Um grupo de médicos começou a organizar um abaixo assinado contra o Conselho Federal de Medicina (CFM) após o presidente Jair Bolsonaro participar de um evento na entidade e novamente propagandear remédios sem efeito contra a Covid-19.
Os profissionais organizaram grupos de WhatsApp para recolher assinaturas ao documento elaborado pela Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia.
O texto do manifesto diz que “não há como justificar o convite e apoio político explícito [do Conselho] a um candidato a reeleição, que, enquanto Presidente da Republica de um país assolado por uma grave pandemia, minimizou seus riscos, defendeu e promoveu tratamento comprovadamente ineficaz contra a COVID-19, desestimulou o uso de medidas não farmacológicas eficazes na prevenção da transmissão da doença, como uso de máscaras e isolamento social, debochou de pessoas que morreram com falta de ar, atrasou a compra de vacinas e jamais prestou qualquer solidariedade às centenas de milhares de vítimas da doença ou aos seus familiares.”
De acordo com o documento, a conduta do governo Bolsonaro colocou o Brasil entre os países com maior taxa de mortalidade por Covid. Além disso, para os profissionais, a entidade desviou do seu principal objetivo com o comportamento.
“Entendemos que o CFM incorreu em desvio de finalidade ao promover esta reunião amplamente divulgada pela mídia. Defendemos o SUS Universal e 100% público. Defendemos a Vida. O CFM não nos representa!”, diz o manifesto.
A mobilização ocorre na mesma semana em que a PGR informou não ver motivos para investigar Bolsonaro e outros membros do governo denunciados na CPI da Covid.
Atualmente, o CFM é presidido por José Hiran da Silva Gallo.
Com informações do Estadão
Aracy Balbani
29 de julho de 2022 2:15 pmO CFM não me representa. Me envergonha profundamente.