4 de junho de 2026

Trabalhadores de Apps em Cena: Joyce Travassos, por Daniele Barbosa

Membra da Diretoria da Associação de Motoristas Particulares Autônomos– AMPA-RJ. Motorista de plataforma digital.

Trabalhadores de Apps em Cena: Joyce Travassos

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por Daniele Barbosa

Com o avanço da precariedade politicamente induzida no Brasil, estamos assistindo à uberização se transformar em um modelo para as relações de trabalho. Diante dessa grave situação, precisamos encontrar maneiras de resistir a esse projeto neoliberal de destruição de direitos, que se acelerou com a reforma trabalhista de 2017. Dentre as formas possíveis de resistência, a construção desta coluna, que intitulei Trabalhadores de Apps em Cena, busca “reconsiderar as formas restritivas por meio das quais a “esfera pública” vem sendo acriticamente proposta por aqueles que assumem o acesso pleno e os plenos direitos de aparecimento em uma plataforma designada.”[1]

Considerando o alerta da filósofa Judith Butler de que a mídia seleciona o que e quem pode aparecer[2] e que “o campo altamente regulado da aparência não admite todo mundo, demarcando zonas onde se espera que muitos não apareçam”[3], a construção desta coluna tem o propósito de colocar na cena principal as trabalhadoras e os trabalhadores, que aqui serão os entrevistados.

Após uma pesquisa[4] publicada no ano passado, na qual busquei fazer um diagnóstico acerca do projeto político em curso no Brasil para os motoristas de plataformas digitais, propus, neste ano, a um grupo de relevantes acadêmicos brasileiros que elaborassem uma única pergunta para compor essa série de entrevistas com os motoristas e os entregadores de Apps. Foram convidados os professores Joel Birman, Luis Carlos Fridman, Márcio Túlio Viana, Pedro Cunca Bocayuva, Ricardo Festi, Simone Oliveira e Wilson Ramos Filho. Cada um deles, conforme as suas respectivas áreas de conhecimento, formulou uma questão com base nos seguintes campos temáticos: “condições de subjetivação”; “solidariedade social”; “cooperativismo e relação de emprego”; “cidade e questão racial”; “luta dos movimentos sociais”; “gênero” e “pandemia e trabalho”. Coube a mim o tema do “empreendedorismo de si mesmo”.

A ideia foi colocar a Academia na construção das perguntas e na escuta das vozes daquelas e daqueles que trabalham, no dia a dia, em condições uberizadas. A opção foi pela publicação de uma única entrevista por semana. Afinal, querermos ouvir atentamente cada um dos entrevistados nas suas vivências singulares. É imprescindível que essas vozes circulem em uma afirmação de que suas vidas importam. Acredito que agir, não de maneira isolada, mas juntos, nos coloca em solidariedade uns com os outros, além de possibilitar uma maior capilaridade do debate acerca da uberização, que cada vez mais vai dizendo respeito a todos nós. As alianças, portanto, se fazem necessárias.

Entrevista com Joyce Travassos

Membra da Diretoria da Associação de Motoristas Particulares Autônomos– AMPA-RJ. Motorista de plataforma digital.

DANIELE BARBOSA: As recentes decisões judiciais do Tribunal Superior do Trabalho, ao negarem o vínculo de emprego entre os motoristas e as empresas de plataformas digitais, contribuem para que os motoristas e os entregadores se enxerguem como empreendedores de si mesmos?

Sim. É. Eu acredito que sim. E, assim, existe até uma, dentro das categorias, né? Eu vou falar mais da categoria que é motorista de aplicativo, porque não tenho contato com entregadores, tá? É, mas existe até uma divisão nesse sentido de, é, de apoiar ou não esse vínculo, né? Muitos não apoiam e muitos apoiam. Achavam que deveria de haver um vínculo. E muitos não, porque, quando existe um vínculo, você não tem só direitos. Você tem também os deveres, né? Então, assim, é, por exemplo, eu, particularmente, eu prefiro não manter um vínculo de trabalho, porque hoje eu sou uma empreendedora e eu posso fazer o meu horário. Eu, eu posso fazer da minha forma, usando, utilizando as plataformas, entendeu? Tá? Essa é a minha preferência, mas existem grupos que pensam que nem eu. E grupos que pensam que deveria de haver esse vínculo. Sim, eu acho que contribuem.

