4 de junho de 2026

Ciro, o Peter Pan da política brasileira, por Francisco Celso Calmon

Ciro vive de sonhos e abstrações com impulso autocrático.

Ciro, o Peter Pan da política brasileira

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por Francisco Celso Calmon

Ele não cresce e insiste acreditar que construirá a terra do nunca, na qual será o Barba Negra, um manda chuva do país.

Ciro vive de sonhos e abstrações com impulso autocrático.

Provocar conflito entre o Congresso e o povo é o método imaginado para compensar a falta de apoio político e alianças em sua improvável governabilidade; método que não deve ser confundido com os usos de instrumentos de participação direta do povo, via plebiscito, referendo, iniciativas populares, que requerem precondições para validade e operacionalidade.

Seu raciocínio cartesiano já não causa admiração, não empolga o povo, apenas um comportamento muito indulgente do Bonner da Globo, afinal, Globo é sempre Globo, antipovo, antipetista. 

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Ciro abusou de falsos silogismos. Tem imaginação fértil.

Mas o Brasil não é o Ceará. Governar o país exige habilidade política e alianças partidárias.

Seu lugar é na cátedra e na consultoria. Porque para governar uma nação é mister a mediação da politica na luta dos interesses contrários de uma sociedade.

Sem fuga, Ciro, esqueça Paris, ajude o Brasil a sair do inferno bolsonarista, vote por quem mais fez pelos necessitados, sem abstrair os erros, eleja Lula.

Até a deserção de 2018 pode ser perdoada mediante arrependimento e contrição sinceras.

O que é imperdoável e acinte à sua inteligência é comparar Lula ao genocida do planalto.

A polarização é real e não é produto de subjetivismos, de vontades, é produto da dialética de nossa história recente, aquela iniciada pelo Aécio pregando o inferno para o governo Dilma, aquela que com STF e tudo mais ocasionaram o golpe de 2016.

A história da não-resistência é que pode ser adjetivada como odienta, na qual você fez parte.

Quando com o passar dos anos o isolamento cresce, é sinal de que já passou da hora de rever o seu personalismo, a sua autoidolatria, o seu complexo de superioridade, pois não encontrará pixum, a pedra preciosa que concentra o pó de fada, para resolver os problemas reais do país, com a sua história e realidade concretas, das quais não haverá abstração que o levará a terra do nunca.

Francisco Celso Calmon, coordenador do canal pororoca e ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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  1. Bruno

    26 de agosto de 2022 9:50 am

    Exatamente texto. Ciro aparentemente vive outra realidade.

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