21 de maio de 2026

Osmar Terra admite na CPI que projetou fim da pandemia em 14 semanas com base em “conclusões pessoais”

Na visão do deputado, seu prognóstico falhou no Brasil porque surgiram "mutações mais rápidas e novas cepas" que fizeram a pandemia tomar um novo curso

Jornal GGN – O deputado federal Osmar Terra admitiu em depoimento à CPI da Covid no Senado, na manhã desta terça (22), que projetou que a pandemia do novo coronavírus duraria cerca de 14 semanas, caindo drasticamente em meados de junho de 2020, com base em “conclusões pessoais”, e não a partir da análise de evidências, dados ou estudos científicos. Diante dos senadores, Osmar Terra defendeu que o fim de qualquer epidemia se dá através da “imunidade de rebanho” e rejeitou a alcunha de “negacionista”.

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“Eu tive uma experiência em epidemias. Eu estudei e acompanhei muito. Tem a dengue, no Rio, que não tem vacina até hoje. Teve a epidemia de zika virus, que subitamente terminou em 2016. Aquelas previsões [sobre o controle da Covid-19 no Brasil] ali são baseadas nas minhas conclusões, que são conclusões pessoais”, disse Terra.

Segundo ele, suas “conclusões pessoais” sobre a pandemia de Covid-19 foram formadas a partir da observação de três situações: o fim da pandemia de coronavírus na China, que segundo ele começou em janeiro de 2020 e caiu drasticamente em março de 2020. O mesmo na Coréia do Sul, com a epidemia controlada também em março de 2020. E o desfecho dentro do Diamond Princes, “que foi um navio que ficou em quarentena, lá o contágio foi livre, e com mais de 3 mil passageiros, só 700 foram contaminados e 7 morreram. Diante desses dados, que eram os únicos que tinham na época, isso me permitiu ser otimista”, justificou o deputado.

Na visão de Terra, seu prognóstico falhou no Brasil porque surgiram “mutações mais rápidas e novas cepas” que fizeram a pandemia tomar um novo curso. Ele também admitiu que não tem nenhuma equipe permanente com cientistas lhe prestando assessoria para que ele possa se manifestar sobre a pandemia nos meios de comunicação.

“Quando montei minha equipe para enfrentar H1N1 no Rio Grande do Sul [como secretário de Saúde], eu trouxe infectologistas e epidemiologistas. [Para] Alguns deles, eu ligo de vez em quando para perguntar uma coisa ou outra, mas nada mais do que isso. Até porque eu sou deputado e não tenho estrutura para isso. Mas eu tenho minha opinião e, como deputado, eu sou obrigado a dar minha opinião.”

Terra ainda atacou a imprensa na CPI, por só mostrar “um lado da pandemia”. Disse que o Supremo Tribunal Federal tomou decisões que impediram a gestão da crise pelo governo federal. Atacou o lockdown e afirmou não ser negacionista porque acredita e defende o uso das vacinas.

Acompanhe a sessão pela TVGGN:

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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