JOEL BIRMAN: Quais foram os impasses na vida laboral e social que conduziram os motoristas e os entregadores para esse tipo de trabalho tão depreciado socialmente e como a incursão do sujeito na condição de motorista e de entregador, ao lado de sua condição precarizada anterior, seria a fonte interminável de culpa, vergonha, angústia e depressão, como pedras angulares de suas condições de subjetivação?

É, eu acho que o impacto é o desemprego, tá. É a crise do país. Isso que impactuou a aumentar a quantidade, tanto de motoristas como de entregadores, certo? E, quanto essa questão de vergonha, de, desse sentimento, né, de se sentir, como é que eu posso falar, uma pessoa inferior, né, pelo fato de tá tendo esse tipo de condição, eu não tenho esse sentimento. Mas eu acredito que tenham muitos motoristas que tenham, né. Motoristas que são formados, que têm uma formação acadêmica, que já tiveram bons empregos, já tiveram bons salários e que hoje, pela condição do desemprego, não tiveram opção e foram por esse caminho, né. Então, baixou o padrão. Baixou, baixaram várias coisas na vida dessas pessoas. Eu não tenho uma formação acadêmica, né. Eu sempre trabalhei com comércio. Minha família sempre teve comércio. Ainda tem, inclusive. Então, é, pelo meu ponto de vista, eu tenho até gratidão por eu ter uma condição de trabalho, por eu ter saúde de trabalhar, pra trabalhar, por eu ter condição de ter comprado um carro para mim. O meu carro é próprio, tá entendendo? Não vejo como uma vergonha. Eu vejo como uma opção. E, quando eu comecei a trabalhar com os aplicativos, é, era, foi realmente porque, é, as coisas tavam muito difíceis. E o meu irmão, nós trabalhávamos no mesmo comércio. Pros dois fazerem retiradas, tava complicado. Então, eu resolvi sair e trabalhar no aplicativo. E eu acabei que eu gostei muito. É uma coisa, assim, que eu vejo hoje como uma profissão pra mim. Não um bico, entendeu? Eu vejo como uma profissão. Agora, eu tive pessoas ligadas a mim, que, quando eu comecei a trabalhar nos aplicativos, que já tem mais de cinco anos, que me perguntaram se eu não tinha vergonha, porque eu era uma empresária, né. Eu tinha, eu já tive uma condição de vida muito boa, né. E a pergunta, né, de pessoas, até bem próximas a mim. E eu falei que não. Não tinha vergonha, não. Eu realmente não tenho, tá, esse sentimento.

LUIS CARLOS FRIDMAN: Como combater um patrão que é uma tela e como despertar a solidariedade para a luta por melhores condições de trabalho entre os companheiros submetidos à mesma situação?

Eu sou, como eu já te falei anteriormente, eu já tô nesse trabalho há mais de cinco anos. E eu sou envolvida com associação. Eu sou envolvida na luta pela aceitação, vamos dizer assim, da nossa categoria. Pela formação dessa categoria, né. Porque é uma formação, que é uma categoria nova. É um emprego novo, né. Uma situação nova. Então, a gente está nessa batalha. É muito difícil você realmente lidar com uma tela. Você não ter acesso, né, a uma pessoa pra poder colocar sua dificuldade, seus problemas e tal. Só que, como eu estou nessa luta há algum tempo, eu tenho esse acesso. Eu, num grupo, né. Não é, é bem limitado. A gente tem tido com um dos aplicativos diretamente, tá, uma conversa praticamente mensal por Zoom. Isso começou em 2020. É, com uma reunião presencial, que eles queriam ouvir. Eles selecionaram algumas pessoas e queriam ouvir, é, as nossas reivindicações pra tentar melhorar. A gente lida diretamente com o representante deles. E, é, só que a gente só conseguiu fazer uma reunião presencial, que depois veio a pandemia. Aí ficou suspensa por um tempo. E esse ano eles retomaram através de, do Zoom, né. Aquele aplicativo de fazermos uma reunião virtual. Tivemos, inclusive, essa semana, essa reunião, que a gente tem acesso a um representante de um desses aplicativos. E a gente fala em nossas dificuldades, a gente fala os nossos problemas. É, faz as nossas reivindicações, entendeu? É, nesse tempo, a gente teve até algumas pequenas conquistas, né. Mas, assim, o foco principal hoje são os nossos planos, entendeu? Então, a gente tá nessa batalha aí. Então, é, não sei se eu respondi exatamente o que ele perguntou, mas eu acho que é, mais ou menos, por aí.

