Jornal GGN – Joaquim Leite, o ministro do Meio Ambiente, não viu recorde de desmatamento da Amazônia, alcançado neste mês de outubro, segundo mostrou o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE).
Os dados foram divulgados na manhã de hoje pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do INPE. E mostram que o Brasil teve o pior índice de desmatamento do mês nos últimos 5 anos, devastando uma área de 877 km² da Amazônia Legal.
Trata-se de um aumento de 5% em comparação ao ano passado, quando também houve recorde de desmatamento de outubro na Amazônia Legal, atingindo 836 km². Em 2019, por exemplo, a área de desmatamento registrada foi de 555 km².
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Mas o ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Joaquim Leite, “estava focado nas negociações” e não viu estes dados. É o que ele mesmo informou, durante uma coletiva de imprensa em Glasgow, Escócio.
Respondeu apenas que era um “desafio” e que conversaria com o ministro da Justiça, Anderson Torres, “para entender esses dados do INPE”. Ele não explicou por que precisaria falar com o ministro da Justiça.
“Quando voltar ao Brasil vou falar com o ministro Anderson para entender esses dados do INPE. Não acompanhei esses números, estava focado nas negociações”, disse.
Por outro lado, durante a estadia em Glasgow, para a COP26, Leite usou em seus discursos para o mundo que o Brasil se comprometia contra o desmatamento e que viajava “todas as semanas” para acompanhar as àreas de desmatamento do país.
A Amazônia Legal contempla 9 estados brasileiros que rodeiam a bacia Amazônica, correspondendo a 61% do território brasileiro, também abrigando a maior parte da população indígena do país, com 24 dos 34 distritos indígenas.
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