25 de junho de 2026

Raio X do IPCA que não para de subir, por Luis Nassif

Os produtos em alta têm aumentado a cada trimestre. Já são 195 na pesquisa de Abril, contra apenas 58 em queda e 26 estáveis.
Foto: Reprodução

Vamos a um levantamento sobre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de abril de 2022. O índice mensal foi de 1,06%; em 12 meses, de 12,13%.

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É o maior índice mensal desde abril de 1996, já sob efeito do Plano Real. E o maior índice trimestral, semestral e anual desde abril de 2003 – sob os efeitos da inflação de 2002.

Alimentação e Bebidas (2,06%), Transportes (1,91%) e Saúde (1,77%) lideraram as altas nominais.

Já o impacto maior – isto é, o peso no índice final – foi de Transportes (com 0,4188 dos 1,06) e Alimentação e Bebidas (0,4105)

Em 12 meses, as maiores altas foram Saúde (19,70%), Vestuário (15,34%) e Transportes (14,73%). Mas o impacto maior foi o de Habitação (7,05 dos 12,13), Saúde (5,36).

O gráfico da variação de 12 meses dá uma ideia melhor da aceleração a partir de junho de 2020.

Nesse gráfico, levantamos todos os produtos que fazem parte da cesta do IPCA e analisamos seu comportamento a cada 3 meses. Os produtos em alta têm aumentado a cada trimestre. Já são 195 na pesquisa de Abril, contra apenas 58 em queda e 26 estáveis.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    12 de maio de 2022 9:29 am

    Cade o raio X?

    Quais seriam os motivos? Represados pela pandemia, agora em busca de repor perdas?

    Refluxo da alta acumulada dos combustiveis?

  2. jossimar

    12 de maio de 2022 9:37 am

    Na verdade começou a subir a partir de abril/2020.
    Com certeza é culpa da guerra na Ucrânia e da pandemia.
    Podem perguntar ao Bostanaro e o Guedes.

  3. Oikos

    12 de maio de 2022 1:19 pm

    https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-05-11/russian-ruble-surpasses-brazilian-real-as-world-s-best-currency
    Nassif, no link acima grafico mostra desempenho do rublo frente ao dólar americano. Na mesma matéria o real fica em 2o (sic!?) Muita instabilidade ainda. Outra coisa é lembrar de dois especialistas no tema Inflação: o Friedman que culpava a emissão de moeda acima da produção, e o maranhense Ignacio Rangel que com sua curva demonstrou que no Brasil está inversamente relacionada com a produção industrial. A Curva de Rangel parece se manifestar de novo com a desindustrialização não?

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