5 de junho de 2026

15 de março de 2015: o fracasso da nossa democracia [Qual gigante acordou?]

 
Por Daniel Gorte-Dalmoro

Trinta anos após a redemocratização, assistimos em horário nobre ao fracasso de nossa incipiente democracia. Esta conclusão pode soar contraditória quando a Grande Imprensa anuncia um milhão e meio de pessoas nas manifestações em todo país (metade disso, a se acreditar nos institutos estatísticos dessa mesma imprensa), neste quinze de março. Sem dúvida, se centrando apenas no fato, sem analisar o contexto, tivemos uma prova de política de massa e convivência democrática. Ao remontar as diversas causas que levaram essas pessoas à rua neste quinze de março, o que se vislumbra é uma farsa que se aproveita da democracia. A começar que uma manifestação democrática brada contra adversários, nunca inimigos – inimigos devem ser aniquilados. E o discurso das pessoas que foram para a rua – não digo todas, não sei nem se se pode falar da maioria, mas isso é mais assustador do que se fossem todas – era um discurso de guerra, de ódio, contra um inimigo, o PT, tratado como início e fim da corrupção no país, a besta do mal.

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Mas o que tanto incomoda uma parcela da população para guardar tanto ódio frente um governo que não lhe tirou nada? Pois, vale lembrar, a grande mágica do lulo-petismo, desde 2005, foi fazer o bolo crescer já fazendo sua divisão – negando a receita de um dos grande chef da desigualdade tupiniquim, Delfim Netto. Se aproveitando do bom momento do comércio externo, primeiramente, e do bafo de dinamismo no mercado interno, depois da crise do capitalismo especulativo de 2008, os governos petistas promoveram a melhora das condições de vida dos mais pobres sem precisar com isso mexer com as classes média e alta, as quais não engoliram bem ficar com o pedaço maior do bolo, e não com ele todo, como soía acontecer até 2004. O ódio pelo PT se mostra, portanto, um mal-disfarçado ódio pelo pobre, a velha luta de classes, e ele nada tem de novo a não ser sua forma – explícita, incisiva, nada cordial.

Vale lembrar a grita contra Leonel Brizola à frente do estado do Rio de Janeiro, quando ele proibiu a Polícia Militar de agir fora da lei nas favelas, ou quando melhorou o acesso da população marginalizada ao centro da capital. O que Brizola fez então foi apenas uma versão condensada e evidente dos governos petistas na esfera federal: deu à população historicamente excluída uma primeira oportunidade de ser vista como cidadã e alterou a geografia dos “lugares naturais” sociais.

No caso petista, tento um breve resumo de como se deu essa alteração da geografia social a partir da ampliação da cidadania aos excluídos, um dos motores do ódio manifesto no quinze de março de 2015.

A redemocratização e constituinte de 1987-1988, com suas manifestações públicas e efervescência política, inverteu a curva de despolitização que a ditadura civil-militar havia imposto, à base de educação técnica, porrada, afogamento e pau-de-arara. Essa politização não conseguiu ter vida muito longa: ao desgaste habitual que ação política gera no cidadãos, acrescenta-se a educação formal que a negava, a avalanche midiática, principalmente via Rede Globo, que a deturpava, e a própria dinâmica institucional, que a desestimulava. O grande golpe para a subjugação da política foi o ideário neoliberal, trazido pela imprensa, pela academia, pela política, de substituição do politikon zoon pelo homo oeconomicus, com o mercado, e não mais a política, como paradigmática da sociabilidade contemporânea.

O governo FHC foi quem deu o golpe mais destruidor nessa disputa entre política e mercado. Curiosamente, para fazê-lo precisou de muita articulação política – outra prova de que, diferente do que prega, o mercado não é apolítico. Podemos dizer que foi uma mudança estrutural.

