4 de junho de 2026

A semente da corrupção, por Luiz Claudio Tonchis

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Por Luiz Claudio Tonchis

A palavra corrupção nunca esteve tanto em evidência, fala-se da necessidade de combatê-la em tom de clamor por salvação. Palavras de ordem que se tornaram verdadeiros chavões são ditas com toda empáfia: “Por mais ética na política!”, “Por um Brasil melhor para os nossos filhos!”, “O país está se acabando em corrupção!”. As pessoas, em geral, se manifestam e, indignadas, publicam e republicam nas redes socais frases moralistas e permeadas de hipocrisia. Tanto quanto a corrupção, a imaturidade para combatê-la está na própria forma em que esse assunto é tratado, ou seja, a nível de senso comum. É notável a falta de lucidez, de pensamento crítico e, sobretudo, a falta de exemplos, quando se trata de uma conduta moral e ética em que o bem coletivo esteja realmente em vista.

A crise ética generalizou-se – ela se inicia a partir da nossa própria exclusão de tudo que está errado – o problema é sempre o outro. Eu? Não! Sempre tentamos passar a impressão de que agimos para o bem comum, nos excluímos de qualquer tipo de julgamento e transferimos toda a responsabilidade pelas mazelas da sociedade para os outros. Vivemos de máscaras e tornamo-nos incapazes de analisar a nossa própria conduta ética e moral. Ou seja, para combater a corrupção, o primeiro passo é a maturidade, para que seja possível uma autoanálise, ou seja, se incluir nesse processo, inclusive nas coisas mais simples, para deixarmos de sempre atribuir a responsabilidade pelo problema ao outro.

Então, a corrupção não é só um problema dos políticos, mas do cotidiano de todos. Em uma palestra sobre Hamlet, no programa Café Filosófico, da TV Cultura, o professor de História, Leandro Karnal, faz uma reflexão sobre a percepção simplória e inocente das pessoas sobre a corrupção. “Há uma categoria de pessoas, que são ‘as pessoas felizes’. No Brasil, essas pessoas acreditam profundamente que a corrupção está a cargo de apenas um partido. Elas acreditam que bastasse tirar este partido do poder, para que o reino da justiça e da igualdade se instalasse no país. Essas são pessoas muito felizes”, ironiza.

O professor explica que esta categoria de pessoas, se enquadra no “culto da corrupção isolada”. E diz que segundo a concepção hamletiana, a corrupção começa na microfísica do poder. Karnal cita exemplos do cotidiano, bastante comuns para os brasileiros. Ele nos alerta para um processo estrutural que se enraizou na cultura brasileira e que se alastrou como um senso comum, um hábito traiçoeiro nas famílias, nos serviços públicos e privados, nas instituições educativas e, em decorrência, nos sistemas de governo legislativo, executivo e judiciário.

Pois bem, a corrupção no cotidiano surge a partir de atitudes aparentemente simples e ilusoriamente insignificantes, que emergem da educação familiar equivocada e que tendem a evoluir durante todo processo educativo, seja ele formal ou informal, resultando na corrupção escandalosa e cruel que contamina os partidos políticos e os governos em geral.

Atitudes como, por exemplo, colar na prova, sonegar impostos, pedir atestado médico falso, criar um perfil “fake”, o plágio, a carteirinha falsa, compra de CNH, fazer hora no trabalho, comprar produtos piratas, desrespeitar o outro, subornar, roubar um sinal de TV por assinatura, enfim, tudo que leva a pessoa a levar vantagem em detrimento do outro. Estas e outras são as bases para a corrupção de grandes proporções, como por exemplo, o “caixa 2” de campanhas, a propina na privatização, o superfaturamento no metrô em São Paulo, o mensalão, os escândalos do petróleo, e outros casos.

Segundo o Dicionário Online de Português, “Corrupção” significa: “Ação ou efeito de corromper. Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) a uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de outra pessoa; suborno. Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio. Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro. Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas. Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão”.

A corrupção não é um fenômeno novo. Em documentos históricos, textos literários e em estudos da História, há vários exemplos em diferentes épocas e em distintas formas de organização social. Textos sobre estudos sobre a corrupção geralmente iniciam advertindo que esta sempre existiu, desde quando o ser humano começou a se organizar politicamente. No entanto, é verdade que no Brasil a corrupção assumiu uma maior visibilidade quando da instauração e consolidação de um regime democrático, o que de certa forma permite a investigação (institucional e jornalística) de casos suspeitos de corrupção, ainda que por vezes criem-se entraves ao seu andamento.

Os brasileiros que conviveram com a existência de práticas corruptas em todas as fases de suas vidas, atualmente vivenciam um novo tipo de corrupção, característico do mundo capitalista e globalizado. Sentimos os efeitos das políticas neoliberais adotadas com rigor na década de 1990, das quais resultou essa tendência de um “Estado mínimo”, acompanhada, lamentavelmente, da diminuição e do enfraquecimento dos controles estatais. O país hoje apresenta casos de corrupção que se aproveitam do sistema democrático e se entrelaçam com o crime organizado.

Pois bem, segundo Leandro Karnal, Hamlet é uma peça sobretudo política. Escrita por William Shakespeare, entre 1599 e 1601, o personagem principal, Hamlet, é um príncipe que anuncia haver “algo de podre no reino da Dinamarca”. E a partir disso, “investiga as mazelas no seio da própria família. Essa consciência hoje tem um paralelo com a democracia. Ela traz a consciência do que somos”. O problema, disse, é que esse reflexo é muito desagradável.

Neste sentido, muitas pessoas se comportam como tendo uma visão apenas parcial da corrupção, na atual conjuntura política no Brasil. Se por um lado, mostram-se revoltadas e cheias de ódio, e externam sua indignação nas redes sociais e nos movimentos de rua, por outro lado se revelam tolerantes, complacentes, como se a corrução fosse uma invenção de apenas um determinado partido político. Por exemplo, por um Brasil livre, mas livre de quem eles não querem no poder – é muita ingenuidade não pensar num Brasil livre, mas livre da corrupção, se isso for possível. Além disso, não dão o exemplo com atitudes do bem – refiro-me ao bem comum de toda sociedade. Pequenos atos ilícitos não diferem, em sua essência, dos grandes crimes, mas tornam-se uma mera questão de oportunidade.

Mas o crime não compensa, pessoas poderosas estão presas e muitas ainda deverão ir para a cadeia. O século XXI será o século do judiciário, pois só é possível garantir a justiça em países onde a democracia está fortemente instituída. Para isso, a boa conduta individual é indispensável para a construção de um mundo melhor. Pois a pequena ou grande corrupção de cada um degenera a vida em sociedade.

 

Luiz Claudio Tonchis é Educador e Gestor Escolar, trabalha na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é bacharel e licenciado em Filosofia, com pós-graduação em Ética pela UNESP e em Gestão Escolar pela UNIARARAS. Atualmente é acadêmico em Pós-Graduação (MBA) pela Universidade Federal Fluminense. Escreve regularmente para blogs, jornais e revistas, contribuindo com artigos em que discute questões ligadas à Política, Educação e Filosofia.

Contato: [email protected]

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22 Comentários
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  1. João d'Cuia

    19 de dezembro de 2015 2:09 pm

    perfeito!!! Enquanto nesse

    perfeito!!! Enquanto nesse país houver uma só pessoa que engane  em R$ 0,01 no troco, ninguém terá moral para coibir corrupto de bilhões

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 6:16 pm

      Século do Judiciário

      Coibir a corrupção é necessário, o problema é que muita gente não enxerga o próprio rabo, se pousa de sujeito de moral, mas na verdade são poucos, ser ético na  acepção da palavra tornou-se exceção. Por isso, este século será o século do Judiciário, combatendo o efeito e não a causa. A causa é uma questão meramente educativo, mas como disse Roussou, é preciso começar tudo de novo, do zero – o que estão aí já estão contaminados, então, como ele pode educar?

      1. Andre Araujo

        19 de dezembro de 2015 11:30 pm

        Século do judiciario, é uma

        Século do judiciario, é uma alegoria sem qualquer nexo historico. Alguem disse que o seculo XIX foi o seculo do legislativo, o XX do executivo e o 21 será do judiciario, isso não tem qualquer sentido. Paises, regiões, nações, estão em estagios diferentes de evolução institucional, no Japão o judiciario é irrelevante porque o Pais não tem quase litigios internos,

        na China na pratica não há judiciario, na Russia idem, na Africa nem se fala, na Venezuela de Maduro e na Argentina da sra.Kirchner o Judiciario era controlado pelo Executivo, então é o seculo do judiciario onde e porque? Vai dizer isso no Afganistão, na Siria, no Irã, na Arabia Saudita, no Paquistão, vão dar risada, o judiciario é o lider religioso que tambem manda no governo, o mundo não é só o Paraná e a Italia, o mundo é muito mais complicado.

        Esses bordões parecem com aquele besteira do Fukyama, que anunciava o fim da Historia, depois viu a tolide que falou e pediu desculpas.

  2. jose adailton v ribeiro

    19 de dezembro de 2015 2:13 pm

    Viral

    A propósito da dita, neste sábado mais manchetes com o tema atraente do momento, a meme, a hashtag global , a indefectível corrupção com quem , sem hipocrisia, a sociedade convive no seu dia a dia. O diferencial é o tsunami de lama moral e ética que vem extrapolando o limite de indignação de muitos brasileiros.

    Em mensagem, Cunha cita repasse de R$ 5 milhões a Michel Temer

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1721131-em-mensagem-cunha-cita-repasse-de-r-5-milhoes-a-michel-temer.shtml

    Supremo quebra sigilos bancário e fiscal de Renan Calheiros

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/supremo-quebra-sigilos-de-renan-calheiros/

    FUTRICAS:

    “As evidências contra Renan são cada vez mais consistentes e graves. Não por acaso, na semana passada, após o susto de terça-feira, ele se posicionou ao lado da presidente Dilma Rousseff. Para demonstrar apoio, Renan fez duras críticas ao vice-presidente, Michel Temer, que acaba de romper com Dilma. Apesar de Renan estar encurralado por denúncias, seu apoio é valioso para Dilma, especialmente agora que o Senado ganhou poderes para arquivar o processo de impeachment. Em troca, Renan quer proteção” – Revista Época

     

     

     

  3. marcio r

    19 de dezembro de 2015 2:16 pm

    Desigualdade maior corrupção maior

    Meus pais foram ao medico. Medico de confiança, gente boa. Você é atendido por ordem de chegada. Mas depois de duas horas e meia esperando meu pai percebeu que muitos passavam a frente dele. Foi quando se ligou que pessoas chegavam pegavam a senha e depois o paciente aparecia, enquanto isso minha mãe amargurando com dores absurdas na fila há mais de duas horas. Uma sociedade mediocre, pobres de espirito, corrompidos até a medula.

  4. aliancaliberal

    19 de dezembro de 2015 3:32 pm

    Corrupção e a criminalidade

    Corrupção e a criminalidade são efeitos da anomia social.

    A anomia social acontece quando não se tem uma perspectiva de um futuro melhor.

    Sem futuro não existe porque de se seguir regras morais.

    Para que o pais tenha fututo necessita se de um projeto de nação.

    Nenhum partido hoje tem um projeto de nação somente projetos de poder.

     

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 6:12 pm

      Sentimento de que estamos a deriva

      Há um sentimento generalizado de que “estamos a deriva”,” participando inconscientemente dos processos coletivos sociais: perda quase total da atuação consciente e da identidade – um niilismo sem prescentes.

  5. altamiro souza

    19 de dezembro de 2015 3:35 pm

    ótimo artigo.
    ser ou não ser,

    ótimo artigo.

    ser ou não ser, eis a questão….

    “… é isso que nos obriga a refletir,é esse respeito

    que nos faz suportar por tanto tempo uma vida de agruras

    pois quem suportaria as chicotadas e o escárnio do tempo

    as injustilças do opressor, as afrontas dos orgulhosos,

    a tortura do amor desprezado, as demoras da lei,

    a insolencia do oficial e os pontapés

    que o paciente mérito recebe do incompetente

     

    acho que essa parte  do monólogo hamletiano ser ou não ser

    mostra a inquietude dos que se acham hoje em dia acusados

    de corrupção por tabela, somente por terem um pensamento político

    de um partido, como o pt, por exemplo…

    qualquer discussão, em que a gente coloca um pensamento ou

    uma siuação diferente, o cara que se diz puro defensor

    da corrupção joga na cara da gente:

    – mas voce então aceita a corrupção?

    a parti daí a coisa piora, porque é evidente a irritação de quem ouve isso..

    como responder a isso?

