
Por Odonir Oliveira
Roberto Carlos em início de carreira, antes da Jovem Guarda, quando ainda cultivava em nós, jovens imaturos, ingênuos,e completamente alienados politicamente, uma necessidade de inovar, de fazer uma rebelião, talvez a de costumes, de valores morais, da qual nos apropriaríamos em seguida.
Lembro-me na época, de uma capa da revista REALIDADE, de maio de 1966 : ” Roberto Carlos, a rebelião da juventude”. que me fez ir ao dicionário procurar o significado da palavra rebelião, inclusive. Creio que era uma reportagem do Roberto Freire, o terapeuta, que naquele momento escrevia para a revista.
Eram momentos de profunda ingenuidade. Tratava-se sim de uma utopia que já nem saberia mais dizer qual.
https://www.youtube.com/watch?v=sMaqZEEFPOk] https://www.youtube.com/watch?v=mJ9Fu9JGo0s]
https://www.youtube.com/watch?v=RuUgnhm6m3o] https://www.youtube.com/watch?v=8SBqoMquB3g]
[video:https://www.youtube.com/watch?v=nieepjlgJ3A [video:https://www.youtube.com/watch?v=K8KBs7hBOTQ
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ndDRqoOfPRI [video: https://www.youtube.com/watch?v=8pPSMvWYPS0
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 3:02 pmComo não se apaixonar por aquele Roberto ?!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=K97ROq1QXxI%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7H6JSAZsJS0%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=nieepjlgJ3A%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_ldkZyQzC7g%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:26 pmE o Código Nacional de Trânsito? Alienaaaado, infrator !!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5IkIr55_rVE%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 7:32 pmO barquinho, a bossa-nova e Roberto Carlos …
em 1966.
Narrativa:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7ZsCN1IgscI%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 7:36 pmCrítica a um tipo de comportamento masculino?! Não !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ZSwd5GQNM9w%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 7:37 pmUfanista, telúrico? Não !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=TQfEOS1G95I%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 7:41 pm1967- Por isso eu corro demais… (Irresponsável de tudo…)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vgE4FPH01dg%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 7:49 pmManutenção de carro velho, prejudicando o trânsito e aumentando
a poluição na cidade (inconsequente demais !) – 1966
[video:https://www.youtube.com/watch?v=1i_buqQeJcI%5D
Fernando C. M. Andrade
30 de julho de 2015 4:58 pmRoberto Carlos amava Pinochet!
Caray! Quer dizer que Roberto Carlos era um “revolucionário”, e não um cantor iniciante que atirava para todos os lados, em busca da fama?
https://www.youtube.com/watch?v=Esss7EOAOQo
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 10:45 pmIncrível, ou melhor, inacreditável, é que muitos chilenos também
Estive no Chile na era Pinochet e havia muita, mas muita gente que adorava o chefe, ou pelo menos dele nem falava mal.
Tempos outros ! Terríveis, mas outros !
Alan Carvalho
30 de julho de 2015 4:58 pmO cara….
Cara de pau!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=SpdjnkyOjXI%5D
Toni
30 de julho de 2015 5:06 pmNossa!
Por esta eu nao esperava, nem sabia. Ele era (ou continua?) muito alienado..
Free Walker
30 de julho de 2015 5:17 pmPor que se perdoa uns e não
Por que se perdoa uns e não se perdoa outros?
“O entendimento do historiador Frederico Pernambucano de Mello permeia na mesma direção. Para o pesquisador, profundo conhecedor da cultura nordestina, Luiz Gonzaga não tinha motivos para se colocar do lado contrário ao governo. Ou, se tinha, preferiu ocultá-los. “Luiz Gonzaga viajava na comitiva do deputado federal Manuel Ayres de Alencar como pajem, que é o típico da profissão que é quase a ideia do lacaio, do vassalo. O pajem é o ‘faz tudo do poderoso’. Então, ele (Luiz Gonzaga) nunca foi um homem antagonista ao poder. Sempre esteve disposto a colaborar. Nunca teve uma posição política de dissidência, de divergência”, explica.”
