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A campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) precisa contornar mais um problema: desta vez o aborrecimento se trata da arrecadação, que está muito abaixo do esperado.
Até a tarde da última quinta-feira (20), o montante recebido e declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi de R$ 50,6 mil.
Para tentar alterar o cenário e alavancar as arrecadações, a estratégia da campanha do mandatário será usar à favor o pequeno crescimento de intenções de voto que Bolsonaro somou nas últimas pesquisas eleitorais.
Até então, no entanto, a ideia da equipe bolsonarista era de desqualificar – por exemplo – o Datafolha, considerado um dos institutos de pesquisas mais respeitados do país.
Na última pesquisa, divulgada nesta semana, Bolsonaro cresceu três pontos percentuais em relação ao seu principal adversário político e preferido dos brasileiros para assumir o Planalto, o ex-presidente Lula (PT).
“Integrantes [da campanha] veem os levantamentos como um trunfo necessário para aumentar as arrecadações”, informou a colunista Bela Megale, no O Globo.
“Mesmo com ataques públicos às pesquisas, os integrantes da campanha dizem, em reuniões a portas fechadas, que o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas mais recentes, mesmo que tímido, ajudará o empresariado a acreditar na virada e fazer doações”, apurou a colunista.
Além disso, segundo a coluna, todo núcleo da campanha teria sido escalado para falar com grandes empresários e tentar aumentar as arrecadações. O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o candidato a vice, Braga Netto (PL) são os nomes com maior credibilidade para representar diretamente Bolsonaro no tema.
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