4 de junho de 2026

Rússia é suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU: confira votos dos países

Brasil de Jair Bolsonaro não votou, nem a favor, nem contra. Países ocidentais e europeus foram maioria
Foto: Divulgação/John Minchillo/Picture Alliance

A Rússia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), no qual era membro permanente, nesta quinta-feira (07). Em votação, 93 nações apoiaram a proposta de países ocidentais e decidiram pelo afastamento do Kremlin, como nunca antes, sequer em períodos de guerras, no órgão internacional.

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A votação da Assembleia Geral da ONU contou com o apoio dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, e diversos países europeus, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e Equador na América Latina.

Outros 24 países votaram contra a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos, com destaque para a China, Belarus, a própria Rússia, além de outros países da Ásia e África. Na América Latina, posicionaram-se a favor da Rússia a Bolívia, Cuba e Nicarágua.

Ainda, uma parcela significativa de 58 países se abstiveram da votação, entre eles o Brasil de Jair Bolsonaro.

Painel de votação do Conselho, divulgado pela ONU

Em cima do muro, ao explicar a falta de voto, o governo brasileiro defendeu que não era o momento de suspender o país do órgão, mas que o governo Bolsonaro estava “profundamente preocupado com as violações de direitos humanos na Ucrânia, inclusive na cidade de Bucha”, conforme divulgou Jamil Chade.

Nesta semana, a cidade ucraniana, localizada a menos de 30 km da capital Kiev, foi palco de execução de civis, com imagens disseminadas que chocaram o noticiário internacional. Enquanto a Ucrânia acusa gravemente o Kremlim, a imprensa russa afirma que os autores foram grupos neonazistas ucranianos.

A afirmação é do embaixador Ronaldo Costa Filho, que vem se posicionando sobre o conflito internacional às custas de um silêncio do próprio presidente Jair Bolsonaro. Na votação, o embaixador afirmou que “o maior instrumento é o diálogo”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    7 de abril de 2022 9:47 pm

    “Os hômi” não desistem mesmo de controlar o Banco Central da Rússia. Há quase dois séculos.

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