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/Hotsite-LuizG/Gonzaga_Militar/Seja_de_direita_ou_esquerdax_Gonzagxo_queria_estar_junto_ao_governo.html
Fernando C. M. Andrade
30 de julho de 2015 5:03 pmRoberto Carlos, contendo a rebelião da juventude
Na ditadura, militares complicam artistas em documento
Nomes como os de Roberto Carlos e Clara Nunes estão em informe do Exército em 1971.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/05/na-ditadura-militares-complicam-artistas-em-documento/
Fernando C. M. Andrade
30 de julho de 2015 5:04 pm“Se você pretende saber quem eu sou”
Deixa que eu digo: Roberto Carlos fica “molhadinho” diante do ditador Augusto Pinochet:
https://www.youtube.com/watch?v=Esss7EOAOQo
alfredo machado
30 de julho de 2015 5:38 pmmais de 50 anos na estrada
Odonir,
Misturada às músicas de hábito, minha mulher fez questão de encaixar “Como é grande o meu amor por você” na cerimônia de nosso casamento.
Quanto a Bob Charles, são mais de 50 anos de carreira, portanto, quem não gosta dele é porque não soube avaliar o músico corretamente. Prá mim, isto serve para qualquer artista que tenha “sobrevivido” por mais de 20 anos.
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:20 pmTrilha sonora de muita gente por aí, por aqui
As canções marcaram gerações.
Em outros países também veneram-se cantores sobre os quais podemos ter uma avaliação da postura política, cidadã e até moral, duvidosa – de Sinatra, por exemplo.
O post provoca isso mesmo.´
É saudável, mas quem viveu os momentos que tinham como cenário, moldura as canções de R. Carlos, sabe que marcaram.
Mas claro, pode-se não gostar, Aliás de tudo pode-se gostar ou desgostar.
Meus filhos, por exemplo, detestam RC.
alfredo machado
30 de julho de 2015 9:32 pmRC há muito tempo.
Odonir,
Nunca tive um disco, CD, DVD, nada dele.
Só entendo não ser possível ver qualidade em quem fica no ar por décadas. Quanto às habituais lembranças de artistas e outros a respeito de comportamento político ou público, o caso de tantos deles, considero atitude sem pé nem cabeça.
Muitos sempre criticam algumas posições de Pelé, esquecendo que as posições são do Edson Arantes do Nascimento, que, não fosse ele o inigualável Pelé, seria um mero desconhecido.
Um abraço
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 9:45 pmCompreendi de início sua argumentação, Alfredo
Só acresci alguns dados.
JB Costa
30 de julho de 2015 5:52 pmTodas as épocas possuem seus
Todas as épocas possuem seus versos e anversos nas diversas áreas e dimensões. Roberto Carlos, de quem nunca fui fã, foi um dos dois lados. O outro, antípoda: engajado, sonhador, corajoso, lunático, despojado, generoso, irresponsável, mas, e principalmente, comprometido com o Ser Humano na sua completude.
Sei que irei desagradar e até mesmo ofender muita gente. Paciência. Mas por mim ele não faria a menor falta na música popular brasileira. Foi a epítome de uma expressão artística de cunho efêmero destinada a embalar os suspiros de uma juventude alienada por indução ou vontade própria.
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:38 pmJB Costa, conhecendo mais o Roberto em 1970
Roberto Carlos foi uma das atrações do Quem tem medo da verdade, programa sensacionalista que foi ao ar entre os anos de 1968 e 1971 pela TV Record. Apresentado por Carlos Manga, o programa julgava o artista convidado se ele era culpado ou inocente após uma bateria de perguntas feita pelo júri do programa (GB , Silvio Luis e Cléssius Ribeiro, entre outros). Cada participante tinha um advogado de defesa e, no caso do Roberto, foi o apresentador Silvio Santos. Este programa, reprisado pelo Arquivo Record, foi exibido originalmente em 1970.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=0YTYegWa7U8%5D
Anna Dutra
30 de julho de 2015 6:03 pmCorreto
Minha avaliação de RC é a mesma que faço de Zico e Senna: correto em sua atuação profissional, bom no que faz. E só. Meu olhar admira os autênticos, os audazes, os libertos. Principalmente nas artes. Um Romário e um Piquet, sob este ponto de vista, sempre me agradaram mais, por sua competência e autenticidade.
