5 de junho de 2026

Depoimento de Wal do Açaí reforça acusação do MPF ao desmentir versão de Bolsonaro

Ministério Público pediu à Justiça Federal a condenação do presidente por improbidade administrativa, ao utilizar a comerciante como funcionária fantasma quando era deputado federal
Wal do Açaí com Carlos e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook

O Caso Wal do Açaí voltou à tona nesta terça-feira (22/3), após o MPF (Ministério Público Federal) enviar uma ação à Justiça Federal em Brasília, pedindo a condenação do presidente Jair Bolsonaro pelo crime de improbidade administrativa, ao considerar que, durante 15 anos do seu mandato como deputado federal, ele usou a comerciante Walderice Santos da Conceição como funcionária fantasma, ficando com parte do seu salário.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Na ação, os procuradores afirmam ter provas de Walderice, mais conhecida como Wal do Açaí, jamais esteve em Brasília – incluindo o próprio depoimento da comerciante confirmando essa informação, que se contradiz com o fato de ela estar registrada como assessora do gabinete do então deputado federal.

Também contestaram o argumento de Bolsonaro de que Wal trabalhava em contato com a população de Angra dos Reis, levando a ele as queixas e sugestões dos moradres. “Não há como justificar a manutenção de um secretário parlamentar, com jornada laboral de 40 horas semanais, exclusivamente para receber as demandas de seus habitantes, sobretudo quando o próprio Bolsonaro declarou não ter interesse, nem ser o representante dos eleitores daquela região”, alega o MPF.

“Tal conduta, absolutamente imoral e manifestamente ilícita, foi reiteradamente praticada por mais de 15 anos, somente tendo cessado em razão da repercussão negativa, após divulgação pela imprensa, durante a última campanha eleitoral”, diz o documento.

Além disso, a Folha de São Paulo publicou nesta quinta-feira (24/3) trechos do depoimento de Walderice, nos quais ela desmente um dos argumentos usados por Bolsonaro no processo: o presidente assegura que a comerciante não tinha contato direto com ele, mas sim com assessores, algo que ela nega, ao dizer que “praticamente só falava com ele (Bolsonaro)” sobre assuntos relativos à sua “assessoria”.

Outro fator que contradiz a nova versão de “distanciamento” entre Bolsonaro e Wal do Açaí é que ela foi candidata a vereadora de Angra dos Reis pelo Republicanos em 2020, com forte apoio de Jair Bolsonaro e dos filhos Carlos e Flávio. Os três chegaram a gravar vídeos pedindo votos para a campanha da moça, que inclusive concorreu com o nome de Wal Bolsonaro, mas nada disso deu certo, já que ela não foi eleita.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados