4 de junho de 2026

Reservas cambiais, aumento dos juros americano e o empoçamento da liquidez

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Por Roberto São Paulo

A venda de parte das Reservas Cambiais em um ambiente de aumento dos juros americanos, além de possibilitar uma estabilidade na taxa de câmbio, pode resultar em uma economia de mais de R$ 50 bilhões de juros na rolagem da dívida pública.

Com a perspectiva de aumento dos juros americanos haverá um deslocamento de capital em direção aos títulos americanos, aumentando a demanda por dólares no Brasil, mesmo assim é possível manter uma estabilidade cambial com a venda de parte das Reservas Cambiais.

Caso fosse vendido cerca de US$ 100 bilhões da reservas cambiais a R$ 3,80, o governo arrecadaria R$ 380 bilhões, e por lei é obrigado a utilizar estes recursos no resgate da dívida pública, o que resultaria numa economia de mais de 50 bilhões anuais, considerando o atual patamar dos juros dos títulos da dívida pública federal(14,25% Selic, 15% pré-fixados e 7%+IPCA).

Lembrando que as Reservas Cambiais hoje são de US$ 370,5 bilhões, R$ 1,4 trilhões, considerando uma taxa de câmbio de R$ 3,80.

O deslocamento de capital que provavelmente ocorrerá com o início do aumento dos juros americano dever ser bem menor do que ocorreu com a quebra do Lehman Brothers, quando as Reservas Cambiais no Brasil estavam em US$ 200 bilhões, e foram mais do que suficiente para enfrentar a situação.

O “colchão de Liquidez” deve ser utilizado para garantir a liquidez de dólar no mercado de câmbio enquanto persistir a instabilidade provocados pelo aumento dos juros americano.

A venda de parte dos dólares das Reservas Cambiais no mercado vista, faria com que exportadores e importadores retomassem o fluxo normal de venda e compra de dólares.

Os reais recebido pela venda de dólares ficariam depositado no Banco Central remunerados pela taxa Selic para um resgate gradual do equivalente em títulos públicos, conforme previsto em lei.

Haveria também uma diminuição da liquidez em real no sistema financeiro, diminuindo a necessidade das operações compromissadas realizadas pelo Banco Central e que são remuneradas pela taxa Selic, eventualmente o Banco Central teria que realizar operações de redesconto para manter a liquidez em reais no sistema financeiro.

Ou seja além da redução do custo de carregamento das Reservas Cambiais, haveria uma redução do custo do Banco Central para controlar a liquidez do sistema financeiro.

Em setembro de 2015 as operações compromissadas realizadas pelo Banco Central estavam em R$ 854 bilhões,  em dezembro de 2011 estavam em R$ 341 bilhões, e dezembro de 2013 estavam em R$ 528 bilhões, o que demonstra que estamos diante de um gigantesco empoçamento da liquidez  em reais no Brasil.

Redação

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2 Comentários
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  1. Lobato Vaz

    9 de novembro de 2015 2:08 pm

    O dólar deveria estar abaixo

    O dólar deveria estar abaixo de R$2,70. Li isso no Twitter e a mensagem dizia que em 2015 entrou mais dólares no país do que saiu. Segundo o jornal Correio Braziliense o saldo de dólares é positivo de mais de US$ 9 bilhões. Portanto, com mais dólares no mercado, a cotação não deveria estar abaixo dos 2,70, que era a cotação de janeiro?

    Olha a matéria do Correio Braziliense:

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/10/28/internas_economia,504244/entrada-de-dolares-supera-saida-em-us-9-854-bi-no-ano-ate-23-de-outubro.shtml

  2. Joca

    20 de novembro de 2015 12:07 pm

    Fim da Dívida Externa Soberana

    Antes de trocarmos os USD por BRL deveríamos acabar com a dívida externa sobera.

    É muita mediocridade da equipe economica ainda não termos acabado com ela…

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