MÁRCIO TÚLIO VIANA: É melhor ser cooperado do que empregado e, se for, por quê?

Poxa, eu vou te falar. Eu não sei, porque eu nunca fui uma cooperada, entendeu? Eu nunca participei de nenhuma cooperativa, né. Então, eu sinceramente, eu não sei te dizer. Não sei te responder, tá?

PEDRO CUNCA BOCAYUVA: Como você vê os muros, as divisões, os diferentes lugares na cidade e a questão racial marcando sua atividade?

Olha, essa questão racial realmente, pra mim, não tem nenhuma influência, tá. Mas eu acredito, né, que existe pessoas que tenham esse tipo de problema. A cidade é, assim, eu não sei nem te dizer, porque é uma cidade totalmente abandonada, no sentido de preservação, né. É uma cidade extremamente esburacada. E fora a quantidade de comunidades que nós temos, né, de lugares perigosos. Então, hoje, eu me sinto assim, eu peço muita proteção. Não vou a qualquer lugar mais. Já fui. Antigamente, eu ia em tudo quanto é buraco. Hoje, eu não vou mais. Eu, graças a Deus, nunca passei, né, cheguei a ser assaltada, mas já passei alguns sufocos, né, algumas dificuldades. Mas eu vejo como uma barreira, inclusive, pra algumas pessoas trabalharem nesse tipo de trabalho de aplicativo, porque você vive num lugar muito perigoso. O Rio de Janeiro é uma cidade muito perigosa, muito insegura. Então, é difícil.

RICARDO FESTI: Quais são os desafios para efetivar a articulação de uma luta unificada entre os trabalhadores de plataformas digitais (entregadores, motoristas de aplicativos etc.)?

Um desafio muito grande, muito! Porque têm muitos, muitos, eu vou te falar, como já falei anteriormente, sobre motoristas de aplicativo, tá, porque entregadores é uma outra categoria. Eu não tenho contato, ok? Então, assim, motorista de aplicativo, eu tô nessa luta de toda a nossa regulamentação, de tudo isso, desde 2017, né. Eu participei da luta lá, em Brasília, por uma regulamentação federal, tá. E, atualmente, desde 2018, a gente está numa batalha aqui, no Rio de Janeiro, por uma regulamentação municipal, que a gente ainda não tem. Uma regulamentação decente, né, e tal. Então, assim, a gente, inclusive, organiza várias manifestações, vários protestos, né. Divulga, da melhor forma possível, dentro dos grupos de WhatsApp, até por redes sociais mesmo. E acontece que é uma categoria ainda muito desunida, porque o motorista, muitos, vamos supor, agora mesmo, foi, deixa eu me lembrar o dia, acho que foi na quarta-feira da semana passada, houve um movimento. Eu não quis participar desse movimento presencialmente, mas eu não liguei o meu aplicativo, porque esse era o pedido. Ou participa ou, se não quiser ir presencialmente, não liga o aplicativo pra gente poder fazer uma paralisação real. E não adianta, porque você vê milhões de pessoas trabalhando, entendeu, porque as pessoas: “Ah, não, então, eu vou aproveitar, porque vai ter menos motoristas. Vai ter mais preço dinâmico. Vai ter mais chamada.” Entendeu? Não existe essa coisa de: “Não, vamos juntos. Vamos se juntar e batalhar por uma coisa melhor pra gente.” Não, não tem essa colaboração. Dia 24[5], nós estamos organizando um outro movimento, né. Esse não vai ter uma movimentação de rua, de fazer carreata, nada disso, mas tem um grupo, né, que tá organizando de ir pra frente do escritório de uma das plataformas, que é a Uber, no caso. E solicitando, pra quem, pro motorista que não quer ir, não ligar o aplicativo pra ver como é importante o nosso trabalho, entendeu, porque esse é o objetivo. Mostrar que a Uber ou a 99, não importa o aplicativo, ele não vive sem o motorista. Sem o motorista, ele não consegue. Ele não vai ganhar dinheiro, entendeu? E a gente também precisa do aplicativo. É uma troca. É uma parceria. Só que essa parceria, muitas vezes, é uma via de mão única, que o aplicativo só vê o lado dele, entendeu.

