5 de junho de 2026

Eleições França: Macron lidera e UE “ajudará” adiando bloqueio à energia russa, diz NYT

Como ajuda à Macron, a União Europeia espera o fim das eleições francesas para bloquear derivados do petróleo russos
O presidente francês, Emmanuel Macron, durante conferência de imprensa na Cúpula do G7, em Biarritz, França. 26 de Agosto de 2019.Francois Mori/Pool via REUTERS

Emmanuel Macron deve vencer o segundo turno das eleições presidenciais na França, com 54% das preferências, de acordo com uma nova pesquisa divulgada nesta sexta (15). Como “ajuda” adicional e para não interferir no avanço da imagem de Macron, a União Europeia prepara um bloqueio à importação de derivados de petróleo da Rússia, mas o fará somente após o fim das eleições francesas.

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De acordo com a pesquisa YouGov e Datapraxis, encomendada pelo New Statesman, Macron tem 54% das intenções de voto contra 46% da candidata de extrema-direita Marine Le Pen, para o segundo turno, que ocorrerá no dia 24 de abril. Mesmo com a preferência, a disputa é considerada acirrada.

Diante disso, no epicentro de tomadas políticas junto ao conflito Rússia-Ucrânia, a União Europeia estaria dosando alguns dos bloqueios e segurando as decisões para serem aplicadas quando as eleições francesas acabarem.

A informação é do The New York Times: funcionários europeus teriam narrado esse cenário ao jornal norte-americano. O receio é que o bloqueio aos produtos derivados do petróleo da Rússia tenha impacto sobre os preços da energia possa favorecer a candidatura de Le Pen e prejudicar o atual presidente francês na reeleição.

Isso porque a candidata da extrema-direita defende a retirada da França do comando da OTAN e busca atrair a Rússia para se aliar estrategicamente ao bloco militar, evitando -em sua visão- que a Rússia, uma vez isolada, se alie à China.

Enquanto que, politicamente, a maioria dos países europeus defende o bloqueio à energia russa, analistas também consideram impactos catastróficos na decisão.

“Um abandono imediato dos combustíveis fósseis da Rússia poderia causar uma ruptura dura e imediata. Não se pode ligar e desligar plantas industriais modernas como se fosse um interruptor de luz”, escreveu a embaixadora da Alemanha nos EUA, Emily Haber, em suas redes.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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