4 de junho de 2026

De mente

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no rastro da maionese,

teve um lampejo, uma chispa

e descobriu, mesmo em tese:

que com juízo viveu

enquanto não percebeu

que juízo não tivesse.

 

Portanto, juízo teve

enquanto pensou que tinha;

mas quando soube não tê-lo

saiu dos trilhos, da linha;

agora se o trem quisesse

pegá-lo que cá viesse

aonde a lucidez não vinha.

 

Sempre fora assim – soubera,

mas jura que não sabia;

até que alguém lhe alertou

de sua mente vazia:

que ele era doido varrido,

toda a vida tinha sido,

somente um louco não via.

 

Como saber se era doido

se o saber requer juízo?

E se até a lucidez,

louca, mente de improviso?

Passional, às vezes cega,

sem razão a razão nega,

desatina, perde o siso.

 

Lucidez, mente, juízo…

nenhum dos três é preciso

pra quem um sonho carrega.

 

Guarujá, 11/8/2010

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Odonir Oliveira

    17 de maio de 2015 1:45 pm

    Belo poema

    Faço minha a sua rima:

    “Lucidez, mente, juízo…

    nenhum dos três é preciso

    pra quem um sonho carrega.”

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