    “ser ou não ser, eis a questão.

    o que ´pe mais nobre? sofrer na alma

    as flechas da tortura ultrajante

    ou pegar em armas contra um de dores

    pondo-lhes um fim? Morrer, dormir…

     

    e por  aí vão  as nossas dores e tragédias…

     

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 6:08 pm

      Ser ou não ser.

      Você entendeu exatamente a mensagem Altamiro, exatamente isso que você coloca. Obrigado pela contribuição.

  6. mz

    19 de dezembro de 2015 4:00 pm

    Os códigos de éticas

    Os códigos de éticas profissionais, se forem seguidos e repactuados com a sociedade, seriam um banho de civilidade, ou o reino dos céus na terra.

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 6:05 pm

      É importante questionar a

      É importante questionar a coerência dessas éticas aplicadas, tais como, por exemplo, a bioética. A metaética se interrogará sobre o segnificado dessas formulação anbíguas, reunião de preceitoss ambientes, de deontologias e de boas vontades. O que desvelam exatamente as éticas aplicadas de nosso tempo?

  7. Joao da Rocha

    19 de dezembro de 2015 5:11 pm

    Visão Parcial.

    Essa visão parcial da corrupção a qual o autor se refere é bem assim mesmo, ele enxerga a corrupção somente de um lado, do outro não. É o homem como medida de todas as coisas, se é o PT ele vê a corrupção em tudo (não quero dizer com isso que no PT não  haja corrupção). Por outro lado, ele não enxerga a corrupção mesmo, ele é meio tapado. 

    Outros dizem que é contra a corrupção e todos os partidos políticos – pura enganção, é uma falácia, porque ele não se manifesta quando há evidencias de corrupção de outro lado.

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 5:55 pm

      Exatamente.

      Sim João da Rocha, exatamente isso que quis dizer, a pessoa enxerga por um só viés.

  8. Ca

    19 de dezembro de 2015 5:50 pm

    Equívoco

    Muito bom, o outro problema é que a “corrupção” do cotidiano, para muita gente, tem como justificativa de que se os políticos são corruptos, não adianta muito ser honesto. Se eles roubam, está valendo – então eu posso roubar também. Ainda, num país que a corrupção está escancarada eu posso sonegar impostos, tornando-se assim, um ciclo vicioso. É claro que tudo isso é uma justicativa meio equivocada. O que acha?

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 6:21 pm

      Pois é minha amiga, assim não

      Pois é minha amiga, assim não é possível ser ético, não é mesmo? Pois sempre haverá transgressor.

  9. Vilma Caldeira

    19 de dezembro de 2015 7:16 pm

    A democracia nos dá o espelho
    A democracia nos dá o espelho do que somos
    Muito bom seu texto, que tem como base a fala de Karnal. Sou fã do Karnal, principalmente quando fala sobre o mal, a dicotomia do bem e do mal sob a ótica cristã, também quando aponta o mal, pelo meu entender, quase como sinônimo de humanidade. Em “Café Filosófico” a palestra sobre ” Ódio no Brasil” , na minha opinião, a melhor ( quem a assistiu vai dizer que praticamente que fui doutrinada por ele, rss ), Karnal é ainda mais explicito sobre os princípios partidários, questão de direita e esquerda e suas respectivas utopias. A respeito dos partidos, agora , como disse os gregos sobre a democracia, não há nenhuma garantia de que é a melhor forma de política, mas é justamente aquela que nós podemos praticar, no caso a única, contrapondo-se onde há o poder dos deuses a ditar nossas práticas cotidianas ou mais as amplas socialmente falando ainda sobre os gregos. Mas o quê melhor floresce meu lado humano “karnaliano” é saber que em democracia podemos expressar nossas opiniões, não só sobre políticas partidárias, mas religiosas, futebolítisticas, enfim. Mudar as relações humanas, não vou conseguir, muito menos tenho essa presunção, mas como sou humana tenho uma grande tendência à me ver como certa em minhas atitudes em relação à vida e às minhas opiniões, aprecio a liberdade que tenho para praticar a liberdade de expressão. Dito isso, e de acordo com o pouco que sei sobre História, nós brasileiros somos apáticos no quê diz respeito à corrupção, não só porque somos corruptos, aliás como todo os povos em qualquer lugar ou qualquer tempo neste nosso pequeno planeta, mas também porque fomos doutrinados pelo Estado e pela Igreja (se já não bastasse só um dos dois). Mais ainda, optar pela esquerda ou direita, voltando a citar Karnal, esquerda que utopicamente promete um mundo perfeito e direita que, também, utopicamente, vê no passado dias gloriosos, creio ser inútil, já possuo minha própria utopia. EDUCAÇÃO.

