
Foto: Reprodução Arquivo 2009
Jornal GGN – Em busca de mostrar uma oxigenação do tradicionalismo tucano, o PSDB traça estratégias para 2018, após ser atingido pela baixa na imagem do principal aliado do governo de Michel Temer e dos reflexos da Operação Lava Jato sobre os caciques do partido. Além de planejar um “pedido de desculpas”, o PSDB testa o lançamento do prefeito paulistano João Dória ao lado do apresentador de TV Luciano Huck ao pleito presidencial.
Ao passo que antigos nomes do partido, como o próprio Aécio Neves (PSDB-MG), foram sendo atingidos, tanto pelas revelações da Operação Lava Jato, com as delações dos mais de setenta executivos e ex-funcionários da Odebrecht, quanto pela aliança que criou junto a Michel Temer, nomes que fogem da tradição e nascem do empresariado aumentam as expectativas para a sigla se salvar.
Doria, prefeito de São Paulo, é um destes nomes. A possibilidade de uma candidatura à Presidência da República em 2018 é negada a todo momento pelo próprio político, principalmente por se tratar do apadrinhado do governador do estado, Geraldo Alckmin, que pretende se lançar na disputa do próximo ano.
Mas, assumindo publicamente ou não, a opção Dória 2018 foi aventada nos bastidores do partido e criou força nos últimos meses. Agora, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal referência da sigla, assume que nomes como o do prefeito integram o “novo” cenário político.
Após entrarem para a mira direta da segunda lista da Odebrecht, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e ainda outros caciques como o próprio ex-ministro de Temer, José Serra, caíram nas possíveis intenções de voto. O PSDB se viu atingido por completo após a simples associação à impopularidade de Temer.
É neste contexto que FHC tenta afastar o partido da gestão peemedebista e condensar forças para nomes do “novo cenário”. Junto com Dória, Luciano Huck, que é amigo do ex-presidente, não confirmou possibilidades de migrar ao universo político, mas vem se posicionando que está na hora de “sua geração” chegar ao poder.
O último levantamento do Instituto Datafolha, por exemplo, traz Huck com 3% de preferências à Presidência da República. Dória tem 5%. Questionado pela Folha, Fernando Henrique Cardoso admite que era “inevitável a entrada” como aliado do governo Temer. Isso porque os tucanos foram a segunda maior força, depois do PMDB, para a queda com o impeachment de Dilma Rousseff.
“Se não entrássemos, seríamos acusados de irresponsabilidade. Seríamos criticados de qualquer modo, mesmo se ficássemos de fora. Sempre há um preço a pagar. Eu posso, de toda maneira, fazer um comentário quase cínico: a eleição é só daqui a um ano e meio”, afirmou FHC, adiantando que a estratégia do partido ainda está sendo desenhada, seja ainda com uma possibilidade de oposição ao próprio governo peemedebista que hoje apoia.
Outros dos planos do PSDB é ensaiar um pedido de desculpas, assumindo os erros, após as acusações que pairam contra os caciques da sigla pelos avanços da Operação Lava Jato. Com isso encerrando o “velho ciclo” e novos nomes sendo aventados, a tentativa é oxigenar a sigla, amenizando os desgastes e tentando potencializar uma disputa em 2018.

Ugo
8 de maio de 2017 3:50 pmprazo vencido
Para ter sucesso este plano, o psdb deve estatizar o facebuque, o tuitter, o que sobra da mídia fora do esgoto, e nem assim as velhinhas de Taubaté vão na cilada.
Psdb é um defunto muito ruim para enterrar quanto menos para embalsamar.
Rui Ribeiro
8 de maio de 2017 4:50 pmTucanos e Coxinhas são seres anaeróbios
Eles vão morrer na presença de oxigênio. O PSDB não precisa se oxigenar, o PSDB precisa é de formol.
romulus
8 de maio de 2017 6:57 pmFalsificações:
http://www.romulusbr.com/2017/05/mais-previsivel-impossivel-vitoria-de.html