10 de junho de 2026

FHC, sua amante e a prostituição na Alemanha

As notícias desta semana são tragicômicas. Quando era presidente da república FHC puxou cordinhas público/privadas  para garantir emprego e renda para sua amante na Europa. Isto seria apenas mais um caso de corrupção não fosse pela natureza sexual da patranha.

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Há bem pouco tempo circulou na internet um boato de que Dilma Rousseff estava criando o “auxílio-puta”. Os moralistas tucanos certamente projetaram na petista as “qualidades” de FHC. 

O boato brasileiro pode estar relacionado ou não a uma notícia verdadeira. Na Alemanha as prostitutas passaram a exercer uma profissão regulamentada por Lei que autoriza a concessão de benefícios estatais, dentre os quais aposentadoria. A atividade delas é tributada.

E já que estamos falando da Alemanha, lembrei-me de uma notícia peculiar divulgada amplamente pelos websites jurídicos brasileiros. Há algum tempo um cidadão alemão pediu à Justiça do seu país auxílio financeiro para poder pagar prostitutas. Ele alegou que não ganhava o suficiente para poder ter a quantidade de relações sexuais necessárias por mês. O pedido foi rejeitado pela primeira e pela segunda instância.

A conduta deste cidadão alemão é curiosa, mas exemplar. Ele admitiu publicamente sua necessidade e recorreu ao Judiciário da Alemanha para tentar resolver seu problema. FHC fez exatamente o oposto. Ele resolveu um problema semelhante usando artimanhas imorais e potencialmente ilegais para garantir o silêncio de sua amante. O alemão pode ser chamado de cínico sincero. FHC é apenas um hipócrita contumaz. 

A irmã da parceira sexual beneficiada por FHC com o “bolsa amante” (um eufemismo para “auxílio-puta”) recebe salário público para trabalhar em casa para José Serra. O trabalho dela é um mistério. José Serra ainda não esclareceu se a moça lhe presta favores semelhantes àqueles que foram prestados pela irmã dela a FHC.

Resumindo: ao contrário do que ocorre na Alemanha, público e o privado sempre se interpenetram no Brasil. A notícia referente à vida público/privada de FHC demonstra que esta interpenetração pode ou não ser metafórica.

  

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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