Jornal GGN – Os custos de mineração dos bitcoins começam a cair no bolso dos consumidores que jamais tiveram acesso a tal ativo: o poder de computação necessário para a criação de novas moedas tem gerado um consumo cada vez maior de energia elétrica, e tais gastos estão sendo repassados aos consumidores e às empresas.
Basicamente, a mineração de bitcoins (ou mineração de criptografia) é responsável por gerar novos bitcoins via resolução de quebra-cabeças cada vez mais complexos e, conforme mais tokens são gerados, a complexidade aumenta e computadores mais poderosos são necessários para retroalimentar esse ciclo.
Estudo elaborado pelos pesquisadores Matteo Benetton e Adair Morse da Universidade da Califórnia em Berkeley e Giovanni Compiani, da Escola de Negócios Booth da Universidade de Chicago, afirma que a mineração criptográfica pode custar US$ 1 bilhão ao ano para os consumidores residenciais e empresariais ao ano, apenas nos Estados Unidos, e que a mineração de bitcoins já consome 0,5% da eletricidade global.
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Os pesquisadores analisaram registros públicos de preços e uso de eletricidade, além dos preços dos bitcoins, entre 2007 (na China, antes do bitcoin entrar no mercado) e 2016 (nos Estados Unidos, antes de se tornar centro de mineração).
A pesquisa mostra que as tarifas de eletricidade subiram na região norte do estado de Nova York, onde ocorre um quarto da mineração criptográfica norte-americana, por conta do aumento da demanda. Devido ao avanço da mineração de bitcoins, as famílias pagaram US$ 165 milhões adicionais por ano em custos de energia, enquanto as empresas pagaram US$ 79 milhões extras.
No caso da China, onde mais de dois terços da mineração de criptografia do mundo ocorreram na última década, as tarifas de eletricidade são definidas pelo governo e inflexíveis à demanda. De acordo com o estudo, os mineradores de criptografia estavam eliminando outras indústrias do mercado e forçando o racionamento de eletricidade.
“Os mineiros de bitcoins têm drenado tanta eletricidade em partes da China que as autoridades os estão expulsando do país, em parte para reduzir o consumo de carvão e ajudar a cumprir as metas de redução de carbono do país”, diz o artigo, alertando que o menor custo de eletricidade pode levar mineradores de criptografia a locais como o Texas.
O material foi divulgado no site Chicago Booth Review, dedicado à pesquisa de negócios, em especial da equipe acadêmica da Escola de Negócios Booth, e pode ser acessado clicando aqui.
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