O grupo de partido partidos conhecido como Centrão quer ainda mais espaço dentro do governo Bolsonaro: além de controlar a Secretaria de Governo e a Casa Civil, o grupo quer o controle da Petrobras e do Ministério da Educação.
Reportagem do jornal O Globo destaca que os parlamentares querem ainda o comando do Ministério da Ciência e Tecnologia. A pasta interessa especialmente ao PP, presidido pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.
No caso da Petrobras, a cobiça aumentou por conta das sucessivas críticas aos reajustes de preço do combustível – além disso, a estatal não abriga mais indicados por aliados do governo desde 2014, quando começou a Operação Lava-Jato.
Contudo, o foco é o Ministério da Educação. A capilaridade da pasta interessa aos partidos, que podem direcionar recursos aos seus redutos eleitorais para a construção de estruturas que garantem votos, como creches e escolas.
Além disso, o MEC possui o quinto maior orçamento da Esplanada, com R$ 159,58 bilhões apenas em 2022.
Os partidos do Centrão nunca ocuparam tanto espaço em uma estrutura governamental até agora: além de ocupar a Casa Civil e a Secretaria de Governo, siglas como PP, PL e Republicanos controlam os ministérios da Cidadania e das Comunicações, além de outros cargos de segundo e terceiro escalões na estrutura de poder.
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