transporte KC-390 se projeta internacionalmente, inclusive o exército alemão pensando em adquirir os KC-390. A marinha não vê com bons olhos os sucessivos adiamento no programa de submarino nuclear, e o exército com diversas modernidades como os lançadores de foguetes Astros 2020 se projeta fortemente no cenário regional.”
Até agora eu não vi nada disso… vejo o programa de misseis sabotado, o programa nuclear sabotado, e os militares são mais capachos dos Americanos do que jamais foram. Militar gosta de $$$$. Não mexam com as pensões e eles se manterão felizes…
Etchegoyen concorda comigo.
Álvaro Noites
20 de dezembro de 2016 1:06 pmO que vejo de milico
O que vejo de milico (oficiais) que gasta boa parte do tempo no facebook a louvar Bolsonaro, Moro e “Fora petê” não está no gibi.
rdmaestri
20 de dezembro de 2016 3:27 pmMarcelo, andes de tudo vá a merda.
Meu avô era militar, meu tio morreu em combate combatendo o fascismo poucos dias antes do armistício na Segunda Guerra, logo considero uma ofença pessoal o que escreve, a minha vontade era de te mandar em outro lugar, porém como seria pesado demais não o farei.
Não sei quais eram as profissões de teus antepassados, mas simplesmente generalizar é uma arma de ignorantes, vai para o YouTube e discuta com eles.
Marcelo33
20 de dezembro de 2016 6:07 pmEu tenho parentes militares,
Eu tenho parentes militares, e são todos exatamente como eu falei. Meu Tio é General do Exército da reserva, e é totalmente pró-Estados Unidos.
Tem um clube militar inteirinho que fala muito de comunismo, de PT comunista, ede PT culpado por tudo. Dificilmente, leio algum texto de militar falando de soberania, de posse de recursos pelo Brasil. Nossos militares só falam de comunismo e da ameaça comunista. Na visão dos militares, o Americano é o aliado, e o Brasileiro é o inimigo.
Quanto ao FEB, Castelo Branco estava lá e foi o maior capacho dos americanos que nossas FA já tiveram. Talvez os militares que você conheça, seus parentes sejam diferentes, até pro serem do RS, mas o que vejo dos militares em geral é o que estou falando. E a ala entreguista das FA é sempre muito ativa, enquanto a ala Nacionalista em geral permanece imobilizada.
Em toda essa crise, achei que as FA não iam deixar o Brasil se espatifar, mas por enquanto, como disse o Jucá, é um grande acerto e tá todo mundo dentro…
Estou ainda aguardando para ver o “bom trânsito” do Aldo Rebelo dentro das FA. Conspiraram embaixo do bigode dele.
Esse país está a beira do abismo, e os militares estão apoiando discretamente essa aventura.
rdmaestri
21 de dezembro de 2016 6:09 amEntão meus pêsames, porém não são todos assim.
O que vou fazer?
Jorge Leite Pinto
21 de dezembro de 2016 3:12 pmCalma, meninos…
Ambos têm
Calma, meninos…
Ambos têm seus pontos de vista ancorados em exemplos concretos, mas pontualmente limitados.
Tenho a mesma dúvida que vocês, e o texto do Maestri é interessante, mas carrega um “desejismo” que até comungo em relação ao patriotismo das FAs.
O cerne é: qual seria mesmo a REAL composição ideológica das facções internas militares? Seria possível/factível algum instituto de pesquisa (sério, digo, sem globos e datafalhas) fazer esta avliação?
Seria muito esclarecedor…
Juliano Santos
20 de dezembro de 2016 12:18 pmNa minha opinião, caro
Na minha opinião, caro Maestri, essa terceira fase não está no script dos golpistas. Querem as Força Armadas apenas para “ajudar” na repressão caso seja necessário. Mas querer não é poder.
É o que voce disse, as Forças Armadas terão uma outra agenda, que em muitos pontos se choca com o do consórcio Globo/PSDB/mercado. Anti-comunista sim, mas entreguista aí é outra história.
Inclusive, considero que já em 64 essa cultura nacionalista dos milicos acabou predominando, noves fora a interferência do Tio Sam. O anti-comunismo também era um discurso patriótico contra o internacionalismo das revolução socialistas.
Veja bem, com os milicos não houve privataria, muito pelo contrário. Por essas ironias do destino, o sonho de Brasil grande deles até tinha certa semelhança com o do Brasil potência desejado por Lula. Inlcusive com um pouco de megalomania.
É por isso que o posicionamento dos militares na atual crise não é fácil de se definir. De repente, nem eles sabem como se posicionar. Não podemos esuqecer da prisão do almirante Othon
rdmaestri
20 de dezembro de 2016 3:22 pmSe houvesse um movimento de esquerda forte, as forças armadas…
Se houvesse um movimento de esquerda forte, as forças armadas teriam uma motivação, salvo alguns elementos mais delirantes que acreditam em Olavo de Carvalho, Fórum de São Paulo e o ET de Varginha eles sabem perfeitamente que o risco maior ao sonho de forças armadas fortes e bem equipadas vem dos liberais vendidos a potências estrangeiras (vamos direto ao assunto, ao USA).
Os oficiais mais antigos sabem o que foi feito quando a ENGESA apresentou ao mundo o Tanque Osório, que tinha característiscas semelhantes ou melhores dos principais tanques do mundo. A ENGESA, a jóia da indústria de armamentos Brasileira foi calmamente desmontada por ações externas e pior, por ações internas (coisas semelhante o ocorrido a fábrica de motores de avião da FNM).
O agravante para as forças armadas é que os projetos atuais são mais relevantes, mais bem estruturados efactíveis, que serão um a um demolidos pelos futuros governos.
