10 de junho de 2026

Em Davos e com vistas a 2022, Doria tentará mostrar contraponto a Bolsonaro

Doria se mostrará "a favor da vida" e o tucano tentará marcar presença internacional como a figura de representatividade do Brasil na pandemia

Jornal GGN – O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), será o primeiro brasileiro a se apresentar no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), e usará sua participação para se opor ao governo Bolsonaro, com o lema a favor da ciência e da vida, contra a Covid-19.

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A informação foi divulgada por Jamil Chade, do Uol. Segundo o colunista, enquanto o encontro mundial debaterá, este ano, a realidade das cidades ao redor do mundo, Doria contou que fará um discurso sobre a pandemia e a favor do “exemplo da ciência e da proteção aos brasileiros”.

Apesar de não citar diretamente Jair Bolsonaro, a fala será um recado contra a política adotada até então pelo presidente brasileiro, que não participará do evento, uma vez mais, e envia o vice-presidente, Hamilton Mourão, e os ministros Paulo Guedes e Ernesto Araújo em seu lugar.

A participação de Mourão, Guedes e Araújo, que devem defender o governo Bolsonaro e a política econômica e diplomática do mandatário, ocorre ao mesmo tempo que a gestão está sendo amplamente criticada pelo mundo por sua postura, tanto em temas de meio ambiente, como durante a pandemia.

O chanceler Ernesto Araújo, segundo Chade, deverá falar de “geopolítica”. Publicamente, as palavras do ministro de Relações Exteriores estão sendo na contramão de tentar qualquer apoio internacional e, ao contrário, não deixa de atacar diretamente importantes parceiros econômicos do Brasil, como a China.

Em tempos de pandemia, o país, por sua vez, está sendo decisivo para o fornecimento de insumos para a fabricação das vacinas Coronavac, no Instituto Butantan.

Em meio a este tumulto diplomático, Doria se mostrará “a favor da vida” e, com vistas a 2022, o tucano tentará marcar presença internacional como a figura de representatividade do Brasil na pandemia.

“Não é fácil fazer o enfrentamento a negacionistas e aos estímulo de negacionistas, a empresários muito vezes gananciosos ou iludidos com a possibilidade de que tudo possa ser liberado e que não fará diferença no controle da doença”, disse Doria ao colunista.

“Sem vidas não há economia”, completou, na clara tentativa de se diferenciar de Jair Bolsonaro no encontro internacional.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Zé Sérgio

    26 de janeiro de 2021 6:58 pm

    Ode a Calcinha Apertada. O desespero é monumental.Vale qualquer coisa para manter o Estado Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista, Feudos e Lacaios. Pode ser Dória, pode ser Hulk, pode ser Maia,…Vale até ressuscitar José Sarney da tumba, para falar bem da ‘Vachina-Placebo’. Seria trágico senão fosse cômico. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.(P.S. Malária e Febre Amarela esperam por algum estudo ou alguma vacina há 300 anos, lá pelos lados de Manaus. Estes cadáveres não são contados ou entram também na Covid?)

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