6 de junho de 2026

Advogado que perante a CPI fica silencioso de forma absoluta, pode estar em desacordo com o Estatuto da Ordem

Há que se distinguir os que na condição de acusados silenciam frente àquilo que pode incriminá-los, fazendo prova contra si mesmo, dos advogados que não estão nessa situação
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Por Francisco Celso Calmon

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Lei nº 8.906 de 04 de Julho de 1994

Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), serviço público, dotada de personalidade jurídica e forma federativa, tem por finalidade:

I – defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.

Há que se distinguir os que na condição de acusados silenciam frente àquilo que pode incriminá-los, fazendo prova contra si mesmo, dos advogados que não estão nessa situação. Há que se compreender e distinguir também o silêncio parcial do absoluto.

Creio que advogado e a OAB não podem eximir-se de cumprir o inciso primeiro do artigo 44 e colaborar com a Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado Federal.

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A CPI já sofre pressão e ameaças daqueles que não querem que haja apuração da verdade quanto a política utilizada pelo governo bolsonarista frente a pandemia do vírus, covid19, se os que têm o dever de colaborar não o fazem, como sustentar o espirito democrático dos direitos humanos na defesa ao direito primígeno que é o da vida?

Diante da CPI não há meio termo: ou há colaboração para que o fim do inquérito seja alcançado com pleno êxito, doa a quem doer, ou se alia aos que em defesas corporativistas e negacionistas colocam as suas digitais na corrupção e no genocídio decorrentes da política do governo bolsonarista.

Francisco Celso Calmon, administrador, advogado, escritor, ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade, Justiça, da coordenação do canal pororoca.

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do GGN

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1 Comentário
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  1. evandro condé

    19 de agosto de 2021 8:32 pm

    Pois é, copiando o Simão quando diz que o Brasil é o país da piada pronta, o advogado em questão é professor de direito na Escola Nacional de Administração Pública.

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