
Por Ion de Andrade
Se há uma certeza em qualquer cenário é a de que o PMDB pode ficar no governo.
O PMDB ficará se houver impeachment quando deverá assumir o governo e poderá ficar se não houver.
A situação do PMDB é de maior estabilidade até mesmo que a do PT, que não ficará no governo, obviamente, se houver impeachment.
A saída do PMDB do governo faria eclodir num momento crítico da vida nacional uma crise de governabilidade para além da profunda crise política. Para nada, porque, de fato, após a votação do impeachment, ganhando ou perdendo, todos os partidos que hoje compõem a base aliada terão que rever as suas posições.
Essa reunião para a definição da permanência ou não do PMDB no governo responde portanto a condicionantes paroquiais da frustração de interesses de deputados e senadores por parte de um Executivo sitiado e atacado por todos os lados.
Mas o PMDB não é um partido da base. Compõe a chapa vitoriosa na eleição de 2014. É parte integrante do governo, quer queira, quer não. O mais sensato e honroso no plano do respeito à democracia, seria uma decisão institucional e consensual do PMDB de conceder a tranquilidade institucional de que o país precisa enquanto a crise do impeachment é resolvida, o que fortaleceria o partido em qualquer cenário.
Esse gesto seria importante para o próprio PMDB na hipótese de, nos próximos lances, ter que assumir o governo, pois estaria em melhores condições de cobrar estabilidade na medida em que teria contribuído para ela o que é, aliás nada mais do que a sua obrigação perante os seus eleitores e a nação. O gesto seria importante também para a situação de não haver impeachment, quando teria maior força moral e política dentro do governo Dilma, pois teria sido artífice de uma estabilidade governativa sem a qual os desfechos poderiam ter sido sombrios.
O jogo político em curso no Brasil é dos mais complexos e graves. Há variáveis em jogo que podem nos levar a situações caóticas e ao colapso das instituições democráticas que tanto esforço custaram ao país. O PMDB não pode colocar mais lenha na fogueira ou colocar-se acima da nação.
Diga-se também que uma eventual saída do PMDB do governo não alteraria em nada a posição que cada congressista possa ter em relação ao impeachment Assegurar responsavelmente a governabilidade tampouco melhora, ou piora o prognóstico do governo Dilma, que depende bem mais, para o que virá, das ruas, do Legislativo e do STF. Aliviaria apenas a nação.
A hora é de responsabilidade com o país. O PMDB faz parte do governo pelo pacto eleitoral que fez com os eleitores que votaram na chapa Dilma/Temer. É parte integrante da governabilidade e não pode renunciar a isso, sem renunciar ao próprio governo
Exige-se portanto a decisão institucional e madura do PMDB de assegurar governabilidade nessa dramática etapa da vida nacional e por consenso. Seria nos tempos atuais, em que cada parte pensa em si, um raro gesto de grandeza republicana. E nada mais é do que a sua obrigação perante os seus eleitores e perante a nação.
Jairo José
26 de março de 2016 5:59 pmRenuncia do Vice-Presidente do Brasil
Caso PMDB decida retirar sua base de apoio ao Governo Dilma. É legítimo que como eleitor deste governo, exigo ao Sr. Michel Temer, renuncie também à Vice-Presidencia da Republica.
OBS
26 de março de 2016 6:18 pmSe o PMDB sair do governo o
Se o PMDB sair do governo o Temer vai renunciar?
Olavo Pacheco
26 de março de 2016 6:42 pmPMDB
O PMDB já está no prejuízo faz tempo. Quando vi o Moreira Franco dizendo que o PMDB não está dividido, juro que vi seu nariz crescer um pouco, tal foi a falta de convicção em suas vãs palavras. Como já disse alguém do próprio PMDB: “se ele (Temer) não consegue unir o PMDB, como espera unir o país?” acrescento: unindo-se ao PSDB, para desespero de seus próprios eleitores, que acataram a aliança com o PT e agora vê seu próprio partido aliando-se com o maior inimigo de seu próprio parceiro, o PT.
daniel xavier
26 de março de 2016 7:06 pmEra mesmo isso que eu estava
Era mesmo isso que eu estava pensando. Se o PMDB vai entregar seus cargos no governo federal, isso inclui o de vice-presidente?
luizmattos
26 de março de 2016 7:53 pmFalou tudo. O primeiro a
Falou tudo. O primeiro a renunciar tem que ser o Temer.
