4 de junho de 2026

Forças Armadas rebatem Barroso, não confirmam segurança das urnas, mas negam atacar sistema eleitoral

Sem discordar da posição de Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas, as Forças Armadas negaram atacar o sistema eleitoral brasileiro
Jair Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas em 2021 - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sem discordar da posição de Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas, afirmando ter apresentado propostas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as Forças Armadas negaram atacar o sistema eleitoral brasileiro.

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Na noite deste domingo (24), o Ministério da Defesa considerou uma “ofensa grave” as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, de que as Forças Armadas foram orientadas pelo governo Bolsonaro a atuar contra a democracia.

Em seminário no qual palestrou em uma universidade alemã, neste final de semana, o ministro disse que os militares estavam sendo “orientados a atacar e desacreditar” as eleições 2022.

Em nota, a Defesa contra-atacou e disse que “afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro.”

No seminário, Barroso criticou o governo de Jair Bolsonaro como “populismo autoritário”, lembrando de episódios como o desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios e as frequentes declarações do próprio mandatário contra a veracidade das urnas eletrônicas.

Em todos os cenários de diversas pesquisas eleitorais para este ano, Bolsonaro perde a Presidência para Lula.

“Um desfile de tanques é um episódio com intenção intimidatória. Ataques totalmente infundados e fraudulentos ao processo eleitoral. Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo”, havia dito Barroso.

Ignorando os fatos, a Defesa, contudo, negou que os episódios tanto dos militares, quanto do próprio presidente, são de ataques ao sistema eleitoral.
A nota assinada pelo novo ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, contudo, não contraria as manifestações de Jair Bolsonaro e relata que as Forças Armadas participaram, no ano passado, de uma fiscalização das urnas, a convite do próprio ministro Barroso, à época então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sem contrariar as declarações de Bolsonaro contra a segurança das urnas eletrônicas, a nota afirma que os militares “apresentaram propostas colaborativas, plausíveis e exequíveis, no âmbito da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e calcadas em acurado estudo técnico realizado por uma equipe de especialistas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema eleitoral, o que ora encontra-se em apreciação naquela Comissão”.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, continuou, novamente sem garantir a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

Ao final da manifestação, as Forças Armadas disseram deter “ampla confiança da sociedade”, com “prestígio” que “não é algo momentâneo ou recente, ele advém da indissolúvel relação de confiança com o Povo brasileiro, construída junto com a própria formação do Brasil”.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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6 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de abril de 2022 10:18 am

    Os comandantes do Exército, Marinha e FAB querem “supervisionar” as eleições, mas eles não conseguem nem mesmo cuidar dos caminhões, barcos e aviões que os oficiais vagabundos utilizam para transportar cocaína e maconha por todo território nacional.

  2. Vladimir

    25 de abril de 2022 10:38 am

    Essa gente ainda vai lançar muita fumaça até as eleições.
    O povo que vê o preço do arroz,do feijão,do óleo,do leite,dos combustíveis,da condução,do aluguel e tantos outros dispararem não precisa de fumaça e saberá colocar para fora essa escumalha incrustada no governo e em nossas forças armadas.

  3. Marcelo.j Olá Patrícia

    25 de abril de 2022 11:51 am

    MUITO CURIOSO LOGO O BARROSO VIRANDO GRANDE DEMOCRATA E FAZENDO TABELINHA COM OS MILITARES PELA DEMOCRACIA,CONCORDO,DEVEMOS DEFENDER A DEMOCRACIA DO GUEDES SENÃO A ECONOMIA NÃO VAI BOMBAR !!!

  4. Marcelo.j Patrícia ia esquecendo

    25 de abril de 2022 12:02 pm

    Barroso é aquele democrata q limitou a renda das pessoas na saúde de Minas e membro do nosso judiciário q é contra a melhoria de vida da sua gente,SEMPRE APLICANDO MULTAS E RESTRIÇÕES NAS GREVES ,A FAVOR DOS GRANDES EMPRESÁRIOS e limitando umas migalhas a mais no bolso do trabalhador p comprar aos menos uns pãezinhos a tarde ,curioso ser esse o grande DEMOCRATA.

  5. +almeida

    25 de abril de 2022 5:41 pm

    É o morde e assopra de quem tem paixão pelo poder e pelas mordomias que ele oferece, sem se importarem o sacrifício que a classe trabalhadora faz para pagar os impostos que sustenta as instituições federais. Quando que as forças que sustentam esse governo destruidor e incompetente terão coragem de renunciar aos encantos que lhes ofertados e tomar uma atitude patriótica e soberana contra essa coligação golpista que tenta destruir o estado de direito e acabar com a democracia, sob os olhares contemplativos dos verdadeiros militares brasileiros que não se envolvem e permanecem calados diante das ruinas da sociedade brasileira causada pelo desastre desse desgoverno que caminha para o fascismo.

  6. Jicxjo

    25 de abril de 2022 11:04 pm

    Milico bom é milico calado, recolhido no quartel. Desde quando esses gorilas entendem alguma coisa de Direito? Leem zapices e arrotam Constituição.

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