O resultado do primeiro turno das eleições do Parlamento francês mostra uma composição legislativa ainda indefinida, mas com boas probabilidades para os partidos de esquerda, na aliança NUPES, uma queda no desempenho da extrema-direita e sem a garantia de maioria pela coligação do presidente Emmanuel Macron, o Juntos.
Este é avaliação do analista político Flávio Aguiar, em artigo para o RFI, sobre o balanço da primeira rodada de votações para o Parlamento Francês, que se encerrou neste domingo (12) e terá um segundo turno no próximo 19 de junho.
Para ser eleito, um parlamentar francês precisa ganhar 50% + 1 de votos na circunscrição pelo qual se candidatou e pelo menos 25% dos eleitores dessa região. Caso contrário, todos os candidatos que obtiveram 12,5% dos votos no primeiro turno concorrem ao segundo. E o total de cadeiras é superior a 577, que é o número de circunscrições eleitorais.
Por isso, o resultado final não é facilmente calculado por pesquisas eleitorais. Entretanto, algumas respostas já foram obtidas desta primeira votação: a coligação dos partidos da esquerda, o NUPES, elegeu 4 deputados, enquanto que a de apoio a Macron, o Juntos, garantiu somente 1.
Ainda, o NUPES obteve a melhor votação em 194 circunscrições, e disputará o segundo turno em mais de 500 delas. O partido do presidente foi melhor votado em 203 circunscrições – apesar de positivo, o resultado não garante que ele conseguirá a maioria do Parlamento.
A extrema-direita que apoia Marine Le Pen – o Reunião Nacional – foi a mais votada em 110 circunscrições, e o Reconquista, outro partido de extrema-direita, não teve um bom desempenho, de somente 4,2% dos eleitores.
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