4 de junho de 2026

A leitura de um ex-diretor do Datafolha sobre a nova pesquisa

Bolsonaro reduziu a distância para Lula de 18 para 15 pontos, mas isso não basta para quem precisa chegar ao segundo turno. Entenda no GGN
Lula com um terno cinza, camisa azul, com o rosto apoiado na mão em que falta um dedo
Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Globo, e divulgada na noite desta quinta (18), mostrou um pequeno avanço de Jair Bolsonaro no cenário de primeiro e segundo turno.

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Bolsonaro cresceu acima da margem de erro, e saiu de 29% das intenções de votos em julho para 32% na pesquisa de agora, agosto. Lula seguiu com 47%, estável. Os dados do Datafolha confirmam as pesquisas mais recentes da Quaest (45% x 33%) e Ipec (44% x 32%).

Na leitura de Mauro Paulino, ex-diretor do Datafolha, o crescimento de Bolsonaro foi sutil, mas insuficiente. Sobretudo para quem gastou muita munição – Auxílio Brasil turbinado, redução de preços de combustíveis e outras benesses pagas na esteira da PEC Kamicaze.

Bolsonaro reduziu a distância para Lula de 18 para 15 pontos percentuais no primeiro turno, mas não basta para garantir que chegará ao segundo.

Faltando 45 dias para o dia 2 de outubro, Bolsonaro precisa começar a crescer em velocidade mais rápida, e fazer com que Lula – que está estável há alguns meses – caia.

Caso contrário, Bolsonaro corre o risco de nem ver o segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ele disputaria com Lula até as “vírgulas” na contagem de votos para chegar ao segundo turno, pois o petista segue com chances de matar a eleição já no primeiro.

A análise de Paulino foi divulgada na GloboNews, na noite desta quinta (18).

Leia mais:
Lula segue com 47% e Bolsonaro avança de 29% para 32% no Datafolha

Redação

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2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    19 de agosto de 2022 8:18 am

    Curioso discutir oscilações de 3% quando a margem de erro é 2%.

  2. GalileoGalilei

    19 de agosto de 2022 11:54 am

    Todo o cuidado é pouco e deve-se evitar o clima de “já ganhou”. Mas o que a grande maioria dos analistas enxerga como um crescimento de Bolsonaro, capaz de emparelhá-lo com Lula, é, na verdade, apenas uma transferência das intenções de voto daquilo que foi denominado de terceira via, tornada órfã, e que resolveu assumir de vez, e sem maiores pudores, seus pendores antidemocráticos. Lula e PT são, para eles, apenas pretextos para milicianos enrustidos, com pretensões aristocráticas, darem vazão a seu projeto de destruição de qualquer vestígio civilizacional no Brasil. Bolsonaro, ainda que, publicamente, para ele torçam o nariz, é sim objeto de admiração; assim como fazem parte de seu panteão de heróis não declarados, Carlos Alberto Brilhante Ustra, Capitão Ubirajara, Coronel Erasmo Dias, Henning Albert Boilesen, Major Curió, Jarbas Passarinho i tutti quanti.

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