4 de junho de 2026

A absurda valorização do câmbio em plena recessão, por André Araújo

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A absurda valorização do câmbio em plena recessão

Por André Araújo

Os economistas da Escola Clássica de David Ricardo tinham uma receita para os ciclos recessivos, que é a desvalorização da moeda para facilitar as exportações. A China usou largamente essa ferramenta para fazer crescer sua economia pela exportação.

É um monumental contrassenso de política econômica valorizar a moeda em plena recessão, dificultando mais ainda a saída dela. É recomendar dieta magra para paciente com anemia.

O Real se valoriza por DESEJO do Banco Central, e não por razões naturais, pois que o Banco Central tem OBRIGAÇÃO de intervir comprando dólares excedentes para impedir sua queda e manter certa lógica na paridade Real x Dólar, que deveria estar em torno de 3,75 e nunca como hoje em torno de 3,10 e caindo.  

Essa intervenção é manobra tradicional de bancos centrais, é uma de suas funções, manter o câmbio dentro de bandas ajustadas ao conjunto dos objetivos da economia, inclusive para dar previsibilidade aos agentes econômicos da economia produtiva, aos exportadores e importadores.

O câmbio de uma economia funcional não pode ter altos e baixos bruscos o tempo todo, isso impede planejamento financeiro de quem capta recursos fora, impede calcular preços de exportação e custos de importação. Flutuações amalucadas são o máximo de irracionalidade em uma economia.

A razão da não intervenção é a ideia fixa de baixar a inflação como única meta da economia.

A não intervenção proposital derruba o dólar tirando viabilidade a muitas exportações mas para os cabeças-de-planilha da atual política econômica ajuda a derrubar a inflação, sua única meta, como se a economia fosse só isso. Emprego e produção não interessam a quem pensa só em inflação, o que no fim do dia significa pensar só em ativos financeiros em mãos de bancos e fundos, desprezando o “resto” da economia.

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

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35 Comentários
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  1. H Menon Jr.

    26 de outubro de 2016 10:27 am

    Neste verão, todos para a Disney…

    Caríssimo André… Menino, você não entendeu nada. Temer está pagando as dívidas do Golpe com todos os segmentos que o apoiaram. Já deu aumento para o Judiciário, para os Militares, dá jantares – e cargos – para os políticos que o apoiam, promove uma autêntica festa midiática com aumentos expressivos das verbas de propaganda na grande Imprensa. Só faltava premiar o terço superior da classe média que bateu panela adoidado… E o câmbio baixo tem essa função principal; a de possibilitar que essa gente sofrida possa passar férias na Disney. Final feliz para o Golpe… Viva o Brasil! 

    1. Padilha Novo

      26 de outubro de 2016 1:35 pm

      H, faltou mencionar os

      H, faltou mencionar os milhares de donos de postos de gasolina que já tiveram seu quinhao e devem agora estar elogiando o temer.  Com a diminuição do preço do combustível pela Petrobras é o aumento do preço na bomba aumentou satisfatoriamente a margem de lucro desse pessoal. Só falta agora o temer fazer um agrado para os taxistas.

       

       

  2. miope

    26 de outubro de 2016 10:31 am

    Propostas a partir do blog

    Proposta 1 – Reformar o CMN

    Proposta 2 – manter o câmbio desvalorizado num período longo para recuperar a participação do Brasil no comércio mundial

  3. Genesio Moura

    26 de outubro de 2016 10:40 am

    Discordamos 180º. Dolar ideal
    Discordamos 180º. Dolar ideal é casa dos R$ 1,40, prá baixo. Brasil exportador não está dando certo há quinhentos anos. Tem que mudar, abrir os portos paulatinamente e importar de tudo, principalmente da China, atualmente. Um exemplo? o que gera mais emprego não são montadoras e sim setores ralacionados à venda e manutenção do que é montado. E da para imaginarmos a grande geração de empregos nos setores portuários, da industria naval e circunvizinhos, absorvendo fácilmente os desempregos gerados pela mudança de foco.

    1. Somebody

      26 de outubro de 2016 12:36 pm

      Não é assim também.
      Não é assim também. Simplesmente importar tudo faria o seu país se tornar um buraco em poucos anos, pois sem indústrias aonde a população teria empregos para poder comprar os importados?