O Sr. RC, pelo que abraçou desde sempre, e pelo que tem abraçado recentemente, não é detentor da minha admiração.
Mas é inegável, soube construir canções muito bonitas. Ponto para ele.
Recomendo: Maria Bethânia – As Canções que Você Fez pra Mim (1993) – 11 obras da dupla Roberto & Erasmo Carlos na voz da Diva.
Segue um aperitivo:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=FmrSLWgxq6g%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:57 pmAnna, aqui falo de um momento inicial do Roberto que refletia o
que pensavam os jovens (pelo menos a maioria).
Filme que tem como mote as canções de Roberto Carlos:
À BEIRA DO CAMINHO
Sinopse:
A emocionante história de João, um homem que encontra na estrada uma saída para esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte, seu caminho se cruza com o de um menino em busca do pai que nunca conheceu. A partir desse encontro, nasce uma bela relação que movimentará o delicado equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas. De Breno Silveira, À beira do caminho evoca e se inspira em letras de sucesso de Roberto Carlos.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=xRi4lLbvJWg%5D
Anna Dutra
30 de julho de 2015 7:04 pmEu não posso mais ficar aqui a esperar …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=2prF3jC6H9M%5D
Obrigada! Vou assistir!!!
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:12 pmInternacionalmente, Festival de San Remo,1968, Itália
[video:https://www.youtube.com/watch?v=67ZvL74QDTw%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:15 pmNão quero ver você triste – 1966
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ZGwfS1XNzKY%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:24 pm“Quero que vá tudo pro inferno’- 1966
Padres da igreja católica em seus sermões recomendavam não se ouvir essa música.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=w17UpMFI_ow%5D
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 6:30 pmSílvio Santos entrevista Roberto Carlos- 1970- TV Record
[video:https://www.youtube.com/watch?v=rWgXcAGonJ4%5D
Jair Fonseca
30 de julho de 2015 7:31 pmSe for pra patrulhar artistas
Se for pra patrulhar artistas na época da ditadura, por serem simpatizantes do regime, ou simplesmente por não se meterem em política, a lista é bem grande… Mas acho que não é o caso. O que fica dos artistas é sua obra artística, não suas eventuais opiniões políticas. Quanto a Roberto Carlos gosto muito da sua fase soul, do início de 70.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=E-b-dVu-HZo%5D
vera lucia venturini
30 de julho de 2015 7:32 pmRoberto Carlos rebelde. Então
Roberto Carlos rebelde. Então tá.
Era tão imóvel que se se mumificou. Ainda bem que eu sou de uma época posterior a ele. É o sertanojo de hoje. Até os jabazeiros são os mesmos: Tutas pai e filho da Jovem Pan.
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 9:42 pmNão adianta avaliarmos com olhos de hoje, pessoal.
Quem tem 60 anos ou mais, sabe que uma porcentagem muito grande da população desconhecia o que era o mundo- direita, esquerda, luta de classes etc. para resumir; além do mais não me refiro a uma classe média – que hoje nem poderia ser chamada de média mais- talvez média alta que tinha poder de compra, comprava livros e os lia, viajava para o exterior e até mesmo pelo Brasil, tinha automóvel e casa própria.
Trata-se de um período em que pouca, muito pouca gente tinha esclarecimento.
E até esses de poder aquisitivo maior , muitas vezes, não “sabiam’, nem queriam saber.
O motivo do post é mesmo este. Refletir sobre aqueles anos.