MarFig
20 de dezembro de 2016 3:46 pmOs militares são tão
Os militares são tão patriotas quanto esses debilóides que colocam a bandeira do Brasil na janela em apoio ao golpe ou aqueles bobalhões que foram às ruas convocados pela rede goebbels. São as mesmas pessoas que estão nos postos militares mais altos, a diferença é que usam fardas. Vamos deixar de ilusões. Nesse momento, o povo brasileiro está totalmente globotomizado. Nos quartéis e fora dos quartéis.
tupy
20 de dezembro de 2016 4:47 pmLimites da constituição
O que será permanecer dentro dos limites da Constituição?
Constituição como pacto social que busque a felicidade geral, ha muito não existe mais.
Delano Williams
20 de dezembro de 2016 6:02 pmOs militares não tomam o
Os militares não tomam o poder agora porque os EUAs e a Globo não querem.
É simples assim.
Os militares são nacionalistas sim até o ponto que não contrariam os interesses americanos e da mídia que controlam aqui a Globo.
Até porque os EUAs não precisam dos militares para tomada do poder,eles conseguiram isso através dos seus prepostos e agentes no judiciário bananeiro lesa pátria.
pedro lorençon
20 de dezembro de 2016 6:07 pmRoda viva
É uma roda viva mesmo. Eu nunca gostei de militares e realmente acho que os militares foram “comprados” em 64. Até ouvi de Darcy Ribeiro, em um filme reportagem mostrado no canal Brasil, que o erro maior de Jango foi se reunir com a baixa patente , passando por cima da hierarquia e que os militares não se incomodavam tanto com o comunismo anunciado. Ouvi também, neste golpe que vivemos, que os militares , hoje , teriam interesses diferentes e que não seriam tão bem vindos com foram naquela época, em face de um orgulho com as coisas da carreira que lá não existia,portanto, indo na mesma linha do texto. Manter-los quietos mantendo suas regalias talvez seja uma forma de afago que não se conhece o efeito. Eu digo Talvez. Não sei até onde o nacionalismo dos militares falará mais alto do que a traição à pátria. Eles ainda não me passam confiança, mas já vi quem disse, mesmo os contra o golpe, que a direita tradicional oligarca fisiológica venal brasileira não resisitiria a vontade dos novos militares.
aureliojunior50
20 de dezembro de 2016 7:37 pmE se for pelo voto ?
Já saiu do estado embrionário, do campo da simples idéia, movimentos de setores da “reserva” visando a montagem de uma candidatura oriunda deste meio, NÃO é o Capitão Bolsonaro, e já estaria prospectando apoios fora do estamento militar e assemelhados, mas já contando com um esquema de midia, inclusive de “massa” ( rede de TV & Radio – NÃO é a Globo, ainda ) para suporte.
Alvaro Nonono
20 de dezembro de 2016 10:00 pmVamos prestar mais atenção à redação?
Prezado, apenas peço mais atenção à redação. Li 3 vezes o seguinte parágrafo e não consegui entender: O comandante do exército, como já disseram outros, não é a voz do exército e muito menos das Forças Armadas em geral. Não é que estou desqualificando o pronunciamento do General …. que colocou claro que a instituição permanecerá dentro dos limites da constituição, pois esta declaração além de não vir de simpósios, assembleias ou reuniões gerais para tratar deste assunto com todo o oficialato superior, simplesmente porque as Forças Armadas não fazem simpósios, assembleias ou reuniões para tratar destes assuntos, a composição destas forças é tão heterogênea como a própria sociedade brasileira, temos pessoas mais progressistas (não diria de esquerda), temos conservadores e temos conservadores de direita.
AMORAIZA
21 de dezembro de 2016 8:38 pmEstou com o
Estou com o Somebody.
Brasilleiro não só é fácil de comprar como também é baratiiinho!
arkx
2 de janeiro de 2017 10:35 pmPorque a terceira fase do golpe não é desejada pelos golpistas
como contribuição sobre o tema: militares x golpe (apenas como informação, sem qualquer tomada de posição).
“A revolução vitoriosa se investe no exercício do Poder Constituinte. Este se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do Poder Constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como Poder Constituinte, se legitima por si mesma.”
AI-1, 09/04/1964
estima-se que o AI-1 tenha atingido cerca de 980 militares. os expurgos objetivaram não apenas o imediato afastamento dos militares nacionalistas e de esquerda, mas tiveram um caráter preventivo, evitando o surgimento de novas lideranças e alterando o processo de engajamento e promoção.
entre 1964 e 1970 a Ditadura Civil-Militar puniu 1.498 militares, sendo: 270 altos oficiais; 283 oficiais intermediários e subalternos; 767 entre sargentos e suboficiais; e 152 entre cabos, marinheiros e taifeiros. (ref. “A política repressiva contra militares no Brasil após o Golpe de 1964”, Cláudio Beserra de Vasconcelos)
apenas em novembro de 2002 foi convertida em lei a Medida Provisória de 2000, que anistiou cerca de 2.500 militares punidos por infrações disciplinares, concedeu aos atingidos a declaração de anistiado político, prevendo também o pagamento de indenizações.
em agosto de 1964 é sancionada a lei que revogou o limite de 10% fixado pela Lei de Remessa de Lucros, aprovada em 1962 no governo de Jango. o arrocho salarial levado a cabo por Bulhões e Campos, diria anos depois que a política de arrocho reduziu os salários em um quarto do valor entre 1965 e 1967. em dezembro de 1965 a Lei 4.923, permitiu que os salários fossem reduzidos em até 25%, sob o pretexto de “dificuldades econômicas”.
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