      O que o seu país precisa é se redescobrir, analisar com atenção no que ele é forte e no que ele é fraco no comércio exterior e então se concentrar no que ele é forte. Vocês cobram impostos absurdos de importação para “proteger” produtos que vocês não fabricam e nem têm esperança de fabricar (vocês não produzem um processador de computador sequer e ainda assim cobram 100% de impostos para importá-los) e não valorizam a exportação dos seus produtos que são bons o bastante para não depender exclusivamente de preço, como calçados

    2. Lionel Rupaud

      26 de outubro de 2016 12:50 pm

      Só para entender: sua profissão é
      psiquiatra?

      1. robertoq

        26 de outubro de 2016 1:30 pm

        Isso é uma duvida que nunca
        Isso é uma duvida que nunca consegui uma explicação decente, há paises como inglaterra por exemplo em que a moeda é extremamente valorizada e não são deficitarios no comercio internacional, como isso ocorre?

        1. solle

          26 de outubro de 2016 3:15 pm

          Exportações (em 2015): US$

          Exportações (em 2015): US$ 442 bilhões

          importações (em 2015): US$ 617 bilhões

          Saldo da balança comercial (em 2015): déficit de US$ 175 bilhões

          O que salva a Inglaterra é o setor bancário, centro financeiro da Europa..

          Com a saída da Zona do Euro , que protege seus membros, a Libra Esterlina desabou, porque Inglês pode ser tudo, menos otário.

    3. Agarwaen

      26 de outubro de 2016 12:51 pm

      E como você planeja pagar por
      E como você planeja pagar por essas importações todas sem exportar?

  4. Andre Araujo

    26 de outubro de 2016 11:01 am

    http://oglobo.globo.com/econo
    http://oglobo.globo.com/economia/real-mais-valorizado-tem-efeito-positivo-na-inflacao-diz-economista-20358412

    MERCADO FINANCEIRO aplaude valorização do Real porque é “”bom para a inflação””
    O citado economista é socio da Rio Bravo, gestora de fundos de investimentos fundada por Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central ao tempo do Plano Real, que até cair insistia na paridade do dolar com o Real como coisa boa.

  5. Li de Brusque

    26 de outubro de 2016 11:06 am

    Poxa AA, eu sempre o tive em
    Poxa AA, eu sempre o tive em grande consideração.

    Mas ultimamente você está entrando no bonde errado e não é por descuido não.

    O Se o Banco Central atua no mercado futuro, vendendo ou comprando dólares, fazendo swaps cambiais vc mete o pau no BC pelos prejuízos.

    Aí o Banco Central para de intervir no cambio para não ter prejuízos ao tentar controlar o cambio, e você acusa o Banco Central de querer que o dólar caia.

    Está claríssimo que o dólar está sob fortíssima pressão por conta dos dólares que estão sendo repatriados por conta do da Lei de Repatriação. Aí você acusa o BC de QUERER a valorização do Real.

    Aí sobra só uma alternativa ao BC que é o de vender ou comprar dólar no mercado a vista, aí vc vai acusar o BC de dilapidar as reservas cambiais.

    Vou te chamar de CRITIQUILDO de agora em diante.

    1. Lionel Rupaud

      26 de outubro de 2016 12:30 pm

      De longe o comentário mais sem noção
      do ou da “Li de Brusque”.

      E ele/ela mora numa região com muitas indústrias pequenas e médias em concorrência direta com importações.

      Vai ver que quer ver os vizinhos de ferrar…

    2. Andre Araujo

      26 de outubro de 2016 1:07 pm

      Comprando no mercado à vista
      Comprando no mercado à vista AUMENTA as reservas e não dillapida as reservas, como vc diz.

      Os swaps cambiais que deram prejuizo foi para fazer a operação inversa que é a UNICA que o BC gosta de fazer,
      DAR GARANTIA a especuladores para que eles possam RETORNAR os dolares entradas para aplicar no mercado de juros, é a venda de seguro cambial para retorno.

      Os swaps cambiais que garantem uma taxa fixa para retorno dos dolares ingressados são essenciais para a operação de “carry trade”, a mais comum do mercado e que EM NADA beneficiam o Pais.

      A compra de dolares no MERCADO A VISTA que é o que eu proponho nesse artigo aumenta as reservas e expande a base monetaria, o que eu acho otimo e o BC acha horrivel porque sua unica obsessão é a meta de inflação e a expansão da base monetaria pode fazer a economia crescer e com isso aumentar o risco de inflação.

      Uma coisa é o PREJUIZO PARA GARANTIR ESPECULADOR outra coisa é expandir base monetaria para irrigar a economia e faze-la crescer.

      Duvido que essa valorização do Real seja devida a Lei de Repatriação porque POUCO DOLAR está de fato voltando,
      o depositante paga o imposto e a multa e deixa o dinheiro onde estava, traz as vezes apenas o valor do cheque ao Tesouro, digo as vezes porque os bancos estão financiando em Reais esse pagamento, então o depositante não traz nada de volta, isso está acontecendo na maior parte das operações ditas de repatriação.

      1. Li de Brusque

        26 de outubro de 2016 2:02 pm

        E o Banco Central vai
        E o Banco Central vai aumentar as reservas até quantos bilhões?

        E como é que ele vai arranjar reais para comprar esses dólares?

        Emitindo mais títulos da dívida pública, enxugando o dinheiro em circulação no Brasil deixando o crédito ainda mais caro?

        Imprimindo papel moeda e inundando o mercado com papel moeda aí vai ter de emitir mais títulos para enxugar o excesso de liquidez?

        Você nega que esse excesso de dólares entrando está sendo causado pela lei da repatriação mas isso não está certo.

        Você diz que duvida que essa valorização do real esteja sendo causada pela lei de repatriação porque poucos dólares estão voltando. Tem algum dado concreto?

        1. Andre Araujo

          26 de outubro de 2016 10:40 pm

          Nem eu e nem voce e nem a

          Nem eu e nem voce e nem a torcida do Flamengo tem QUALQUER dado sobre a atuação do BC no mercado de cambio

          apenas se pode deduzir, na minha opinião e considerando as pessoas que dirigem o BC , este está vendendo dolares para

          afundar a cotação, as reservas brasileiras em titulos do Tesouro americano cairam, essa planilha é publica e eu publiquei aqui há 3 dias, o BC deve estar vendendo dolafres para baixar a cotação usando como desculpa a Lei de Repatriação.

          A politica SUICIDA de valorizar o cambio foi adotada por Gustavo Franco no fim do Governo FHC ,  foi um desastre e foi usada pelo Presidente da Argentina Carlos Menem para se sustentar artificialmente por dois mandatos, com a paridade do PESO x DOLAR, completamente artificial mas que encantou os economistas brasileiros, Menem foi considerado um mago,

          1 x 1, uma magica maravilhosa, que liquidou com a economia argentina por 20 anos. Estamos no mesmo caminho.

      2. Li de Brusque

        26 de outubro de 2016 5:25 pm

        Andre, eu não sei se essa

        Andre, eu não sei se essa mensagem vai chegar a você porque a censura está comendo solta.

        Eu já fiz outros comentários a respeito.

        Vc erra quando não estabelece as prioridades.

        É como uma pessoa acidentada. Tem algumas coisas que são urgentes de serem feitas, outras não tão.

        O Brasil tem 2 problemas urgentes. Controlar os gastos públicos e não deixar as contas públicas quebrarem. Olha em volta, os estados estão quebrando, o governo federal com deficits monumentais. A dilma queria corrigir isso com mais impostos!

        Essa PEC é importante para impor uma disciplina fiscal.

        Depois controlar a inflação. Não dá para controlar a inflação com o dólar nas alturas. Sou a favor de uma ação coordenada dólar/juros para quebrar a espinha da inflação e assim poder abaixar os juros RAPIDAMENTE.

        AÍ VAMOS COMEÇAR A DISCUTIR A SAÍDA DA RECESSÃO.