SIMONE OLIVEIRA: Como se dão as relações de gênero no trabalho por aplicativo no que tange à adesão e admissão à plataforma, relação com os clientes, cooperação, segurança e exposição à violência e assédios?

Com relação às plataformas, da adesão, eu acho que isso não tem uma influência do sexo, não. Pelo contrário, por exemplo, eu acho até que eles têm preferência, hoje, de mulheres, tá. Porque eu sei que as plataformas, elas têm até vontade de fazer um trabalho que seria específico para a passageira mulher poder escolher uma mulher como motorista. Mas, como não existe um número muito grande de mulheres motoristas, eles não podem botar esse quesito, porque não vai dar certo, entendeu? Então, não vejo que existe realmente esse tipo de dificuldade na plataforma. Acredito que, até em questão de homofobia, também não. Até porque não tem nem como eles saberem a opção sexual de quem está dirigindo na hora de uma adesão. É mais mesmo essa diferença de gênero, né, feminino e masculino. Quanto a essa relação com o passageiro, eu percebo, muitas vezes, por eu ser mulher, que têm homens que, como é que vou te dizer, assim, por exemplo, não hoje, porque hoje existe uma pandemia, existem outras regras, mas, no período normal, homem que quer vim na frente comigo. Muitas vezes,

“às vezes, o cara até está com a esposa ou com a namorada, mas ele quer ir na frente. Tem uma grande parte que eu percebo, porque não se sente bem em andar atrás, sendo conduzido por uma mulher.”   

Entendeu? Muitas pessoas, até mulheres mesmo, perguntam: “Nossa, você não tem medo não, por ser mulher, de estar trabalhando?” Cara, eu acho que eu sofro o mesmo perigo que um homem em termos de segurança. Não vejo que é mais seguro pra homem do que pra mulher. Não. Eu vejo que a insegurança é tanto pra um gênero, como pro outro. O que pode acontecer é o cara, né, um passageiro achar que, é, porque é mulher, de ele ter uma facilidade maior de alguma coisa. Mas, assim, no geral, eu acho que a insegurança é a mesma. Mas existe esse comentário, tanto por mulheres, quanto por homens, entendeu: “É, você não tem medo de ser mulher? De trabalhar à noite?” E eu não trabalho à noite, por opção, mas eu tenho muitas amigas que trabalham à noite. Como eu acho que é perigoso, tanto pra homem, quanto pra mulher. E, quanto a assédio, eu sei de pessoas que já foram muito assediadas. Existe, existe sim o assédio. Eu fui, graças a Deus, já tive, já passei por essa situação, mas pouquíssimas vezes, né. Já passei por situações de entrar uma pessoa, um homem, e falar assim: “Ih, mulher no volante!” Fazer algum comentariozinho, que não deixa de ser um tipo de assédio, né. Então, já vivi esse tipo de coisa. Mas, eu me saio bem. Não, como é que vou te dizer, assim, que eu dirijo bem? Eu falo: “Não, vamos lá! Eu vou lhe mostrar! Eu dirijo muito bem e tal.” Então, não é uma coisa que me afete diretamente, mas é uma coisa que realmente eu vivo. [Cooperação] muito, muito, inclusive, os grupos de WhatsApp são pra isso. A gente, inclusive, coloca a localização. Se sente que tá inseguro, dá algum sinal, dentro do grupo, pra as pessoas ficarem atentas: “Oh, to indo a algum lugar. Fica atenta em mim.” Aí, fica olhando a localização o colega. Tem muita colaboração. Se estou enguiçada na rua: “Alguém está perto pra me ajudar, pra me atender?” Existe um apoio bem grande mesmo, tá. A gente é muito legal.

