5 de junho de 2026

Aécio: PSDB deve abrir mão de candidatura para construir “centro ampliado” com Ciro em 2022

"Centro ampliado tem de ter de Ciro a PSDB, MDB, DEM, com o Mandetta, Luciano Huck, o Eduardo Leite e o Rodrigo Pacheco", disse
Aécio Neves (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais e atual deputado federal. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Escanteado da cena política nacional após o escândalo envolvendo o grampo de Joesley Batista, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) decidiu sair da toca e, em sua primeira entrevista depois de anos em ocaso, afirmou que o PSDB deve pensar em abrir mão de uma candidatura própria em 2022 para construir o que chamou de “centro ampliado”.

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“Temos de radicalizar no centro. Temos de propor, construir um centro ampliado para fazer frente ao Bolsonaro e ao Lula. Centro ampliado tem de ter de Ciro [Gomes, PDT] a PSDB, MDB, DEM, com o [ex-ministro Luiz Henrique] Mandetta, Luciano Huck, o [governador gaúcho tucano] Eduardo Leite e o [presidente do Senado pelo DEM-MG] Rodrigo Pacheco”, apontou.

Depois de polarizar com o PT em diversas disputas presidenciais, perdendo as últimas quatro, o PSDB chegou pequeno em 2018 sob a candidatura de Geraldo Alckmin. Agora, o governador de São Paulo João Doria sonha em levar o partido às urnas em 2022. Mas, para Aécio, Doria precisa antes construir um programa e ampliar sua aliança de apoiadores. Não será candidato por imposição.

“O que o PSDB tem de colocar na balança é a possibilidade de não ter candidatura à Presidência se, nesse conjunto de forças, houver uma candidatura com mais viabilidade. Ninguém será candidato pela imposição. É uma construção. Não se constrói uma candidatura como se preside uma reunião do Lide [grupo empresarial que era liderado por Doria], com um apito na boca, dizendo quem pode falar e quem deve calar”, disparou Aécio.

IMPEACHMENT

Na entrevista exclusiva à Folha, Aécio foi questionado sobre seu papel no impeachment de Dilma Rousseff. Ele não disse que se arrepende, hoje, de ter questionado a vitóri de Dilma em 2014. Mas “em relação ao impeachment, faço uma confissão. As duas últimas pessoas a aderir foram eu e o Fernando Henrique Cardoso. O que ocorreu é que a paralisação do Brasil foi tamanha que sobrou para nós a responsabilidade de liderar. Foi uma onda gigante, o PSDB não faria nada sozinho”, comentou.

Ainda segundo ele, “do ponto de vista prático, se Dilma ficasse até o final, o PSDB poderia ter ganho a eleição em 2018”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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