Jos
26 de março de 2016 7:10 pmSanta ingenuidade.
São só
Santa ingenuidade.
São só ratos.
Infelizmente é tarde, a covardia política vai agora cobrar seu altíssimo preço.
Essa pedra já estava cantada há anos, mas se fizeram de desentendidos, se iludiram com um meio poder temporário e com um pouco de justiça social que conseguiram implementar.
Inimigos da população e do Brasil foram tratados como se fossem adversários leais e fidagais, escroques e oportunistas da pior espécie foram aceitos como aliados, a ilusão, práticas no mínimo duvidosas e a arrogância cega impediu o enfrentamento necessário.
O prego final na cruxifixação será dado na próxima semana pelo capitão do golpe, como Ciro Gomes adiantou há meses, com a debandada dos ratos, que em seguida assumirão o poder, cedendo a área econômica aos entreguistas apátridas, mantendo os ministérios com orçamentos gordos e nomeações rendosas.
Este projeto de pais retornará a sua condição de sub – colônia, os escroques se fartarão por muitos anos sob o olhar satisfeito de seus cúmplices da mídia monopolista e com a alegria da pequena burguesia, a mais burra, cruel e estúpida do planeta.
Provavelmente esses capatazes dos senhores de engenho sairão as ruas com o uniforme da CBF para comemorar, esses manipulados estúpidos ignorantes para quem é mais importante o preço de um ai-qualquer coisa, do que do arroz, do feijão, do transporte ou da carne.
Os senhores de engenho, representantes locais dos que planejaram e ordenaram o golpe de outro hemisfério poderão comer compulsivamente as generosas migalhas que seus patrões lhes deixarão.
Se a custa do sangue de seu próprio povo (palavra que odeiam, coisa de comunista por certo), isso não tem a menor importância para eles.
chico da dilma
26 de março de 2016 7:58 pmO PMDB deixar o governo?Qualquer governo,nunca!
luizmattos
26 de março de 2016 8:05 pmAcho que já está mais do que na hora do #foratemer.
Acho que já está mais do que na hora do #foratemer.
Quem votou na Dilma, não tinha opção de escolher outro vice. Logo se ela sair, ele tem que sair junto. Ele só foi eleito, porque era o vice da candidata a presidência; Ele não foi votado em separado e tem que sair junto, se ela for derrubada pelo golpe do impeachment.
Cunha
26 de março de 2016 8:14 pmSe o Temer renunciar, quem
Se o Temer renunciar, quem assume é o Cunha?
Bobo
26 de março de 2016 8:15 pmO Problema do PMDB é não ter
O Problema do PMDB é não ter candidato, nem no PMDB e pelo visto menos ainda no PSBD, só se desembarcarem direto pra Rede.
maria rodrigues
26 de março de 2016 9:07 pmA CBN está dando voz a
A CBN está dando voz a Paulinho da Força. Ele diz que está tudo combinado para que a ‘aprovação” do impeachment se dê num dia de domingo “porque é muito mais apropriado, para que as pessoas possam assistir à sessão na Câmara pelas televisões, e possam se manifestar nas ruas”. Pelo visto, vão espalhar telões pelo Brasil.
A propósito, sabemos que a capa-manchete-mentirosa da VEJA, já desmentida pela embaixada da Itália, provavelmente não receberá uma linha contra a molecagem dos jornalistas da revista-lixo nos jornais e nas televsões.
L. Souza
26 de março de 2016 9:16 pmPMDB sem vergonha na cara;
PMDB sem vergonha na cara; será que estão fugindo da responsabilidade de assumirem que foram eles que indicaram os diretores corruptos da Petrobras.
O que eles querem nos fazer pensar? Quem somos idiotas?
Malú
26 de março de 2016 9:31 pmO PMDB sair do governo? Não
O PMDB sair do governo? Não acredito que vou ter essa alegria. É motivo pra festa. Vão devolver os 7 ministérios? E os trocentos cargos também vão ser devolvidos? Aleluia!!!