Homens não podiam usar cortes de cabelo que não fosse à Princípe Danilo, ou “reco” como para o exército; moças não usavam calças compridas e, depois, sendo-lhes permitida, não podia ter zíper na frente.
As moças sentavam- se assim , os rapazes assado. A influência de Elvis, Beatles etc. não era simultânea, via web, né.
As famílias mais simples ouviam mesmo era o que as rádios programavam: das novelas aos programas de música, os de auditório e os do tipo “Hoje é dia de Rock”.
E senta que lá vem história !
Odonir Oliveira
30 de julho de 2015 10:34 pmSOBRE A REPORTAGEM “ROBERTO CARLOS, A REBELIÃO DA
JUVENTUDE, Realidade, maio de 1966:
O depoimento do psicanalista Roberto Freire concedido à matéria a que venho aludindo, pretendia explicitar o que significava essa desordem do ponto de vista de um estudioso dos comportamentos juvenis:
Uma das causas dominantes do progresso é o choque das gerações. Os mais velhos estão sempre em oposição ao que é novo, pois não querem abrir mão do que tem e sobre o que fundamentaram e justificaram toda sua existência. Os antigos repelem tudo o que foge aos padrões tradicionais.(…) Ser jovem é ser inconformista e protestar contra o que considera superado.(…) Rebelando-se contra a sociedade, o jovem estabelece uma posição critica, hostilizando essa sociedade sem conhecer e sem saber por quê.”
O caráter rebelde e inconsequente que a reportagem atribuía ao movimento ganharia contornos mais atenuantes no restante do depoimento de Freire:
“A rebeldia dos jovens, enquanto não se organiza, tem caráter anárquico, embora seja sadia e não doentia. Ela tem várias formas. A rebeldia de protesto é a mais comum, e com ela os adultos se acostumaram. É, normalmente, do mesmo tipo da rebeldia delinquente, apenas mais atenuada. Ao invés de agredir pela força física, o jovem protesta: não para em casa, bebe, joga, fica vagabundo. Para se opor ao tradicionalismo, deixa a barba crescer e usa cabelos compridos, calças colantes, camisas coloridas. Inventa palavras para possuir seu próprio dialeto, com o qual choca os adultos. Na sua luta contra o mundo, encontra a solidariedade dos seus. (…) Sendo assim, recorre à música e a dança para protestar, fazendo algazarra em público, numa embriaguez que as vezes chega a histeria. Roberto Carlos e todos os seus seguidores são jovens que adotaram a rebeldia de protesto. Para eles, os Beatles representam um símbolo maravilhoso de rebelião contra a sociedade dos adultos. Eles conseguem, imitando-os, serem ruidosos, vulgares, ridículos, dispondo de condições para cometer muitos crimes contra a sociedade tradicional, crimes que geralmente os pais e as autoridades reprovam. E ainda conseguem ganhar dinheiro com isso.” (REALIDADE, maio de 1966).
A generalização da imagem do jovem que a reportagem em tela produziu, repercutiu na edição número quatro da revista. Naquela edição, o leitor Marcio N. Galvão dizia em carta enviada à redação:
“Sr. Diretor. Li a reportagem sobre RC e achei um dever notificá-lo de que ele não comanda a juventude brasileira. Ele está à frente, apenas, de uma revolta inconseqüente de certa parte da juventude. Mas também [há] a revolta consciente, dos que procuram uma situação melhor para nós e nossos semelhantes. (REALIDADE, julho de 1966).
A opinião do leitor critica a forma como o discurso generaliza a juventude brasileira, mas não deixa de aceitar e reforçar a representação de Roberto Carlos, construída na reportagem, do jovem que lideraria a “rebeldia delinquente” dessa “certa parte da juventude”, conforme procurou ressaltar em sua carta.
Leia mais aqui:
http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.0994.pdf
Alessandre de Argolo
31 de julho de 2015 12:05 amRoberto Carlos é mito da música brasileira
Pura categoria. É o cara comum com o qual (quase) todos se identificam. Isso o torna “O cara” aos olhos das multidões.
Nunca houve um artista como Roberto Carlos antes dele. E provavelmente não haverá depois. Roberto é único, singular.
Um dos discos que eu mais gosto da música brasileira é “O Inimitável”, de 1968, clássico absoluto, da primeira à última faixa. Só arranjos matadores, em canções que já nasceram clássicas. E com o carisma de Roberto Carlos, aí não tem para ninguém.
Canta aí pra gente, Roberto:
[video:https://youtu.be/ImNkYUQQ13g%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 12:15 amEssa é adorável: “Não há dinheiro no mundo que pague”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=06l6hq7wqyM%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 12:20 amHora do ofertório !!!
Alguém dedica a alguém e esse alguém sabe a quem …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=HbtaKwP5GVs%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 12:54 amSem cabotinismos, dissimulações : é ciúme !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=D0Z3gmMTYbc%5D
Anna Dutra
31 de julho de 2015 1:00 amAh, doce lembrança …
[video:https://youtu.be/FeusFXPQcx8%5D
Alessandre de Argolo
31 de julho de 2015 12:39 amSe existe uma página épica da música popular brasileira
Roberto Carlos certamente é o seu protagonista.
O cara é artista, na acepção. Vivencia a sua arte. Não sei como não perceber isso. Ele é diferente, especial. É uma questão de sensibilidade. Cantar para ele é mais do que uma profissão, do que um ofício. É a vida dele, é a pessoa que ele é. Canções muito poderosas, repletas de sentimentos, com uma linguagem popular, sem firulas. Ele sabe o timing certo para encaixar a emoção. Compõe canções épicas. Coisa de artista. Roberto Carlos é um grande artista. Ninguém que saiba minimamente das coisas e seja honesto pode negar isso. Eu não gosto da separação que costumam fazer da carreira dele em fases, o antigo e o mais recente Roberto Carlos. Para mim é o mesmo grande Roberto Carlos de sempre, em qualquer época.
Alessandre de Argolo
31 de julho de 2015 12:48 amAs canções de Roberto Carlos possuem um ar cinematográfico
Eu tenho essa nítida sensação. Parece um roteiro musicado, onde ele é a estrela da estória.
É uma alegoria que sempre está presente nas canções dele, pelo menos como eu absorvo a coisa. É sempre um sentimento de redenção, de extrema dignidade, de resgate de algo bom, fundamental. Tem um quê de nostálgico.Isso diz muito da pessoa dele. É um eterno otimista, um cara de bom coração. Isso é uma qualidade e tanto, extremamente humana.
É por isso que eu gosto dele.
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 1:03 amAnna, olha só… nem mesmo você …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=rJu9uXvBrUw%5D
Anna Dutra
31 de julho de 2015 1:18 amSó detalhes…
[video:https://youtu.be/yWSaiXwG28U%5D
taturanous
31 de julho de 2015 1:31 amOdonir,quem nao dançou coladinho,dançou….
[video:https://www.youtube.com/watch?v=CLAjS6GSWUM%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 12:12 pmÉ mesmo … e o valor de dançar coladinho… nada comparável
ao que há hoje por aqui.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ErW1bo0TkYg%5D
Alessandre de Argolo
31 de julho de 2015 1:33 amCool, Roberto Carlos é cool hehehe
Categoria é outra história:
[video:https://youtu.be/cU4J7HF5CPA%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 1:37 am“Quando” … muito bom! E tem mais …
[video:https://www.youtube.com/watch?v=z1Q1bZ50_X4%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=joSx5M7mhks%5D
lenita
31 de julho de 2015 1:58 amRoberto Carlos
Nunca foi a minha praia e, como disse o Alfredo, jamais tive um disco ou CD dele. E jamais fui a um show tb. Eu sempre fui do Chico, Milton Nascimento, Caetano, Gil e Tom Jobin. Além de gostar mt do João Bosco e Edu Lobo tb.
