4 de junho de 2026

Após dois dias, Bolsonaro tem alta médica em São Paulo

A internação, no entanto, serviu para trazer à tona, de novo, o uso político da facada desferida por Adélio.

Jornal GGN – Após dois dias de internação e muito uso político do fato, Jair Bolsonaro, presidente, recebeu alta do médico Antonio Macedo, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Ele foi internado na madrugada do dia 3, segunda, com dores abdominais devido a uma obstrução intestinal.

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Os problemas de intestino de Bolsonaro estão relacionados com a facada sofrida em setembro de 2018, quando em campanha pela presidência.

Apesar de muita especulação quanto à necessidade de cirurgia, a obstrução se desfez com tratamento convencional e a intervenção foi descartada.

A internação, no entanto, serviu para trazer à tona, de novo, o uso político da facada desferida por Adélio. Algum tempo depois do ato de Adélio, na cidade mineira de Juiz de Fora, a Polícia Federal concluiu que ele agiu sozinho, sem ligação com qualquer agremiação política. Mas o presidente e os filhos voltam a espalhar teoria da conspiração criada em 2018, que o PSOL, braço armado do PT, teria enviado Adélio para acabar com o candidato favorito, o que não era na época.

Desta feita, o teatro foi armado ao se interromper as férias do médico responsável por Bolsonaro, Luiz Antônio Macedo, que estava nas Bahamas. O médico foi convocado, interrompeu as férias, e chegou em tempo de manter o tratamento convencional e dar alta ao paciente.

O fretamento do avião foi feito pelo hospital, que ainda não informou se tal despesa será repassada à Presidência da República.

Como em todo momento de tensão provocada por atos de Bolsonaro, a internação veio em boa hora. Ele não comentou ou se solidarizou, nem por dever de ofício, com o povo baiano que passava por momentos de tragédia causadas pelas chuvas fortes. Inclusive chegou a desejar que tal fato não atrapalhasse suas férias.

O fato político da internação anterior, em julho de 2021, foi a CPI da Covid, quando acusações sobre propina para compra de vacina explodiram. O presidente tentou desviar as atenções iniciando nova ofensiva contra as urnas eletrônicas, mas não foi suficiente.

Da mesma forma como aconteceu agora, em julho o presidente também teve alta após poucos dias de tratamento convencional, apesar das especulações sobre necessidade de cirurgia.

Tanto desta vez como em julho passado, Bolsonaro e seus filhos trouxeram de novo a teoria da conspiração envolvendo Adélio e partidos de esquerda, nos mesmos moldes.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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