O que o Barão de Rio Branco diria sobre Bolsonaro na ONU?

Com a palavra, o ex-secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Hussein Kalout

Barão do Rio Branco. Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – Um misto de medo, bajulação e medo tomou conta da Casa do Rio Branco durante o governo de Jair Bolsonaro, e o que o Barão de Rio Branco – aquele que delineou as bases para a política internacional brasileira – teria a falar a respeito?

Em artigo publicado na revista Época, o ex-secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Hussein Kalout incorporou o diplomata, lembrando que a palavra é tudo para países como o Brasil, “com recursos limitados de poder”.

“Vamos partir daquilo que é mais sagrado nos cânones de nossa diplomacia: independência! Ouviste falar de que? Homenagear o Senhor Trump? Ah, meu jovem, sequer passa pela minha cabeça a intenção do mandatário querer adular esse Senhor Trump”, diz o artigo. “A bem da verdade, o Lincoln, o Abraham – ah não ouviu falar? – me alertou que esse Senhor está usurpando de seu legado. O Senhor Kennedy, homem de garbo, me confessou ao pé do ouvido que Trump pode levar o nosso irmão do Norte à ruína com as tensões sociais e raciais. O Brasil que se cuide!”

O texto lembra, ainda, a vocação brasileira a atuar em diversos tabuleiros estratégicos, e que o país deve restringir sua capacidade de decisão a um campo específico do mundo, e nem subordinar seus interesses a potências externas. “É claro que podemos ter parceiros estratégicos como os Estados Unidos, França, Argentina e China! O que não podemos fazer é escolher apenas um, em detrimento dos demais. Não é verdade?!”

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“Tu terás sabido, meu jovem, de minha inconfundível admiração pelo nosso irmão do Norte. Contudo, um país que é gigante pela própria natureza, e que é belo, forte, impávido colosso, e onde em seu futuro espelha a grandeza, não pode de jeito algum envergar a sua alma nacional em subordinação ao estrangeiro”, ressalta o artigo.

 

 

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2 comentários

  1. Barão do Rio Branco diria: ‘ 1.a República. República Paulista. 1 século sendo cabeça (1830/1930) antes de nos metamorfosearmos em rabo (1930/2020 e seguindo….) A Grandiosidade de um País, Elite, Cultura e Representação Continentais interligando a Ferrovia Madeira/Mamoré à Hidrovia do Amazonas desde o Atlântico até o Oceano Pacífico, desenvolvendo em parceria com uma Nação Amiga, estreitos laços de cooperação e progresso, mantendo os interesses deste país com seu retorno ao seu território que dava acesso ao Pacifico. Como um Paiseco QuintoMundista, uma Anão Diplomático, deixamos sucumbir Nossos Interesses ao Colonialismo e Interesses de Nações Estrangeiras. Elites do QuinrtoMundismo Tupiniquim já sabotavam Projetos Progressistas e Vanguardistas no final de década de 1910. A pá de cal foi a Ditadura Fascista de 1930. O enorme Potencial Econômico, GeoPolítico e Estratégico foi sendo aniquilado. Pode ser feito um paralelo com a situação que permitimos criar nas Nossa Fronteiras com uma Nação Amiga como a Venezuela. Gigantesca fonte de interesses econômicos, estratégicos, energéticos, financeiros de Potências Ocidentais e Orientais, que uma Nação em coma há quase 1 século, não sabe nem que existe. Mesmo dividindo gigantesca fronteira que daria acesso ao Pacifico em pouco mais de 500 Kms. Pobre país rico. Como Fracassados fracassaram uma Nação, pergunta Barão de Rio Branco. Que emenda a pergunta com outra: O que fizeram do meu País? Mas de muito fácil explicação.

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