  10. Aracy_

    19 de dezembro de 2015 7:35 pm

    Parabéns pelo texto

    Escreveu tudo o que eu gostaria de dizer. É uma tremenda cara de pau certas pessoas sonegarem impostos, explorarem o trabalho dos próprios colegas de profissão pagando-lhes uma merreca, pegarem para si objetos de terceiros encontrados em locais públicos em vez de deixá-los no balcão de achados e perdidos e depois apontarem o dedo (sujo) para os políticos berrando que estes é que são uns corruptos. Nossa democracia é bem representativa: reflete a falta de ética de boa parte do eleitorado.

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      19 de dezembro de 2015 8:39 pm

      Bem vindo

      Obrigado pela interação Aracy, bem vindo.

  11. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

    19 de dezembro de 2015 8:36 pm

    A democracia

    Pela Historiadora Vilma Caldeira via facebook num comentário sobre o texto: “A democracia nos dá o espelho do que somos. Muito bom seu texto, que tem como base a fala de Karnal. Sou fã do Karnal, principalmente quando fala sobre o mal, a dicotomia do bem e do mal sob a ótica cristã, também quando aponta o mal, pelo meu entender, quase como sinônimo de humanidade. Em “Café Filosófico” a palestra sobre ” Ódio no Brasil” , na minha opinião, a melhor ( quem a assistiu vai dizer que praticamente que fui doutrinada por ele, rss ), Karnal é ainda mais explicito sobre os princípios partidários, questão de direita e esquerda e suas respectivas utopias. A respeito dos partidos, agora , como disse os gregos sobre a democracia, não há nenhuma garantia de que é a melhor forma de política, mas é justamente aquela que nós podemos praticar, no caso a única, contrapondo-se onde há o poder dos deuses a ditar nossas práticas cotidianas ou mais as amplas socialmente falando ainda sobre os gregos. Mas o quê melhor floresce meu lado humano “karnaliano” é saber que em democracia podemos expressar nossas opiniões, não só sobre políticas partidárias, mas religiosas, futebolítisticas, enfim. Mudar as relações humanas, não vou conseguir, muito menos tenho essa presunção, mas como sou humana tenho uma grande tendência à me ver como certa em minhas atitudes em relação à vida e às minhas opiniões, aprecio a liberdade que tenho para praticar a liberdade de expressão. Dito isso, e de acordo com o pouco que sei sobre História, nós brasileiros somos apáticos no quê diz respeito à corrupção, não só porque somos corruptos, aliás como todo os povos em qualquer lugar ou qualquer tempo neste nosso pequeno planeta, mas também porque fomos doutrinados pelo Estado e pela Igreja (se já não bastasse só um dos dois). Mais ainda, optar pela esquerda ou direita, voltando a citar Karnal, esquerda que utopicamente promete um mundo perfeito e direita que, também, utopicamente, vê no passado dias gloriosos, creio ser inútil, já possuo minha própria utopia. EDUCAÇÃO”.

      

  12. João d'CUia

    19 de dezembro de 2015 10:46 pm

    eu também acredito piamente

    eu também acredito piamente qiue se ninguém nunca tivesse roubado da coisa pública, o petismo jamais seria quem iria  começar tal coisa.

    1. LUIZ CLAUDIO TONCHIS

      20 de dezembro de 2015 10:47 pm

      Sim João, a corrupção no

      Sim João, a corrupção no Brasil é sistemica e estrutural.

  13. Carlos-Silva

    20 de dezembro de 2015 3:07 am

    Leandro Karnal ” teórico ” do quanto pior melhor …

    Leandro Karnal muda de ideia como muda de roupa.
    Cansado de pensar como os teóricos franceses, se apaixonou pelos anglo-saxonicos.
    Destila pensamentos pessimistas com um grande prazer, me parece.
    Daí não sai nada.

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