5 de junho de 2026

Damares Alves emperra orçamento de seu ministério

Ministra ganha espaço entre conservadores e radicais, mas popularidade das redes sociais contrasta com gastos efetivamente feitos pelo Ministério da Família
Damares Alves, senadora e ex-ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos. | Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil

Jornal GGN – O falecimento da juíza norte-americana Ruth Ginsburg pode ter comovido o mundo, mas não mereceu uma citação sequer da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a pastora Damares Alves.

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Como mostra reportagem do UOL, a ministra tem mostrado sua força nas redes sociais ao aliar a pauta conservadora e o núcleo ideológico, e seu destaque cresceu por conta da saída de Abraham Weintraub e de Sérgio Moro do governo, além do silêncio do chamado “gabinete do ódio”.

Apesar da popularidade, Damares tem problemas com os números de sua pasta. Um exemplo são os recursos destinados à Casa da Mulher Brasileira, voltada ao atendimento de vítimas de violência doméstica, que ainda não foram desembolsados – em um total de R$ 19 milhões, referentes a 2019.

Além disso, Damares recebeu um acréscimo de R$ 211 milhões em seu orçamento por conta da pandemia do coronavírus, mas foram gastos apenas R$ 44 milhões (ou 21% do valor total), embora a ministra use as redes sociais para dizer que os valores estão sendo gastos.

O ministério deve receber R$ 43 milhões a menos no Orçamento de 2021 e, dos R$ 853 milhões atualmente disponíveis, apenas 37% começaram a ser efetivamente executados. E não houve verba destinada a comunidades remanescentes de quilombolas e indenização a parentes de mortos e desaparecidos políticos.

Em dois anos, o Ministério da Família recebeu R$ 204 milhões em emendas parlamentares de deputados e senadores, com pagamento obrigatório, mas só R$ 8,4 milhões (4% do total) foram desembolsados. Embora o PT tenha sido o partido que mais indicou emendas, os mais atendidos por Damares foram políticos do PSL (R$ 2 milhões), PL (R$ 1,26 milhão) e Republicanos (R$ 1,25 milhão).

 

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1 Comentário
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  1. Carlos Elisio

    27 de setembro de 2020 8:13 pm

    Dinheiro parado acaba na corrupção ou nas mãos das seitas neopentecostais.

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