Apenas um terço dentre as cidades brasileiras apontadas como de risco crítico para enchentes possuem algum tipo de alerta para riscos, como alarme e sirenes. Ainda assim, os alertas são precários.
Os dados são de 2020, e constam de levantamento elaborado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo.
O levantamento mostra que, dentre as 4.107 cidades do banco de dados, 620 possuem sistemas de alerta. Quando se analisam os 966 municípios considerados de perfil crítico, 337 (ou 34,9%) afirmaram ter sistemas de alertas de riscos.
Uma dessas cidades é justamente Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde um temporal deixou mais de 150 mortos na última semana. Porém, apenas dois dos cinco distritos da cidade serrana possuem sirenes para evacuação.
Ao todo, 14,2 mil dos 22,2 mil alagamentos e inundações registrados em 2020 ocorreram em 463 municípios críticos, e aproximadamente 80% das pessoas desabrigadas ou desalojadas por conta de enchentes e chuvas estavam nas cidades consideradas de maior risco.
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