         

  6. MBPP

    26 de outubro de 2016 11:29 am

    Exatamente o meu caso.
    Olhe o meu caso. Eu exporto serviço, no início de cada ano negocio com meus clientes nos EUA e Canadá o valor do contrato anual que é recebido mensalmente, preço fixo em USD. Negociei e calculei meus custos com o USD a 4,0 e achei que não cairia a menos de 3,5 durante o ano usando esse valor como base de cálculo. Mês passado já recebi a 3,2 e provavelmente mês que vem vou receber a 3,1 ou menos. Estou tendo que tirar praticamente todo meu lucro pra cobrir despesa que pago em Real, fixa por mês. Em Janeiro se estiver menos que 3 vou ter que pedir aumento em USD e com competição externa acirrada com outros países tenho risco de perder os contratos. E assim vai a merda desse país.

    1. Li de Brusque

      26 de outubro de 2016 12:24 pm

      Em janeiro de 2013 o dólar
      Em janeiro de 2013 o dólar estava em 1,99

      Em janeiro de 2014 o dólar estava em 2,40.

      Em janeiro de 2015 o dólar estava em 2,70.

      Em janeiro de 2016 o dólar estava em 4,00

      Quando o dolar sobe você não reclamou

      Pra vc exportar seus serviços os brasileiros tem de pagar com sangue os custos da inflação.

      1. solle

        26 de outubro de 2016 3:23 pm

        Pra acabar com essa eterna

        Pra acabar com essa eterna dependência, dólar caro X inflação alta, a única solução é desenvolver nossa indústria de transformação, e isso só pode ser feito com a desvalorização de nossa moeda. Mesmo que no curto/médio prazo a inflação possa ficar acima da meta, não existe outra forma de romper este circulo vicioso, de correr atrás do próprio rabo.</p>

      2. MBPP

        26 de outubro de 2016 3:54 pm

        Errado.

        Eu comecei com esse tipo de contrato em 2015, de 2015 para 2016 consegui reduzir meu preço em USD em 40% na média por competitividade e porque alguns clientes pediram desconto. Mesmo assim mantive em geral meu valor em BRL mesmo baixando em USD. Pra contratos de projetos pequenos essas variações não me afetam muito pois entre fechamento e entrega decorre alguns meses somente. O problema são realmente os contratos anuais.

        E por que eu sou culpado pela inflação no Brasil? No índice de inflação qual o percentual decorrente de importações. É melhor você esclarecer isso para todo mundo entender agora. Existem várias causas para inflação, custo de importação é somente uma delas e em muitas vezes afeta somente uma parte do custo total.

    2. Somebody

      26 de outubro de 2016 12:31 pm

      Me desculpe mas você foi
      Me desculpe mas você foi ingênuo em acreditar que o dólar poderia chegar nos quatro reais e que ficaria nesse patamar. E como eu comentei abaixo é realmente arriscado jogar todas as suas fichas unicamente no preço e AINDA MAIS quando esse preço depende de uma variável (a cotação da moeda) sobre a qual você não têm nenhum controle.

      1. MBPP

        26 de outubro de 2016 2:22 pm

        Errado.
        Estava 4 e considerei que não baixaria de 3,5. É lógico que eu tento vender a minha experiência e assim poder cobrar mais em USD. Aliás isso tem mantido meus contratos e funcionários. Mas tem limite em um ambiente de alta competitividade que é o meu caso (TI). Eu já cobro um valor bem mais alto que meus concorrentes Asiáticos mas tem limite e está chegando nele esse ano. Provavelmente se pedir aumento em USD em 2017 posso receber um “vou preferir pagar para outro na Ásia mesmo você tendo mais experiência”. Caso você não saiba a maioria das empresas visa lucro e em muitos, mas muitos casos mesmo a qualidade não conta se a diferença de custo for muito grande. Absorve-se erros e retrabalhos nessa diferença. É lógico que varia de setor pra setor mas no meu caso (TI) isso já acontece faz alguns anos.

        1. Somebody

          26 de outubro de 2016 6:24 pm

          Eu vejo que você não entendeu

          Eu vejo que você não entendeu o problema que eu apresentei: Você está dependendo de um fator que você não têm como controlar ou prever (a cotação da moeda) para manter o seu negócio competitivo. Se preço é o único ponto forte que você pode oferecer e esse está dependendo da cotação da moeda então você não vai ter mesmo como evitar problemas.