Maria Rita
26 de março de 2016 10:18 pmIsso só demonstra a incrível
Isso só demonstra a incrível incapacidade do PMDB (com raras exceções de parlamentares) de sair de uma da mais arriscadas aventuras golpitas que já promoveu. O contra-senso está perfeitamente marcado pelos passos de um vice-presidente que, ultimamente, tem se apresentado como futuro presidente, apesar de ‘liderar’ a saída do seu partido do governo.Em que ele teria obrigação moral de renunciar ao cargo. Talvez, seja apenas mais uma de suas manobras, já que um dos bochichos – denunciado por deputado do PT na tribuna(Pimenta) é de que Temer será ministro do STF. Não é simplesmente o absurdo dos absurdos, um vice que conspira e ainda sai premiado com cargo vitalício no STF? Em que mundo nós estamos?
Jáder Barroso Neto
26 de março de 2016 11:52 pmUm mérito deste golpe:
O Temer desnudou o PMDB!
Se o golpista estivesse seguro da traição de seus deputados, teria ido a Lisboa com os outros golpistas: Mendes, Serra e Aécio. Não foi e acho que estará sozinho no trono do PMDB daqui a pouco! Vai ser o maior beija mão desde o Império! Temer vai lamber qualquer parte de quem se apresente prá livrá-lo da insignificância!
Ninguém
27 de março de 2016 1:53 amO PMDB sempre foi um saco de gatos.
Só que sempre restava aquele pequeno verniz histórico do MDB das lutas pelo retorno à normalidade democrática sob o comando de Ulysses Guimarães, e, mais adiante, pelas Diretas Já.
Agora, esse resto de verniz foi para o brejo. Ao embarcar no golpe, o PMDB deveria ter tido a decência de, em respeito a sua história, abandonar o D de Democrático e adotar o G de Golpista.
Assim, a partir de agora, não vou mais me referir a esse partido como PMDB. O PMDB morreu. Vida breve ao PMGB.
Ely de Souza
27 de março de 2016 2:36 pmNinguém sabe …
Tenho a impressão quem Ninguém havia descoberto a falsidade do PMDB desde tempos idos pós ditadura militar. Tenho notado que Ninguém escreveu coisas tão coerentes com a relaidade que vivemos, que Ninguém tem feito observações com tanta clareza dos fatos sobre a conjugação política e dos desmandos jurídicos.
Portanto quem mereceria o apreço dos leitores, além do Nassif ? – Ninguém.
Por conseguinte Ninguém merece o meu parabéns.
Nesse tempo de crise desejar uma Feliz Páscoa a quem ? a Ninguém.
Waldemir de Araújo Filho
27 de março de 2016 4:10 pmPMGB!
Infelizmente, a maior parte do ex-PMDB está escolhendo desprezar o voto popular, o respeito à Constituição e às responsabilidades que cabe como parceiro da chapa eleita, tornando-se assim o PMGB, o Partido do Movimento Golpista Brasileiro, salvo, ainda, as honrosas exceções como o senador Requião e o governador de Sergipe Jackson Barreto. Definitivamente, está manchando de vez, o que restava como ex-agremiação de Ulisses Guimarães.
Waldemir de Araújo Filho
27 de março de 2016 4:41 pmA explicação de Ibsen Pinheiro!
Declaração definitiva do deputado Ibsen Pinheiro sobre a saída do PMDB da base do governo Dilma, em entrevista ao site da BBC: “nunca apreciamos as políticas públicas do PT”. Acho que, de forma sincera, está explicado.
MarcioGM
29 de março de 2016 7:57 pmAgora é ophicial: hum erro estórico phoe corrigido hoje!
Era o anno da graça de 1966, exactos cincoenta annos atrás, e hum novo partido iria ser creado para apoear a revolucção: o MGB. Mas ao digitar o documento de phundacção o escrivão trocou o indicador pelo dedo médio e mudou o G pelo D. Quinze annos depoes phoe acrescentado um P no innício da sigla, mas o erro original não se corrigiu e isso só comphundiu o público geral sobre o porquê de haver hum D na sigla do único partido com does e agora potencialmente três presidentes sem vocto em plenno período democráctico.
Mas agora é ophicial e com todas as lectras para phicar claro: PMGB
O Partido do Movimento Golpista Brasileiro