Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, 7 de setembro, mostra que Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, não tem conseguido reduzir a rejeição entre mulheres e está estagnado entre o eleitorado evangélico. A observação é do CEO da Quaest, Felipe Nunes.
Entre mulheres, Lula (PT), que lidera a corrida presidencial e tem 48,3% dos votos válidos, manteve sua vantagem de 15 pontos percentuais. Mesmo com a primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha de TV, com as entrevistas, sabatinas e debate na Band, “Bolsonaro não conseguiu capturar esse voto”. É o que analisa Nunes.
“O principal desafio do presidente é reduzir sua rejeição entre as mulheres. Quase 60% delas dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 41% delas dizem não votar em Lula. No caso dos homens, observamos um empate, com ambos rejeitados por aproximadamente 50%.”
O voto evangélico
Já no quesito religião, a ofensiva da campanha de Lula parece ter surtido efeito. “Enquanto Lula tem vantagem de 22 pontos e está estável entre os católicos, Bolsonaro leva boa vantagem entre evangélicos (27 pontos), mas parou de crescer”, comentou Nunes.
Para o especialista, o desafio de Bolsonaro continua sendo o de diminuir sua rejeição, e o de Lula, manter sua rejeição menor do que a de seu adversário.
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