Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro chegou ao seu maior patamar de aprovação desde a posse: pesquisa Ibope aponta que 40% dos entrevistados consideram o governo “ótimo” ou “bom”, enquanto a avaliação negativa caiu de 38% para 29%.
O editorial do jornal O Estado de São Paulo deste domingo (27/09) contesta esses números e especula que, para parte dos entrevistados, a covid-19 não passava de uma “gripezinha”, como o presidente definiu tantas vezes ao incentivar aglomerações e a “volta à normalidade” enquanto o país se aproxima da marca de 140 mil mortos.
“O mais provável é que, ao contrário, o presidente, ao isentar-se sistematicamente de qualquer responsabilidade no que diz respeito à doença e a seus efeitos sociais e econômicos, terceirizou a impopularidade, sentida muito mais pelo Congresso e, principalmente, por governadores e prefeitos – obrigados, estes sim, a enfrentar o desafio da pandemia, contando com escassa ajuda federal e em muitos momentos sendo hostilizados pelo próprio presidente”, pontua a publicação.
O jornal ressalta que a melhora da popularidade de Bolsonaro “é uma espécie de elogio à irresponsabilidade, traduzida não somente em sua infame campanha a favor do uso da cloroquina, espécie de elixir bolsonarista, mas principalmente na conclusão do presidente segundo a qual quem ficou em isolamento na pandemia é “fraco” e se “acovardou””.
“Por enquanto, Bolsonaro se sustenta graças a uma combinação de populismo barato com uma assombrosa capacidade de fingir que é presidente sem exercer o cargo. Mais cedo ou mais tarde, contudo, a ausência de um plano claro de governo, fruto da patente inaptidão de Bolsonaro para desempenhar a função para a qual foi eleito, será percebida pela população”.
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Evandro Condé
27 de setembro de 2020 4:24 pmComo conheço professores, empresários, ex diretores de multis, médicos, etc., todos com mestrado e com mais de 60, que aplaudem e divulgam o Jair, vou acreditar que é algo mais que simples populismo. As pessoas tinham guardadas sentimentos muito bem escondidos esperando a hora de explodir. E explodiu sem pudores. ” Vejam como sou retrógrado, admirem minha ignorância, aplaudam meus ódios inrustidos”. E saem propagando aos quatro ventos.
Edivaldo Dias de Oliveira
27 de setembro de 2020 6:50 pmO nosso caso deve ser o primeiro a ser estudado como uma espécie de parlamentarismo sem primeiro ministro/chefe de governo e com um chefe de estado/presidente sem a postura exigida para o mesmo.
Um governo dasarrumado, sem rumo e sem prumo.
Zé Sérgio
27 de setembro de 2020 9:43 pmAs Elites deste Estado Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista não se aguentam. E não conseguem sair da órbita do próprio umbigo. É com esta simplificação, com esta generalização, com este despeito e recalque que procuram dialogar com a Sociedade Brasileira, para finalmente, voltarmos ao caminho do Republicanismo e Democracia, perdidos há 90 anos? “Populismo Barato” explica tudo, inclusive esta Tragédia Mundial conhecida como Brasil destes 90 anos?! Ah, não é tragédia não? Então, nem isto e nem entender o fenômeno Bolsonaro, tais Elites conseguiram compreender. Guias Cegos que trouxeram o país ao abismo. Agora a culpa deve ser do abismo.