O ex-militar José Anselmo dos Santos, conhecido como cabo Anselmo, faleceu aos 80 anos na noite desta terça-feira (15/03) por complicações causadas por um cálculo renal. Ele estava hospitalizado em Jundiaí (SP).
O cabo Anselmo foi um dos líderes da Revolta dos Marinheiros, evento que deu início ao processo que culminaria com a queda do presidente eleito João Goulart pelo golpe militar de 1964, dando início à ditadura militar no Brasil.
O militar ficou nacionalmente conhecido por sua atuação como agente duplo dentro de grupos guerrilheiros, coletando dados e fornecendo-os aos militares.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 2009, o policial Cecil Borer afirmou que Anselmo, marinheiro de primeira classe, era informante da Marinha e da polícia política antes da deposição do presidente João Goulart.
Por conta da atuação de cabo Anselmo, diversos opositores foram capturados, torturados e mortos. Dentre eles, sua própria noiva, Soledad Barrett Viedma, então grávida de quatro meses, que não resistiu às torturas da equipe chefiada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.
A trajetória do cabo Anselmo foi contada no livro O Massacre da Granja de São Bento, do jornalista Luiz Felipe Campos, que descreve a morte de seis militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), em janeiro de 1973, no Grande Recife.
Com Wikipedia e Correio Braziliense
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16 de março de 2022 9:22 pmInfelizmente, sergipano.
António
19 de março de 2022 9:59 amUm informante é das coisas mais asquerosas que há. Não têm a mínima simpatia por ninguém, nem pela família..
Veja-se o caso deste escarro com forma humana que até delatou a própria noiva.