Jornal GGN – A CPI da Covid foi instalada na manhã de terça (27) com 11 membros titulares e 8 suplentes. Todos do sexo masculino. Na abertura dos trabalhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), irritado com a CPI que pode custar o mandato de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, fez um ataque machista às mulheres, insinuando que as senadoras não tê
m interesse em participar da CPI. Flávio não admite a presença de senadores independentes, como Renan Calheiros (MDB), na comissão. A senadora Luiziane Gama, do Cidadania do Maranhão, não aceitou a provocação calada (leia mais aqui).
Em entrevista à TVGGN, Luizianne explicou que a CPI é composta por indicação dos blocos partidários e a vaga que diz respeito ao seu bloco ficou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede), que assumiu a vice-presidência da comissão. Isso não impedirá a senadora – que já integrava uma comissão especial para fiscalizar atos relacionados à pandemia – de participar da CPI da Covid, proponto fatos a serem investigados. “Mesmo sem titulares ou suplentes, teremos participação importante das mulheres na comissão”, garantiu.
Para Eliziane, está “muito claro” que o governo Bolsonaro foi omisso na pandemia e decidiu dar de ombros às recomendações de autoridades para conter as cadeias de transmissão do coronavírus.
“A responsabilidade não é total do governo federal, mas a omissão é criminosa. Poderia ter evitado tantos casos que temos hoje”, disse.
“É um fato claro e patente a todos nós que houve omissão do governo no enfrentamento à pandemia. E a CPI vai responder a todas as perguntas”, inclusive “o que o governo poderia ter feito, e não fez, que poderia reduzir os casos e o número de mortes na CPI”, acrescentou.
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