WILSON RAMOS FILHO: Quais são os impasses que os motoristas e os entregadores de plataformas digitais têm enfrentado durante a pandemia da Covid-19?

Então, eu posso falar de motorista, né, porque, assim, de entregas, eu não faço parte desse grupo. Então, assim, o que eu senti, durante esse período da pandemia, primeiro, foi um movimento muito fraco, né. Uma queda grande da procura, porque, como as pessoas não estavam saindo muito de casa, então, isso impactou na questão financeira, porque se não tem movimento, não entra dinheiro, né? E, conforme eu fui trabalhando, porque eu não parei em nenhum momento da pandemia, né, a dificuldade que as pessoas têm de aceitar as regras, né. Porque, na hora que você solicita um carro de aplicativo, já tem informando quais são as regras. Só pode entrar no carro de máscara. Só podem três passageiros, porque não pode entrar na frente, né. Então, assim, essas duas são as principais. Não pode ligar o ar condicionado. Manter as janelas abertas. Só que assim, várias vezes, eu tive que cancelar corrida, por pessoas que vinham sem máscaras, que não tavam de máscaras. Então, tinha que cancelar. Ou porque vinham quatro adultos. Ou, às vezes, até dois adultos e duas crianças grandes. E aí não poder, porque eu não posso levar quatro atrás. Entendeu? Então, isso impactua, porque houve um deslocamento da minha parte até chegar naquele local, né. Por mais que seja perto, eu me desloquei. Às vezes, 2 km, 3 km, que faz eu gastar o meu tempo e o meu combustível. E chega na hora a pessoa não tá seguindo a regra, entendeu. Ela acha que, na verdade, a errada sou eu, por cumprir a regra, entendeu. E, também, algumas vezes, durante o verão, eu até recebi nota baixa pelo fato de eu, o meu carro tem divisória, né, e mesmo que eu ligue o ar condicionado, o ar condicionado não vai pra trás, porque os carros brasileiros não têm saída de ar atrás. Então,

“a pessoa queria que eu ligasse o ar condicionado. E eu falava da pandemia, né, porque eu nem ando com ar ligado, mesmo eu tendo a divisória. E as pessoas me darem, me avaliarem mal, porque eu to cumprindo a regra.”   

Entendeu? Esses são impactos grandes, que eu percebi, né. É uma questão de o movimento ter diminuído. Mas, agora, já meio que voltou ao normal, apesar de ainda existir a pandemia. Mas as pessoas já estão voltando, por conta da vacinação. E essas coisas, que eu falei mesmo, de existir uma regra, e as pessoas não quererem respeitar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS DE JOYCE TRAVASSOS: Eu agradeço a oportunidade de ter participado desse estudo, dessa entrevista. E é isso, né. Infelizmente, o nosso país está passando um momento muito difícil, porque é uma crise. A pandemia é mundial. Só que o nosso país ficou muito afetado com isso tudo, né. Então, toda essa dificuldade, aumentos exagerados de tudo, né. Porque aumenta combustível, teoricamente, aumenta tudo, porque tudo depende de transporte, né? Então, assim, muito chato, mas a gente está vivendo isso. Mas eu acredito que vamos conseguir passar por isso tudo.


[1] BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembleia. 1ª ed. RJ: Civilização Brasileira, 2018, p. 14.

[2] Ibidem, p. 62.

[3] Ibidem, p. 42.                                               

[4] BARBOSA, Daniele. A precariedade politicamente induzida e o empreendedor de si mesmo no caso uber: Sob uma perspectiva de diálogo entre Butler, Dardot e Laval. RJ: Lumen Juris, 2020.

[5] 24/09/2021.

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