E por ser estrutural, mudanças radicais tornam-se mais difíceis e mais complexas. Talvez por isso Lula e o PT se mantiveram nessa senda e desistiram de alterarem-na: o bordão “é só você querer, que amanhã assim será, bote fé e diga Lula” apresenta a política ao cidadão como se fosse algo não muito diferente da escolha de um sabonete, quando não fruto de alguma mágica sobrenatural, do qual o chefe do executivo tem o poder de transformar tudo em realidade – basta ter fé. Durante o governo, no seu início, a política seguiu abafada, ao menos para a população: vários analistas ressaltam o complexo arranjo de Lula na montagem de seu ministério, que teria trazido disputas que aconteceriam na sociedade para a esplanada dos ministérios. Foi somente quando acuado pelo chamado mensalão que a política foi trazida novamente à tona por Lula. A tática de se defender ameaçando partir para o ataque, pela reemergência da política, parece ter servido para que a mídia recuasse, ficasse dentro dos limites conquistados – o bordão da corrupção seria esse limite.

Ao mesmo tempo, o governo petista promovia a inclusão de uma massa até então à margem das benesses da civilização capitalista – o que trazia também benefícios aos detentores do capital. A classe operária ia ao paraíso das compras: carro, casa, televisão, shopping, faculdade, plano de saúde, tênis, fast food, computador, internet, celular, marcas, marcas, marcas. Os antigos habitantes do condomínio não gostaram de ver sua exclusividade invadida pela turba – em que sustentariam sua superioridade? Apesar do carro cinco vezes mais caro, ficam parados como qualquer um no trânsito; as roupas que compram em Miami agora são vendidas na 25 de março, diploma na parede e anel de bacharel são tão comuns quanto comprar picanha pro churrasco, e a conta personalité não garante a necessária visibilidade das diferenças. “Hipócrita consumidor, meu igual, meu irmão” – a nova classe média só não fez paráfrase de Baudelaire porque nem a nova nem a antiga sabe que raios é Baudelaire.

Essa inclusão fez emergir a política justo no local onde ela, teoricamente, estaria ausente: no mercado. Jacques Rancière comenta sobre a política:

“Há política quando existe uma parcela dos sem-parcela, uma parte ou um partido dos pobres. Não há política simplesmente porque os pobres se opõem aos ricos. Melhor dizendo, é a política – ou seja, a interrupção dos simples efeitos da dominação dos ricos – que faz os pobres existirem enquanto entidade (…). A política existe quando a ordem natural da dominação é interrompida pela instituição de uma parcela dos sem-parcela”.

Os sem-parcela, até a vitória do PT, silenciosos e cientes do seu lugar na distribuição econômica, laboral, geográfica e arquitetônica social, petulantemente passam a buscar novos espaços, fazer reivindicações, querer compartilhar das mesmas maravilhas até então destinadas exclusivamente à Casa Grande – como comentou a professora universitária do Rio de Janeiro, foi-se o glamur de viajar apertado em bancos que não deitam comendo gororobas semi-prontas, agora qualquer mulato de regatas e chinelos tem dinheiro para uma passagem dessas. Inversamente à tese de Rancière, a instituição dos sem-parcela foi instituída por uma certa elite, acuada em seus míseros privilégios (os realmente grandes, esses não batem panelas nem viajam em classe turista). Ou seja, na primeira vez que a corja teve respingos de visibilidade social para além da polícia, um mínimo de cidadania, de direitos, de existência para a sociedade (como consumidores), caiu o velho mito do brasileiro cordial: a cordialidade perdurou apenas enquanto o negro, o nordestino, o pobre aceitavam que seu lugar era na cozinha ou na favela, não no asfalto, na praia, no avião (no avião, deus meu, no avião!), no avião, nas concessionárias, comprando carros que vão poluir o mundo, no facebook, emporcalhando a rede social com seu uso animalesco – como haviam feito com o orkut.

Com o governo Dilma, o arranjo político lulista caiu. “O Brasil precisa de um gerente, Dilma presidente” – o bordão só não foi usado na campanha porque o PSDB o utilizara quatro anos antes. Sem os medos de não ter sequer para as necessidades básicas, o populacho foi aos shoppings – “a gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte” -, e as elites se horrorizaram, passaram a xingar muito no tuíter. Sem as disputas sociais canalizadas nos ministérios, a política vazava para a sociedade. Inicialmente nas redes sociais e veículos da Grande Imprensa. Faltava ocupar as ruas – Virilio há muito diz que quem tem o poder real é quem detem o poder da rua. Estas surgiram na cena política nacional com as nomeadas “jornadas de junho de 2013”, um movimento originalmente espontâneo, de contestação (por isso a reação agressiva da Polícia Militar), sem ser massa de manobra de parte da oligarquia (como no Fora Collor). Como disse: originalmente.

