Jornal GGN – Usando o atraso do TSE na divulgação dos dados e sem provas, o presidente Jair Bolsonaro dá mais um passo em consonância com o grande irmão, coloca dúvidas sobre o resultado das urnas e defende o voto em papel.
A declaração foi dada na porta do Palácio da Alvorada aos apoiadores matinais nesta segunda, dia 16. “Nós temos que ter um sistema de apuração que não deixe dúvidas. É só isso. Tem que ser confiável e rápido. Não deixar margem para suposições. Agora [temos] um sistema que desconheço no mundo onde ele seja utilizado. Só isso e mais nada”, disse.
“O Supremo disse que é inconstitucional o voto impresso, tem proposta de emenda constitucional na Câmara. Se nós não tivermos uma forma confiável de apurar as eleições, a dúvida sempre vai permanecer”, continuou.
Disse ainda que o povo quer o voto impresso e que é preciso atender a população. “Muita gente fala sem ouvir o povo. No meu caso, estou sempre ouvindo a população eles querem um sistema de apuração que possa demorar um pouco mais, não tem problema nenhum, mas que seja garantido que o voto que essa pessoa deu, vá para aquela pessoa de fato”, afirmou.
O presidente disse aos seguidores que não estava ‘passando bem hoje’ e que iria dormir ‘agora. O abatimento pode ser pela grande derrota que sofreu nas urnas… eletrônicas. Bolsonaro não comentou os resultados da eleição, mas apoiou 45 candidatos a vereador pelo país. Desse total de apoiados, 33 não conseguiram se eleger.
Bolsonaro também apoiou 13 nomes para prefeitos, e apenas dois foram eleitos, de cidades do interior do Piauí e em Minas Gerais.
Seu apoiado em São Paulo, Celso Russomano (Republicanos) começou bem, e foi derretendo até o dia 15, quando chegou em quarto lugar. No Rio, seu escolhido ainda está na peleja, indo para segundo turno contra Eduardo Paes.
Depois de tantos revezes, Bolsonaro foi para as redes sociais minimizar as derrotas e cantar vitória para 2022, com um ‘sistema eleitoral aperfeiçoado’. E disse, mais de uma vez, que não se engajou nas eleições.
“Para 2022 a certeza de que, nas urnas, consolidaremos nossa democracia um sistema eleitoral aperfeiçoado. Deus, Pátria e Família”.
Com informações da Folha.
Carlos Elisioc
16 de novembro de 2020 2:53 pmO sistema que até hoje me deixa duvida foi a apuração que elegeu este asno de codinome bozo.
Orides
16 de novembro de 2020 4:55 pmSe alguém adivinha o porquê do Bolsonaro defender o voto impresso, ganha entrada grátis em todas as milícias.
jura
16 de novembro de 2020 9:38 pmBolsonaro e Trump estao absolutamente certos, toda eleicao precisa ser auditavel, mas so a de Trump pode ser.
No Brasil e impossivel auditar uma eleicao, porque nao ha nada para auditar.
Ah, mas voto de papel pode ser roubado. Toda eleicao pode ser roubada, mas so o comprovante do voto depositado na urna permite a recontagem.
O voto eletronico, como diz o nome, so deixa contar eletrons… Alguem se atreve?