4 de junho de 2026

Alessandro Viera pede investigação sobre Alcolumbre

De acordo com reportagem havia um esquema de contratação de assessorias parlamentares fantasmas no gabinete do senador
Foto: Agência Brasil

do Congresso em Foco

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por Íris Costa

Após denúncia de desvio de R$ 2 milhões, em um suposto um esquema de “rachadinha” no gabinete do presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou uma notícia-crime pedindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue as acusações.

De acordo com reportagem divulgada na última edição da revista Veja, havia um esquema de contratação de assessorias parlamentares fantasmas no gabinete do senador, em que a maior parte do salário das funcionárias ficava retido. As assessoras tinham previsão de receber entre R$ 4mil e R$ 14mil pagos pelo Congresso Nacional, mas o valor que realmente ficava com elas não passava dos R$ 1,3mil.

Na notícia-crime, o senado solicita ao STF “a imediata apuração dos fatos” e a colheita dos depoimentos das testemunhas, para que se evite a “lenta ou nenhuma apuração de fatos graves envolvendo autoridades”.

“Não se pretende — repise-se — atribuir sumariamente culpa ao senador Davi Alcolumbre, mas apenas levar ao conhecimento desta Corte fatos que, se vierem a ser reputados verdadeiros, merecem a devida e ulterior responsabilização”, destaca o documento.

Em nota, o senador Davi Alcolumbre negou participação em um esquema de rachadinha em seu gabinete e destacou que a matéria é parte de uma campanha difamatória que já havia chegado ao seu conhecimento.

“Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem. Tomarei as providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos”, declarou Alcolumbre.

Mas na notícia-crime, Alessandro Vieira rebate a alegação de Alcolumbre. “É despiciendo dizer que não pode alegar desconhecimento do que se passa em seu próprio Gabinete – ainda mais considerando-se, segundo o conteúdo veiculado, que as funcionárias ‘fantasmas’ nunca compareceram naquele recinto”.

Veja a íntegra do pedido de Alessandro Vieira

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  1. AMBAR

    30 de outubro de 2021 7:20 pm

    Admiro a inteligência do alessandro vieira. Ele, que é sutilmente sarcástico e tem a capacidade de debochar de suas vítimas sem que elas percebam, demonstrou na sua argumentação que não obstante o seu senso de lógica, também pode ser rudemente descabido.
    Se o Alcolumbre não sabia de funcionárias fantasmas e se elas “nunca compareceram naquele recinto”, diga-nos o nobre senador em que centro espírita o Alcolumbre as invocaria, em especial sem o conhecimento de suas existências? Ele teria que ser parnormal, desconfiar da existência delas e busca-las em seus endereços, já que “elas não compareciam ao gabinete” para trabalhar.
    É o rabo balançando o cachorro.
    Mais ainda:a acusação do senador contra o Alcolumbre funda-se no “conteúdo veiculado” por um semanário.
    O nobre senador, que tem formação em direito, deve saber que a prova do ilícito compete a quem acusa. No caso, ele quer que o Alcolumbre prove que é inocente, porque a culpa já está formada. A essa prática da-se o nome de calúnia.

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