A manifestação por mais direitos e de contestação da ordem estabelecidade – social e geográfica -, a Grande Imprensa deturpou em território seu: da exigência de mais cidadania para a revolta contra a corrupção. Desemprego, saúde, violência, educação, mobilidade urbana, moradia popular, tudo isso passou secundário diante da corrupção. E corrupção, é sabido desde 2005, é culpa do PT. Saliento aos leitores binários: não sou a favor da corrupção, nem acho que deva ser relativizada, porém corrupção, mais que causa, é conseqüência: conseqüência de uma educação que não ensina para a cidadania, de um lugar onde direitos – inclusive os direitos humanos – são desrespeitados, em que saúde, violência, violência policial, desemprego são preocupações permanentes, onde a desigualdade social é absurda e ainda assim defendida.

15 de março foi isso: atiçados pela Grande Imprensa, por formadores de opinião absolutamente desqualificados pro debate público, pelas redes sociais que espalham o ódio e a boçalidade a um ritmo impensável, um milhão de pessoas foram às ruas do país bramir contra Judas, por mais que não houvesse Cristo.

E como conseguiram juntar um milhão de pessoas (a maioria devia se dizer cristão, ainda por cima) para uma passeata de ode ao ódio? Porque a estrutura do estado de excessão montada pelos militares não foi alterada: da propriedade dos meios de produção e seus oligopólios, em especial o oligopólio da mídia – a rede Globo é o veículo oficial da ditadura e dos interesses que ela representou -, à estrutura educacional, que não apenas não ensina a pensar como desestimula o pensamento e o raciocínio – e estou falando das escolas particulares, fascistóides como colégio Bandeirantes, Fundação Bradesco ou as franquias para vestibular. Foram trinta anos que passamos brigando por direitos fundamentais e acabamos por não conseguir mexer nas estruturas da nossa sociedade desigual, corrupta, injusta, inepta: torturas militares continuam, execuções extra-judiciais são rotina (“você também pode dar um presunto legal”), a intolerância recrudesce, o ódio aumenta, os donos do poder permanecem os mesmo – os faxineiros também -, a democracia consiste em votar a cada dois anos (na ditadura também tinha eleição), o raciocínio louvado pelos donos da voz e da grana ainda é o da lei de Gérson.

A principal mudança, mudança radical nesses trinta anos, parece ser que os mitos vão caindo, e o Brasil vai mostrando suas verdadeiras faces. Algumas delas me orgulham, outras me enojam. Sete a um foi é pouco.

17 de março de 2015.

Blog: www.casuistica.net/dalmoro

 

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53 Comentários
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  1. Jordan Martins

    19 de março de 2015 4:50 pm

    Nossa, que discurso

    Nossa, que discurso chato.

    Onde andará a desejável imparcialidade do blog?

  2. M.C

    19 de março de 2015 4:56 pm

    A democracia não fracassou,
    A democracia não fracassou, quem fracassou foi o PT.
    A dificuldade de perceber a diferença é congênita ao petismo.

    1. nosden

      19 de março de 2015 5:12 pm

      Esse seu comentário é a prova

      Esse seu comentário é a prova de como o texto acima está correto, em todos os detalhes . . . . . tocou, pula né ??!!! . . . .

    2. joao

      19 de março de 2015 5:21 pm

      cara!
      Se pediam a intervencao ao passado!
      A ditadura militar.
      Quem fracacassou foi voce como cidadao.
      Uma volta ao passado como vira lata.
      A volta dos que fracassaram!
      Nao foi Lula, Dilma, PT e nem corrupcao!
      Foi os cidadaos. Somos nos cara palida!
      Nao tenta tiram sua responsabilidade do que faz pelo seu pais chamado Brasil. Nao o que ele e seus representantes fazem por vc como cidadao brasileiro.
      MAIS O QUE VC FAZ E FEZ!.O Brasil tem mais de 60mil representantes antes uma unica presidente, nunca teve maioria o PT no congresso.
      Quem MC.
      seja correto com vc mesmo e nao se engana.
      A verdade nao eh isto.