Agora, gosto de dar a Cesar o que é de César : O RC sabe cantar e o considero o maior cantor da minha geração, pela voz agradável e pela longevidade da carreira.
Anna Dutra
31 de julho de 2015 2:12 amLenita!
Tá sumida…
Também não é meu ídolo, mas faz música que é uma beleza! Lá para cima tem umas pérolas e preciosas gemas. Depois dá uma checada.
Essa é pra você:
[video:https://m.youtube.com/watch?v=jZUXxF3C1FI%5D
Abraço! Até.
lenita
31 de julho de 2015 4:19 pmTô sumida sim
E tudo por causa do “Seo” Nassif, que anda me deixando estressada e malcriada. Até sem paciência para música! Em agosto – Mês que era de cachorro louco, teremos tb o Cunha endemoniado, o Aécio virando capeta, além do Serra tb virando vampiro. Tá duro de levar.!
E vc me acertou mais uma vez, pois essa é uma das que mais gosto dele. Obrigada. abraços
Anna Dutra
31 de julho de 2015 10:13 amCaetano: “ele voltou pensando em mim…”
As curvas da estrada …
[video:https://youtu.be/Hl7UvDiB6N8%5D
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 12:16 pmLenita,Caetano retribuiu a canção Debaixo dos caracois dos
seus cabelos, feita em sua homenagem, (quando Caetano estava no exílio em Londres e foi visitado por R. C). gravando dele Força estranha.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ds9SF_7vmAs%5D
Já Bethania gravou um disco inteiramente com canções de Roberto.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=JqeUWFvO9N8%5D
E Nara Leão gravou de Roberto e Erasmo, em 1977, Meu ego.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=qyNqAQlF4TM%5D
lenita
31 de julho de 2015 5:14 pmOdonir
Vc também me acertou ! Força estranha é uma das mais belas cancões dele. Obrigado por levantarem (vc e Anna) um pouco o meu astral. Só duas carioquinhas mesmo !
Abração
Alessandre de Argolo
31 de julho de 2015 2:08 amOs herois brasileiros são pessoas vindas do povo
Roberto Carlos é um desses herois. Pode prestar atenção. Essa é a maior marca do Brasil. A elite brasileira, mesmo, não é o grande parâmetro brasileiro. O grande parâmetro são esses caras saídos do povo. O Brasil é um país popular, na essência. Todos os grandes artistas e intelectuais brasileiros têm uma relação estreita com o povo. Todos, sem exceção. Se não foram criados no seio do povo, foram beber na fonte do povo, buscar entendê-lo e terminaram se tornando povo também. De Darcy Ribeiro a Glauber Rocha, passando por Graciliano Ramos, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e tantos outros nomes, todos saíram ou entraram em profunda relação com o povo. Uma simbiose. O Brasil é assim.
Aliás, quando nós perdermos esses caras como parâmetro, aí vai ser outro país. Imagine um Brasil sem Pelé, Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil e tantos outros herois populares? Seremos todos órfãos.
Essa é a verdade.
Odonir Oliveira
31 de julho de 2015 5:36 pmEm entrevista abaixo a Sílvio Santos,R C refere-se à forma
como compõe, quando perguntado se tivesse estudado mais, faria outras canções…
Também já ouvi Erasmo responder que ambos não sabiam fazer canções daquela maneira que os grandes compositores da MPB as faziam. Ou seja, têm outro berço, são oriundos de famílias populares, assim como até hoje também é a maior parte dos brasileiros.
Luiz Tatit refere-se aos cancionistas brasileiros explicando seus movimentos de composição, inclusive.
Claro que gosto para músicas não se discute. Só se discute quando há parâmetros comparativos adequados.
Ou não: gosto porque gosto; não gosto porque não gosto. Ponto.
Odonir Oliveira
3 de agosto de 2015 10:21 amSugestões de jns, em outro post
Confesso… não as conhecia.
Ainda.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Cun8lfVS-5o%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=MTGqtujZWzE%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=CkJ4KMacMgg%5D