  7. ze sergio

    26 de outubro de 2016 11:49 am

    a absurda…..
    Estamos em país de anti-capitalistas tupiniquins. Isto se explica. O capital, o trabalho nada resolverão. Empresários, lucros, desenvolvimento são males da burguesia liberal que precisam ser combatidos (vejam a matéria da Petrobras. Curto e longo prazo) Mas como ninguém é de ferro. “Fazemos” isto arraigados em funções públicas (que não pagam tão bem assim. É o brasileiro que ganha mal), acomodados entre mamatas e privilégios (apenas para a bom exercício da função). Então você olha pela janela, país continental, sol à vontade, água à vontade, terras férteis em toda extensão, rios, lagos, 7.000 Km de oceano, petróleo, todos tipos de minerais, de ferro a ouro….E um povo miserável em todas as possibilidades sociais possíveis, abaixo de qualquer patamar medíocre das condições de subdesenvolvimento. O Brasil se explica.

  8. Somebody

    26 de outubro de 2016 12:28 pm

    Eu vou meter o dedo um
    Eu vou meter o dedo um pouquinho na conversa.

    Primeiro, lembrem que a cotação da sua moeda sempre foi manipulada, essa história de “livre flutuação” sempre foi para enganar os novatos no jogo.

    Tendo escrito isso, eu nunca engoli essa história de tentar fazer um país ser mais competitivo por meio de manipulações da moeda local. É verdade que um real desvalorizado ajuda a baratear o preço do produto brasileiro no mercado global mas isso é um REMENDO muito feio em um problema mais profundo: Um produto que não é interessante para o mercado global e por isso que ele não vende, aí o remendo para fazer ele ficar artificialmente mais barato desvalorizando a moeda do país de origem

    E essa atitude CAUSA inflação no caso do Brasil porquê os seus empresários são históricamente estúpidos, sem concorrência de fora não existe nada que os impeça de cobrar mil reais por um produto que não vale cem. Importação barata força estes empresários a manterem os seus preços sob controle ou serão incapazes de vender

    Logo, o meu palpite: Ao invés de ficar insistindo em remendos vocês deveriam focar no que vocês são bons em produzir, os seus produtos precisam ter mais atrativos do que puramente preço. Vocês fabricam bons calçados, porquê não tentam vender mais calçados? A sua EMBRAER produz bons aviões, que tal vender mais aviões? Porquê insistir em produzir (e proteger com taxas ridículas de importação) coisas que vocês não têm como competir em preço com a China e aonde a qualidade desses produtos é na melhor hipótese a mesma coisa que dos produtos chineses?

    1. Pedro ABBM

      26 de outubro de 2016 4:56 pm

      Exato

      Exato. Essa história de que desvalorizar a moeda torna as exportações mais competitivas é uma lógica incompleta. Está se esquecendo de que os produtos nacionais também êm em sua planilha de custo muitos ítens importados. Até a soja do planalto central precisa de óleo diesel importado para chegar ao litoral.

      De nada adianta ter pleno emprego com inflação alta, pois a infklação estará destruindo o valor dos salários e benefícios previdenciários. Um quadro de estabilidade da moeda não é preciosismo, mas condição sine qua non. Mas muitos têm saudades dos velhos tempos da inflação, quando os industriais podiam materializar suas aventuras bancados pela perda do poder aquisitivo dos assalariados.

    2. Andre Araujo

      26 de outubro de 2016 5:04 pm

      Foi pela continua

      Foi pela continua desvalorização do yuan que a CHINA tornou-se uma potencia exportadora. Quando a China se abriu para o comercio exterior em 1975 os mercados mundiais já estavam divididos e definidos entre a Europa e os EUA, como a China poderia entrar?  Com preço e foi o que eles fizeram usando como instrumento o yuan desvalorizado.

      Sua tese é de que devemos praticar virtudes para sermos bons, o mundo não é assim e cada vez mais baseado em fatores de competição, dos quais o PREÇO é um dos fundamentais.

      1. Somebody

        26 de outubro de 2016 6:11 pm

        Não estou falando de

        Não estou falando de “praticar virtudes”, estou falando de parar de tentar competir aonde você não têm como competir. Pegue por exemplo a Apple, os celulares dela são claramente os mais caros do mercado e mesmo assim vendem em grande quantidade. Como isso acontece? Todo mundo acha que só se compete em preço quando há várias outras formas de se competir, vocês precisam ser mais flexíveis e pararem de bater com a cabeça na parede.