    3. Vagalume do Brejo

      19 de março de 2015 5:34 pm

      O M.C. fica ofendido com o

      O M.C. fica ofendido com o artigo por que ele estava lá com os golpistas e os Playboys, se sente pessoalmente atacado.

      O problema é que só sabe responder com a mesma fala para todas as matérias. Ele não entende de politica e nem quer entender. Tem uma relação de sado-masoquismo com o PT, odeia mas ama odiar.

       

  3. Ulisses s

    19 de março de 2015 5:04 pm

    Impressionante

    Como os trolls estão a postos para escrever bobagem aqui neste blog. Mal saiu o texto e vem trollada ganindo contra. Eu aproveitei um minuto do meu almoço para olhar as notícias (só vejo aqui, me recuso a assistir tv o ler jornais e revistas) e já tem um jegue zurrando no pedaço. Deve ser uma cachorrada muito bem paga. Quanto será que pagam por isto? Me arranjam uma boquinha? Mas aviso, não sou barato. Se vou vender minha alma tem de valer a pena.

    1. Vagalume do Brejo

      19 de março de 2015 5:26 pm

      O pior é a burrice destes

      O pior é a burrice destes trolls, acho que estão pagando pouco. Poderiam contratar pessoas mais cultas, não da nem graça responder, não sabem dialogar. 

       

    2. oneide

      19 de março de 2015 5:46 pm

      “Deve ser uma cachorrada

      “Deve ser uma cachorrada muito bem paga.”

      Julga os outros por ele próprio.

      1. Ulisses s

        19 de março de 2015 5:54 pm

        Vestiu a carapuça?

        Cara criatura ou caro criatura. Esta dubiedade é alguma vontade de sair do armário? Aqui e no governo PT não tem preconceiro de credo, raça ou sexo. Mas do lado de vocês?

    3. Mário SF Alves

      19 de março de 2015 9:10 pm

      Temos de inverter a lógica. O

      Temos de inverter a lógica. O melhor a fazer agora é alimentar os trolls. Mas, alimentá-lo com o que há de mais saudável, com o que há de mais verdadeiro, com educação política e realismo.

      Que tenham a liberdade de expressão em todos os blogs genuinamente democráticos ou genuinamente liberais.

      Que não fique um único troll sem a devida, pertinente e educadora resposta.

      História, experiência de governo, análise política e todos os argumentos, tudo isso nós já temos:

      Esperando o quê?

      Pra coda trolada estúpida (ô, redundância), antidemocrática, neofascista ou outra do gênero: Control C + Control V.

       

       

  4. joao

    19 de março de 2015 5:09 pm

    e o crime! a negacao eh dor!
    Quem pede tortura, quem prega o silencio, matam os contrarios e diferentes, quem fala contra a liberdade e a democracia. Deveriam ser presos. Pregam o crime!
    A liberdade de imprensa dita a ordem instigando o crime.
    A justica comprada e assembleia vendida se calam!
    O silencio eh inquietante!
    O calice esta cheio de sangue.

  5. Mario Duarte

    19 de março de 2015 5:17 pm

    … e estou falando das

    … e estou falando das escolas particulares, fascistóides como colégio Bandeirantes, Fundação Bradesco ou as franquias para vestibular. Foram trinta anos que passamos brigando por direitos fundamentais e acabamos por não conseguir mexer nas estruturas da nossa sociedade desigual, corrupta, injusta, inepta: torturas militares continuam, execuções extra-judiciais são rotina (“você também pode dar um presunto legal”), a intolerância recrudesce, o ódio aumenta, os donos do poder permanecem os mesmo – os faxineiros também -, a democracia consiste em votar a cada dois anos (na ditadura também tinha eleição), o raciocínio louvado pelos donos da voz e da grana ainda é o da lei de Gérson.

     

    Diga-se de passagem, tiveram um extraordinário aumento com o lulo-petismo, ao mesmo tempo que aumentaram também seu racionarismos, mercantilizando-se e vendendo iluções aos classe médias incorporados.

    Que pena !!!

  6. Fabio.

    19 de março de 2015 5:31 pm

    Nossa Democracia sempre foi

    Nossa Democracia sempre foi muito fragil, em 30 anos não houve renovação politica, as caras são as mesmas, um democrata deveria ter prazo de validade depois de 8 anos na vida publica , não poderia de maneira alguma retornar  a exercer cargo publico nem de ascensorista da Camera dos Deputados,o pessoal é o mesmo, Serra, Lula , Aecio, Delfim Neto, Requião, Suplicy, Alckimin,Tarso Genro, Maluf, Mercadante,Paulinho, Goldman, Aloysio, Afif, Lembo,Fernando Henrique , Cunha ,Renam, Sarney , Collor e etc….fora todo o funcionalismo publico que é o mesmo desde da fundação da Republica, vai se indispor com alguem destes orgãos, vc não consegue mais nada. Nem para sindico de predio tem renovação, enfim nossa democracia ainda esta engatinhando.

     

  7. Maria Luisa

    19 de março de 2015 5:31 pm

    Agora esta assim. Em cada

    Agora esta assim. Em cada post, tem um troll – provavelmente ex-esquerdista, como eles gostam de provocar – que começa os comentarios com algum “foi o PT que fracassou ou Eh o fim do PT ou ainda A culpa é do PT”. 

    Não, troll, o PT não fracassou. O PT fez a maior revolução social desde Vargas até aqui. E so não fez mais e não esta conseguindo fazer, porque teve e tem que governar tentando articular-se face ao poderio econômico, midiatico e das instituições desse Pais. Ainda que tenha cometido erros e esta cometendo, esse é ainda o partido que mais acertou até aqui e fez muito mais pela democracia que nunca antes na historia de um pais de golpistas oligarcas. João Goulart ainda chora em seu tumulo. Leia novamente o artigo acima. Se é que se deu ao trabalho de ler até o fim. 

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de março de 2015 5:45 pm

    Discordo. A orgia de

    Discordo. A orgia de violência, ódio e nudez nas ruas no dia 15/03/2015 só tem um paradigma: as cenas do Führerdämmerung no filme A QUEDA (2004).

  9. oneide

    19 de março de 2015 5:52 pm

    Agora que esta acontecendo a

    Agora que esta acontecendo a democracia,

    2015, ano zero da revolução verde amarela.

     

    1. Iza13

      19 de março de 2015 8:08 pm

       
      “Agora que esta acontecendo

       

      “Agora que esta acontecendo a democracia, 2015, ano zero da revolução verde amarela”

      E a gente ainda tem que ler esse tipo asneira! Pai do Céu!

      Não foi por esses idiotas que eu lutei tanto por democracia.

      Estudar um pouco de história, ajudaria bastante esses patetas!

      1. oneide

        20 de março de 2015 2:07 am

        Porque eu estudei história

        Porque eu estudei história que sei que você nunca não lutou por democracia.

    2. Zanchetta

      19 de março de 2015 11:32 pm

      Como é que o SR coloca uma

      Como é que o SR coloca uma bandeira brasileira sem nenhum vermelhinho na foto?

      COXINHA!!!!

  10. Cunha

    19 de março de 2015 5:59 pm

     Lei 7.170, ou seja, a Lei de

     Lei 7.170, ou seja, a Lei de Segurança Nacional, revista em 1983, no apagar das luzes da ditadura.

    Art. 23 – Incitar:

    I – à subversão da ordem política ou social;

    II – à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis;

    III – à luta com violência entre as classes sociais;

    IV – à prática de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.

    Pena: reclusão, de 1 a 4 ano

     

    Milhares de pessoas, apoiadas pela maior rede de TV, pediram nas ruas a volta da ditadura e o golpe.

    Não sei se é verdade o que li hoje:  o juiz Moro gostou da manifestação.

    A DEMOCRACIA ESTÁ SENDO TORTURADA NESSE PAÍS.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    1. Ban Crático

      19 de março de 2015 9:54 pm

      Invocar esta lei, que serviu

      Invocar esta lei, que serviu à ditadura, para querer imputar uma suposta ilegalidade ao movimento popular, demonstra bem seu caráter reacionário Sr. Cunha.

  11. nosden

    19 de março de 2015 6:06 pm

    (Sem título)

  12. CB

    19 de março de 2015 6:07 pm

    Tira a globo da tomada e

    Tira a globo da tomada e vamos ver se conseguem juntar 20 gatos pingados na próxima Procissão Golpista. A grande missão da emissora criada pela ditadura era manter sob controle a massa através da manipulação das informações. Taí, este é o resultado: um bando de analfabetos políticos usando a liberdade da democracia pra pedir ditadura. No mais, aquela turba era constituída em sua esmagadora maioria por eleitores frustrados do candidato derrotado. Não quis dizer nada, apenas serviram de cenografia e figuração para o Domingão Golpistão do mais bem sucedido dos filhotes da ditadura.

  13. Ulisses s

    19 de março de 2015 6:09 pm

    A hidrofobia da direita canalha

    E tinha de ser com um senhor idoso. Este covarde abriria sua mandíbula para alguem da sua idade? E se não tivesse o apoio da matilha hidrófoba? 

    1. M.C

      19 de março de 2015 7:03 pm

      2.000.000 nas ruas e a foto é

      2.000.000 nas ruas e a foto é sempre a mesma!

      Não estudaram estatística!

      A especialidade é orçamento!

  14. CarloB

    19 de março de 2015 6:10 pm

    Acho que esta manifestação de 15/03

    vai ficar conhecida como a famosa “MANIFESTAÇÃO COCÔ” – (conspiração coxinha)! kkkkk

  15. emerson57

    19 de março de 2015 6:14 pm

    Resposta

    Pergunta:

    “Mas o que tanto incomoda uma parcela da população para guardar tanto ódio ?”

    Mesmo com o risco de tirar nota zero, vou responder

    Resposta:

    A rede PIG de desinformação liderada pela tv globo.

    Tem gente tão incomodada que já aceita abrir mão da cidadania, da soberania da liberdade ou das cuecas. O povo que protesta não aguenta mais o PT por causa da propaganda do mensalão petrolão etc. Parece no PIG que a cura para todos os males reais ou imaginários (até unha encravada) consiste em banir o PT. 

    É a realidade depois de 12 anos de propaganda negativa, sem nenhum contraditório, financiada em grande parte pelo…..PT !

    1. emerson57

      19 de março de 2015 6:18 pm

      justificativa

      http://www.manchetometro.com.br/

      1. emerson57

        19 de março de 2015 7:47 pm

        petralha

        Sr. 57,

        o Senhor é um maldito petralha!

        Eu vi nos detalhes do seu texto…

        Como se atreve aqui, nesse blog seríssimo, divulgar esse sitio comunista bolivariano chamado manchetometro?

        Porque o sr. não vai de uma vez para Cuba, cortar cana para o seu ídolo Castro?

        1. Mário SF Alves

          19 de março de 2015 9:55 pm

          Tá em crise de indentidade,

          Tá em crise de indentidade, sr. emerson57?

          Ora latino-americano, ora alienígena num único post?

          Ora Lula, ora Poroshenko em fração de pouco mais de uma hora?

          Estranho…. profundamente estranho.

           

           

        2. Mário SF Alves

          19 de março de 2015 9:55 pm

          Tá em crise de indentidade,

          Tá em crise de indentidade, sr. emerson57?

          Ora latino-americano, ora alienígena num único post?

          Ora Lula, ora Poroshenko em fração de pouco mais de uma hora?

          Estranho…. profundamente estranho.

           

           

        3. emerson57

          19 de março de 2015 10:40 pm

          intaum

          sr. emerson,

          não me venha com ironias.

          isso não é para qualquer um.

          não são todos que entendem.

    2. oneide

      19 de março de 2015 7:12 pm

      O PT não é dono do estado. E

      O PT não é dono do estado. E é nos detalhes que se pega a mentalidade petralha.

      1. Mário SF Alves

        19 de março de 2015 9:50 pm

        Sim, de fato, o PT não é o

        Sim, de fato, o PT não é o dono do Estado.

        E por falar nisso, o que é o Estado no Brasil? Como se formou? Quem, quando, como e quais os interesses dominantes o engendraram? E mais, a quem [realmente] serve esse Estado?

      2. Mário SF Alves

        19 de março de 2015 9:50 pm

        Sim, de fato, o PT não é o

        Sim, de fato, o PT não é o dono do Estado.

        E por falar nisso, o que é o Estado no Brasil? Como se formou? Quem, quando, como e quais os interesses dominantes o engendraram? E mais, a quem [realmente] serve esse Estado?

        1. oneide

          20 de março de 2015 1:32 am

          O estado e o comitê executivo

          O estado e o comitê executivo da classe dominante.

      3. Álvaro Noites

        20 de março de 2015 11:14 am

        Ô Neide!!!

        Blablablá e “mentalidade petralha”.

        É nos detalhes que se pega a mentalidade da extrema direita.

  16. Cesário

    19 de março de 2015 6:25 pm

    Desatualização

    O articulista está desatualizado em sua afirmação quanto a melhoria das condições dos pobres “sem mexer com as outras classes. Os ricos ficaram mais ricos, e a classe média tradicional perdeu 19% do poder de compra.

    1. drigoeira

      20 de março de 2015 10:37 am

      Lambedores de botas…

      No Capitalismo os ricos sempre ficam mais ricos. Este é o primeiro mandamento do capital.

      A classe média (os lambedores de botas) estão putos porque os pobres agora fazem o mesmo que eles. 

      1. Cesário

        20 de março de 2015 8:43 pm

        Assumido

        Acredito que você pertence ao segundo grupo.

  17. Cesário

    19 de março de 2015 6:25 pm

    Desatualização

    O articulista está desatualizado em sua afirmação quanto a melhoria das condições dos pobres “sem mexer com as outras classes. Os ricos ficaram mais ricos, e a classe média tradicional perdeu 19% do poder de compra.

    1. Álvaro Noites

      20 de março de 2015 11:11 am

      Classe média

      Classe média tradicional??

      Como você explicaria a avalanche de brasileiros nos EUA maravilha?

      1. Cesário

        20 de março de 2015 8:42 pm

        Estudo

        Estude e você saberá identificá-la.

  18. NRA

    19 de março de 2015 6:38 pm

    Lixo. É um único adjetivo que

    Lixo. É um único adjetivo que cabe a esse post. Manifestações de mais de um milhão de pessoas em todo o país agora representam o fracasso da democracia. Melhor ficar todo mundo em casa, caladinho, sem protestar. Seria o ideal do autor do post.

    1. Iza13

      19 de março de 2015 8:04 pm

       
      Me desculpa! 
      Você deveria

       

      Me desculpa! 

      Você deveria reler o texto umas 100 vezes.

      Não entendeu NADA! 

      1. NRA

        20 de março de 2015 11:35 am

        Esse é mais um dos inúmeros

        Esse é mais um dos inúmeros posts que tentam desqualificar uma manifestação contra o governo atual e eu é que não entendi nada? Deixa de ser inigênua.

    2. Mário SF Alves

      19 de março de 2015 9:47 pm

      Oops… perdão, mas o texto é

      Oops… perdão, mas o texto é imprescindível. E quem dera pudéssemos ter mais centenas, milhares de análises como essa.

      A manisfestação que tanto o fez repudiar o texto e, não obstante o surpreendente acesso de público, lembrou-me muito mais uma caterse coletiva do que propriamente uma manifestação política. Mais uma vez ignoraram a realidade; mais uma vez ignoraram o Brasil real; mais uma vez pessoas estão sendo induzidas a acreditar que o “que é bom para os EE.UU. é bom para o Brasil”; mais uma vez milhões de brasileiros estão se deixando conduzir por oportunistas, por vende pátria e/ou irresponsáveis.

      Diga-me quais as reivindicações políticas daqueles que foram às ruas no dia 15. Aliás, por gentileza, mostre-me uma única reivindicação que tenha sido apresentada e que seja útil a um projeto ou plano de interesse da soberania desse País e ao conjunto da sociedade. Uma única que seja. Uma única reivindicação verdadeira, que seja histórica e socialmente defensável.

      Ou você ainda seria ingênuo ao ponto de ainda acreditar que os neoconservadores, rentistas e/ou neoliberais têm algum compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil?

      A propósito, lixo é como o José Serra, ex-dirigente da UNE, e panfletário no discurso da Central do Brasil, em 1964, se referiu ao livro-documentário A Privatairia Tucana, escrito Amaury Ribeiro Júnior.

      1. NRA

        20 de março de 2015 11:39 am

        Blá, blá, blá….quer dizer

        Blá, blá, blá….quer dizer que para uma manifestação ser válida ela precisa apresentar uma alternativa de plano de governo? Me poupe dessa tergiversação. O que te incomoda é que foi uma manifestação contra o governo atual, do PT. Assuma isso.

    3. Mário SF Alves

      19 de março de 2015 9:47 pm

      Oops… perdão, mas o texto é

      Oops… perdão, mas o texto é imprescindível. E quem dera pudéssemos ter mais centenas, milhares de análises como essa.

      A manisfestação que tanto o fez repudiar o texto e, não obstante o surpreendente acesso de público, lembrou-me muito mais uma caterse coletiva do que propriamente uma manifestação política. Mais uma vez ignoraram a realidade; mais uma vez ignoraram o Brasil real; mais uma vez pessoas estão sendo induzidas a acreditar que o “que é bom para os EE.UU. é bom para o Brasil”; mais uma vez milhões de brasileiros estão se deixando conduzir por oportunistas, por vende pátria e/ou irresponsáveis.

      Diga-me quais as reivindicações políticas daqueles que foram às ruas no dia 15. Aliás, por gentileza, mostre-me uma única reivindicação que tenha sido apresentada e que seja útil a um projeto ou plano de interesse da soberania desse País e ao conjunto da sociedade. Uma única que seja. Uma única reivindicação verdadeira, que seja histórica e socialmente defensável.

      Ou você ainda seria ingênuo ao ponto de ainda acreditar que os neoconservadores, rentistas e/ou neoliberais têm algum compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil?

      A propósito, lixo é como o José Serra, ex-dirigente da UNE, e panfletário no discurso da Central do Brasil, em 1964, se referiu ao livro-documentário A Privatairia Tucana, escrito Amaury Ribeiro Júnior.

  19. Mário SF Alves

    19 de março de 2015 10:18 pm

    Penso que seja hora de

    Penso que seja hora de elaborarmos uma cartilha que d~e base para uma campanha nacional de alimentação de trolls. E por hora não há nada melhor que os blogs de esquerda, liberias ou progressitas para tocar uma campanha dessa natureza. Nada que não seja estritamente centrado numa pedagogia política verdadeira.

    E aí, já alimentou um troll hoje?

    E que jamais se esqueça: o troll de hoje poderá ser um excelente cidadão amanhã, vivo, espritual e produtivamente ativo, íntegro e de excelente potencial político. Todos ganham e a Civilização agradece.

  20. Mário SF Alves

    19 de março de 2015 10:18 pm

    Penso que seja hora de

    Penso que seja hora de elaborarmos uma cartilha que d~e base para uma campanha nacional de alimentação de trolls. E por hora não há nada melhor que os blogs de esquerda, liberias ou progressitas para tocar uma campanha dessa natureza. Nada que não seja estritamente centrado numa pedagogia política verdadeira.

    E aí, já alimentou um troll hoje?

    E que jamais se esqueça: o troll de hoje poderá ser um excelente cidadão amanhã, vivo, espritual e produtivamente ativo, íntegro e de excelente potencial político. Todos ganham e a Civilização agradece.

  21. Zanchetta

    19 de março de 2015 11:25 pm

    Acho que o disco está

    Acho que o disco está arranhado!!!! KKKK… todo dia o mesmo blá-blá-blá…

  22. Neideg

    20 de março de 2015 5:13 am

    Nesse aqui a ONEIDE veio com

    Nesse aqui a ONEIDE veio com todo gás nas provocações.

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