5 de junho de 2026

Braço direito de Janot migra para escritório contratado pela JBS

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Jornal GGN – Marcelo Miller era um dos integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e considerado um dos principais braços-diretos do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Deixou o grupo e, pouco tempo depois, o ex-procurador foi para a área privada. Mas não qualquer uma: começou a trabalhar no escritório de advocacia da JBS, empresa que trouxe as recentes bombas contra Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). 
 
Miller deixou o Ministério Público Federal (MPF) ainda em março, pouco antes da conversa entre o empresário dono do grupo, Joesley Batista, e o presidente da República. Segundo informações de Vera Magalhães, no Estadão, a decisão “pegou a todos no MPF de surpresa”.
 
O ex-procurador da República passou, então, a atuar no escritório Trench, Rossi & Watanabe Advogados, do Rio de Janeiro. Justamente o escritório que foi contratado pela JBS para negociar o acordo de leniência junto ao MPF, na área cível. A leniência é um complemento à delação dos executivos da empresa, que já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Em resposta, a Procuradoria afirmou que Miller não participou da negociação da delação e que ele não poderá atuar nos acordos fechados com o MPF. O acordo de leniência ainda está sendo negociado pela JBS, tanto no Brasil, quanto no exterior.
 
O então procurador havia sido convocado por Rodrigo Janot em 2013, para integrar o núcleo duro do GT da Lava Jato, no âmbito do Supremo. Especialista em direito penal e internacional, Marcelo Miller também é ex-diplomata do Itamaraty.
 
Se, desta vez, a PGR considera que não há conflitos, por outro lado, o procurador atuou diretamente em casos de acordos de colaboração de peso anteriormente. Ele esteve à frente, por exemplo, das delações de Delcídio do Amaral, ex-senador, e do ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado. Em ambos casos, a metodologia de coleta de provas foi similar: a gravação de áudios sem o conhecimento do investigado.
 
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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Elias Salé

    22 de maio de 2017 6:07 pm

    Cadê a quarentena desse povo?

    Até quando vai se permitir essa porta giratória, em que o setor privado, com poder de barganha $$$ imenso, captura os quadros do setor público para seus interesses?

    Isso sem por em questionamento as suspeitas óbvias que o caso específico desperta quanto ao uso de informação privilegiada. Depois não querem que se questione a existência de várias teorias da conspiração e de quebra de credibilidade que envolvem a instituição.

  2. Ivan de Union

    22 de maio de 2017 6:45 pm

    Em outras palavras, vai

    Em outras palavras, vai cuidar do compliance da compania pros Estados Unidos?

  3. Maria Rita

    22 de maio de 2017 6:55 pm

    Começo a acreditar que  o

    Começo a acreditar que  o delegado e deputado responsável pelas investigações envolvendo o banqueiro Daniel Dantas é o Sérgio Macaco (capitão da aeronáutica que evitou um massacre de estudantes em plena ditadura militar) da PF brasileira. É hora de devolver o cargo e a dignidade  de Protógenes Queiroz. Ele não fez nada diferente dessa atuação da PGR de agora. Essa história atual tem agravantes que o caso de Protógenes não apresentava.

  4. Edivaldo Dias de Oliveira

    22 de maio de 2017 7:37 pm

    Licença?

    Como se não bastasse o escândalo por si só, a coisa ainda piora pois o dotô está apenas licenciado, pelo que eu lí.

    Siginifica que se nada der certo lá na banca, ele pode sempre voltar para a PGR.

    É muita sacanagem com o povo bresileiro, imaginem se alguel do setor privado pode se licenciar de uma empresa para ganhar mais e quando essa empresa entra em queda pode voltar para anterior.

    Tinha que pedir demissão ou ser demitido.

    É uma situação escandalosa, não se trata de ser transsferido para outro órgão publico, mas uma sidinha tetemporária ou não do serviço público.

    A legislação a esse respeito precisa de mudança urgente.

  5. Roxane

    22 de maio de 2017 10:51 pm

    (Sem título)

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