        1. Andre Araujo

          26 de outubro de 2016 10:24 pm

          São contextos distintos.

          São contextos distintos. Quando há um produto DIFERENCIADO a questão preço tem menor importancia. Porisso a Alemanha consegue exportar produtos caros e de excepcional qualidade. MAS o grosso dos produtos do comercio mundial não precisam de excepcional qualidade e se vendem pelo fator preço. São “quasi-commodities” com TVs, bicicletas, camisetas, calças jeans, geladeiras, tudo isso que a China faz mais barato do que qualquer Pais. Ai o fator CAMBIO é fundamental.

      2. Somebody

        26 de outubro de 2016 6:27 pm

        Não exatamente. A China se

        Não exatamente. A China se tornou uma grande exportadora porquê é dirty cheap para montar e manter uma fábrica no país, aonde você pode produzir massivamente por uma fração do que custaria na Europa ou nos EUA, a cotação da moeda têm pouca influência nisso.

  9. Afonso Arinos

    26 de outubro de 2016 1:40 pm

    Como uma taxa de juros
    Como uma taxa de juros destas, qualquer bobo lá fora traz dólares para cá. Aliás ganha duas vezes: uma com a taxa SELIC elevada e a outra com a contínua valorização do real em relação ao dólar.

  10. Wilson Ramos

    26 de outubro de 2016 2:35 pm

    o taxa importa menos
    o que mais importa para o mercado é que os preços não tenham lógica. Melhor para eles que tenham sempre movimentos de alta e de baixa. Vivem de ganhar comissão sobre as transações. As oscilações criam risco adicional para quem opera ou é indexado às moedas estrangeiras. Aí os mercadores financeiros podem também criar novas transações, que geram mais comissões, para proteção dos preços futuros.
    Além de ganharem margem nos contratos presentes e futuros, tem uma grande oportunidade de ficar mais expostos à tendência de preço que gera lucro.
    As mensagens que passam aos agentes, que não tem nenhum lógica com respeito ao desempenho da economia e são assumidas como credo pela mídia. são suas armas para conduzir os agentes na direção que lhes interessa.

    1. ze sergio

      26 de outubro de 2016 4:20 pm

      a taxa….

      Ora, todos dizem que nossa economia não é dolarizada? Só é dolarizada. É o cerne do plano Real. De lá pra cá, o Presidente não vai ao banheiro sem saber do dólar. Ministro e Presidente do BC tornaram-se figuras maiores até que ele. Figuras que precisam ter “trânsito internacional”. E querem que mandem mais que a política, mais que os governantes nacionais. Seja um poder acima até das instituiuções nacionais. O famoso “INDEPENDENTE”. Como Agências Reguladoras. Instituições acima e libertas do poder constituído do país. Ou seja um governo paralelo para administrar as riquezxas e finanças do país. Vai longe assim, Brasil !!! “Faça o que falo, mas não o que faço”. O dólar só deveria ter influência naquilo que importamos. E para isto poderíamos usar nossa moeda como arrma politica, como a China, faz por exemplo, para combater os americanos, que emitem moeda à enxurradas para mnter sua hegemonia industrial e comercial. Para nós, isto seria pecado? O que existe no mundo que não pode ser fabricado no Brasil? Se não fabricam no Brasil, poderíamos pressionar as indústrias estrangeiras. Quem quer ficar fora de um mercado gigantesco como o nosso? Vamos abandonar esta mediocridade politica onde estamos atolados, Brasil!!!    

  11. mz

    26 de outubro de 2016 4:58 pm

    A pergunta que não quer

    A pergunta que não quer calar: quem ganhou com as perdas de 200bi do BC?

    1. Andre Araujo

      26 de outubro de 2016 10:28 pm

      Quem trouxe US$1 milhão, há

      Quem trouxe US$1 milhão, há um ano,  vendeu a 4,00 aplicou a 14,25% ao ano e retorna comprando o dolar a 3,10, ganhou 100% em um ano, não tem negocio igual no mundo, neutralizou o risco cambial comprando swap do BC brasileiro,

      gentileza do Banco Central do Brasil que manda a conta para o Tesouro.

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