5 de junho de 2026

Novo acordo FMI-Argentina é alvo de críticas

Depois de conceder empréstimo para o país em 2018, fundo está perto de conceder novo financiamento e tem sido criticado por economistas
Foto: Yuri Gripas/Reuters - via Agência Brasil

A Argentina recebeu uma linha de crédito do Fundo Monetário Internacional (FMI) mesmo sem cumprir o básico para receber o empréstimo, o que gerou diversas críticas de economistas.  E esse relacionamento volta ao foco em 2022, com a possibilidade de o país obter outro acordo (o 22º desde seu ingresso ao fundo, em 1956).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em artigo publicado no site Project Syndicate, Willem H. Buiter, professor adjunto da Universidade de Columbia, fiz que o novo acordo será igualmente disfuncional “porque não haverá reestruturação antecipada da dívida pública do país”.

A dívida bruta do governo geral passou de 57% do PIB em 2017 para 85,2% quando o pedido de empréstimo foi negociado em 2018. Depois subiu para 88,7% quando o acordo stand-by (SBA) foi suspenso em 2019 e para 102,8% quando o default veio em 2020.

“Estima – se agora que o rácio da dívida atingiu 107% no final de 2021 – um ponto de partida significativamente pior para o 22º SBA do que para o calamitoso 21º SBA. Além disso, o déficit orçamentário primário federal (que exclui o pagamento de juros) foi de 3,8% do PIB em 2017, e o valor de 2021 foi apenas um pouco melhor, em 3%”, diz Buiter.

Quando o governo de Mauricio Macri solicitou o apoio do FMI em maio de 2018, o país era governado pela direita há mais de 2,5 anos e, segundo Buiter, “claramente carecia de capacidade institucional ou política para realizar o ajuste macroeconômico e as reformas estruturais necessárias, muito menos implementar as políticas de proteção social e de gênero que foram incluídos no programa”.

Na visão do articulista, o governo de Alberto Fernández também não deu sinais de poder implementar as reformas necessárias

Para que o país possa obter novo financiamento junto ao FMI, Butler afirma que os US$ 40 bilhões que a Argentina deve ao FMI de seu acordo anterior devem ser incluídos nesse processo.

“E o status de credor preferencial do FMI, que dá a ele (e a outros bancos multilaterais de desenvolvimento) prioridade sobre outros credores para pagamento quando um mutuário passa por estresse financeiro, deve ser suspenso”, afirma o acadêmico.

Leia Também

Por um novo acordo de Bretton Woods, por Luis Nassif

Inflação global voltou mais alta e persistente, diz Banco Mundial

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados