5 de junho de 2026

Medidas eleitoreiras de Bolsonaro coloca reeleição em xeque, diz coordenador da campanha de Lula ao GGN 

Edinho Silva comentou ao GGN sobre os resultados da última pesquisa Datafolha. Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, também participou
Imagem: Reprodução/TV GGN

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O coordenador de comunicação da campanha à reeleição do ex-presidente Lula (PT), Edinho Silva, comentou com exclusividade ao GGN a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9). A entrevista, comandada por  Luis Nassif, na noite de ontem, também contou com a participação de Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula mantém 45% das intenções de voto. Depois do 7 de setembro, no entanto, Jair Bolsonaro (PL) oscilou positivamente de 32% para 34%. Em votos válidos, Lula tem 48%, o que indica segundo turno, em que o ex-presidente venceria o atual por 53% a 39%.

“Eu não tinha nenhuma dúvida que as medidas tomadas pelo governo, desde a desoneração do combustível, da energia elétrica, auxílio emergencial, liberação do fundo de garantia, enxurrada de crédito, tudo isso faria com que Bolsonaro oscilasse positivamente nas pesquisas”, disse Silva. 

“É a maior utilização de máquina pública numa eleição na história brasileira. Eu penso que o instituto da reeleição está colocado em xeque. Se o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o Congresso não fizerem nada, qualquer temporal que cair na cidade em 2024, o prefeito decreta estado de emergência e abre as burras, vai fazer chover dinheiro”, lamentou o coordenador.

“Essa melhora é pequena perto de tudo que o governo fez. Eu penso que Datafolha trouxe tudo aquilo que nós avaliamos nas pesquisas anteriores”, ponderou. “Nos setores mais empobrecidos, essa melhora não chega nos gêneros básicos (alimentação, produtos de limpeza, etc). Agora, nos setores médios que votaram no Bolsonaro em 2018, é claro que a tendência de movimentação que é permanente, mas muito pequena”, explicou. 

“Eu penso que nas próximas semanas, essas duas retas se mantenham e que alguma mudança ocorrerá se algum episódio se caracterizar. Se nada acontecer, a tendência é que a gente vá para o segundo turno. Se alguma coisa acontecer, um fato novo, movimentação de reta final, nós podemos ainda ter uma oscilação importante e, no caso de Lula, ganhamos no 1º turno. Mas a tendência é que essas duas retas se mantenham até o final do primeiro turno”, completou Silva. 

Vitória no primeiro turno

Segundo Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, a pesquisa é “boa pro Lula”. “Pegou o cidadão no pico da exposição que poderia ter. Acabou de passar por uma prova de fogo e conseguiu botar muita gente na rua”, disse.

Em relação a captação de voto útil, que pode dar a vitória a Lula logo no primeiro turno, Coimbra diz que a probabilidade da vitória “sempre existe”. 

“Estamos vendo desde o ano passado, em pesquisas qualitativas e quantitativas que existe o sentimento significativo de resolver logo, não ficar demorando”, explicou. “O brilho da vitória de Lula é ter ressurgido depois do que enfrentou. Voltar, para se eleger presidente da República, é mais do que uma grande vitória”, destacou.

“A esperança principal do campo progressista é que uma parcela grande do eleitorado do Ciro [Gomes (PDT), que tem dúvida de votar nele [Lula]”, finalizou Coimbra. 

Assista a entrevista na íntegra:

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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