4 de junho de 2026

IGP-M dispara e fecha maio em alta de 4,10%

Índice usado para reajuste de diversos contratos de aluguel já acumula alta de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses
Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o mês de maio em alta de 4,10%, ficando bem acima da variação vista no mês anterior (1,51%), segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Com isso, o índice responsável pelo reajuste de diversos contratos de aluguel já acumula alta de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses. Em maio de 2020, o índice havia subido 0,28% e acumulava alta de 6,51% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 5,23% em maio, ante 1,84% em abril, impulsionado pela alta das commodities. Na análise por estágios de processamento, o grupo Bens Finais variou 1,59% em maio. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 1,11%, influenciado pelo subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,03% para 2,98%, no mesmo período.

O grupo Bens Intermediários passou de 3,16% em abril para 2,59% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 5,08% para 0,06%. No estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 10,15% em maio, após variar 1,28% em abril, devido ao avanço dos itens minério de ferro (-1,23% para 20,64%), cana-de-açúcar (3,43% para 18,65%) e soja em grão (1,23% para 3,74%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também subiu, chegando a 0,61% em maio, ante 0,44% em abril. Cinco das oito classes de despesa que formam o índice ampliaram suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação, que passou de 0,39% para 1,16%, devido ao salto do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,06% em abril para 4,38% em maio.

Outros grupos que avançaram no período foram Vestuário (-0,03% para 0,45%),Educação, Leitura e Recreação (-0,76% para -0,59%), Alimentação (0,19% para 0,31%) e Comunicação

(0,36% para 0,67%). Em contrapartida, os grupos Transportes (1,03% para 0,75%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,99% para 0,89%) e Despesas Diversas (0,37% para 0,19%) registraram decréscimo em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,80% em maio, ante 0,95% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (2,17% para 2,93%), Serviços (0,52% para 0,95%) e Mão de Obra (0,01% para 0,99%).

Redação

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