5 de junho de 2026

Petrobras vai pagar até R$ 1,5 milhão para confirmar eleição do novo presidente

Custo de uma assembleia geral extraordinário para confirmar nome do 4º indicado por Bolsonaro para presidência da estatal, custará até R$ 1,5 mi. Esta é a 2ª vez que Petrobras paga para substituir presidente
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

da Central Única dos Tralhadores – CUT

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por Rosely Rocha

A Petrobras pagará entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em que os seus acionistas confirmarão, ou não, o nome de Caio Paes de Andrade, o 4º indicado por Jair Bolsonaro (PL) para o cargo de presidente da estatal. Na assembleia, os acionistas também deverão analisar os nomes de mais sete novos conselheiros, todos indicados pelo governo.

Esta é a segunda vez que a Petrobras convoca uma assembleia extraordinária sob o governo de Bolsonaro para troca de presidente. Se o custo da nova assembleia for o mesmo da troca de Castelo Branco por Luna e Silva, em 2021, a estatal deve gastar em torno de R$ 3 milhões só para atender os caprichos do Bolsonaro que a todo custo não quer assumir a responsabilidade pelo alto preço dos combustíveis, como se o problema não fosse a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que ele poderia acabar com uma “canetada”.

A informação do custo de convocação da assembleia extraordinária foi dada pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, que disse ter confirmado o valor junto a integrantes do conselho da estatal, por fontes da diretoria da companhia.  Normalmente as assembleias ordinárias já estão com seus custos embutidos no orçamento da Petrobras, já extraordinárias tem um custo extra por não estarem previstas em orçamento.

A dança das cadeiras na Petrobras

Desde que assumiu o governo federal, Jair Bolsonaro trocou quatro vezes o comando da Petrobras. O primeiro a assumir foi Roberto Castelo Branco que ficou no cargo de 3 de janeiro de 2019 a 13 de abril de 2021. Ele foi substituído pelo general Silva e Luna, que ficou apenas um ano no cargo, de 16 de abril de 2021 a 13 de abril deste ano. Foi nesta troca de comando que houve uma Assembleia Geral Extraordinária para que Luna e Silva assumisse.

O atual presidente José Mauro Ferreira Coelho com apenas 40 dias no cargo foi defenestrado por Bolsonaro que indicou Caio Paes de Andrade para o comando da empresa.

Redação

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