15 de junho de 2026

Anvisa libera importação de vacina contra varíola dos macacos

O órgão também autorizou a dispensa de registro para o uso e a importação de um medicamento para o tratamento da doença
Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY

da Sputnik Brasil

Na sexta-feira (26), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou por unanimidade a dispensa de registro para importação da vacina Jynneos/Imvanex contra a varíola dos macacos, a ser importada pelo Ministério da Saúde.

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Conforme publicou a Agência Brasil, o órgão também autorizou a dispensa de registro para o uso e a importação de um medicamento para o tratamento da doença, o Tecovirimat. A importação também será realizada pelo Ministério da Saúde.

A autorização da vacina se estende aos imunizantes Jynneos, dos Estados Unidos, e Imvanex, da União Europeia (UE). Apesar dos nomes diferentes a depender do local, os produtos são idênticos. Ambos são da empresa Bavarin Nordic A/S e são fabricados na Dinamarca e na Alemanha.

Segundo a Anvisa, ainda não houve pedidos de ensaio clínico em vacinas a ser conduzido no Brasil, assim como não existe protocolo submetido ou vacina registrada com a indicação contra a varíola dos macacos no país.

Já o medicamento antiviral autorizado temporariamente por seis meses tem indicação para uso em adultos, adolescentes e crianças com peso mínimo de 13 kg. A concentração do medicamento de uso oral é de 200 mg. O Tecovirimat é fabricado nos EUA pela Catalent Pharma.

Declarada emergência global, doença já tem quase 4 mil casos no Brasil

Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos uma emergência de saúde global. Conforme dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), apenas neste ano, 47.209 casos da doença foram confirmados em pelo menos 92 países nos quais a doença não é endêmica.

Os países com mais casos registrados são os Estados Unidos (17.431), a Espanha (6.459), o Brasil (3.984), a França (3.421), e a Alemanha (3.405). Apesar do número de casos, apenas três mortes foram confirmadas entre nesses países, sendo duas na Espanha e uma no Brasil.

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