4 de junho de 2026

A saída é aprofundar a democracia, por Luis Nassif

Não se pode mais conviver com os níveis de miséria e fome que ameaçam a continuidade do Brasil como Nação

2013 marcou o fim de uma época das democracias liberais no mundo. A ultra financeirização, o financiamento das campanhas eleitorais, a alienação dos eleitores, a frustração das promessas de melhoria da vida das pessoas, tudo isso produziu um terremoto mundial e colocou em xeque definitivo o modelo da democracia liberal.

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Há dois caminhos pela frente: a autocracia, e até a tomada do poder pelas milícias, como no Brasil; ou o aprofundamento democrático.  Não existe terceira via, a sobrevida da ultra financeirização.

A única salvação da democracia será seu aprofundamento, colocando a pessoa como centro das políticas públicas. Não apenas isso: terá que ser agente ativo das políticas que lhe digam respeito.

É interessante analisar o sentimento de Nação interno. Dois segmentos incorporaram – de forma distinta – o amor à pátria. Numa ponta, os vulneráveis, os favelados, os sem-terra, sem Estado, o que cantam o “barracão de zinco, sem telhado”; na outra, o interior, especialmente o interior rural. Sempre me surpreendi nas palestras no interior, quase todas abertas com o Hino Nacional.

Em ambos os casos, os públicos eram meros espectadores de políticas econômicas definidas na Faria Lima ou na Paulista.

O PT conseguiu abrigar as demandas políticas da periferia, organizá-las e trazê-las para o jogo político. Já o nacionalismo do interior ficou órfão. São pequenos e médios proprietários, uma classe média modesta, que se comovem com os símbolos nacionais, mas estão apegados a um imobilismo conservador, envolto em uma manta de preconceitos, esquecidos pelos partidos modernos.

Com as redes sociais, descobriram, inicialmente, formas de manifestação além da vizinhança. Depois, os neopentecostais exploraram seu potencial. E o bolsonarismo deitou e rolou.

Hoje em dia, a antiga sociedade civil desorganizada é uma força política movida a ódio e violência. Não sabe construir, não foi ensinada a se articular. O que a move é apenas a força bruta.

A revolução democrática no Brasil se dará através do aprofundamento da democracia. E, por tal, não se entenda apenas a expansão das políticas sociais e dos direitos, mas a participação expressa na construção das novas políticas.

Daí a necessidade de pactos federativos com estados, municípios, à volta das conferências nacionais, do conselhão, a mobilização de todas as formas de organização – do Movimento dos Sem Terra às Federações empresariais.

Se eleito, Lula terá que ser o maestro, não o solista. Nas gestões anteriores houve algumas experiências iniciais bem sucedidas, mas sem continuidade. Uma delas foi a Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Houve um desenho no qual foram constituídos diversos grupos industriais setoriais, que deveriam definir os pontos centrais de inovação tecnológica. A partir daí, entrariam em ação os órgãos de financiamento à pesquisa. Haveria um enorme avanço se, em cada área, forem incorporadas as centrais sindicais. 

No caso da agricultura familiar, a melhor tecnologia social é a do Movimento dos Sem Terra. As etapas são conhecidas:

  1. Avançar na desapropriação de terras improdutivas, de fazendas com passivos fiscais e todas aquelas previstas na legislação.
  2. Arrendar as terras para os sem-terra, permitindo o usufruto, mas não a propriedade, para evitar a especulação e a concentração de terras.
  3. Apoio técnico e financeiro para trabalhar a produção, dentro do mesmo modelo abraçado pelo cooperativismo.

Para os pequenos proprietários rurais, o cooperativismo é essencial. E o sistema financeiro das cooperativas têm sido um sucesso, substituindo as taxas excessivas dos bancos. Em relação às pequenas e micro empresas, há várias formas de financiamento, associados a apoio gerencial. No caso das grandes cidades, a revitalização de zonas mortas, com políticas de assentamento de sem-teto.

Enfim, há um enorme contingente de políticas, algumas já experimentadas, outras esboçadas. E um sentimento, que começa a se tornar majoritário, de que não se pode mais conviver com os níveis de miséria e fome que ameaçam a continuidade do Brasil como nação.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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11 Comentários
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  1. Antônio Uchoa Neto

    16 de setembro de 2022 8:23 am

    Algumas palavras sobre a Democracia:

    A Democracia é a antiparástase (antiparástase: recurso de oratória que consiste em apresentar como louvável, portanto não passível de condenação, um ato imputado ao réu) por excelência da Burguesia Ocidental. É o massacrante sistema de relação social – sob sua encarnação política – que ela impõe ao trabalhador que dá forma a sua riqueza, como mercadoria, e torna possível sua prosperidade, como valor, e que é apresentado, enquanto sistema, como o suprassumo da generosidade ímpar de que ela, a Burguesia, é dotada. As ordens sócio-políticas criadas em nichos específicos e, de alguma forma, outorgada ou imposta a todos, tem a unânime e universal reprovação das cabeças pensantes da humanidade, sempre; menos a Democracia, tornada célebre em uma sociedade escravocrata, e imposta como universalmente benfazeja por uma sociedade escravista. É a Democracia o altruísmo objetificado, a liberdade hipostasiada, a portadora da justiça e da felicidade, essas esquivas, como diria Machado. Porque ela, ao contrário de seus antecessores no comando do mundo, déspotas, tiranos, não prende, não tortura, e nem queima aqueles sob seu jugo (ao menos não diretamente, nem ao pé da letra), mas os emprega, e lhes paga salários, em troca de uma jornada de trabalho, propiciando-lhes, também, o deleite supremo do consumo. Mas que, ao fim e ao cabo, os mantém presos em um ambiente determinado por várias horas, os submete a esforços físicos extenuantes, e lhes reduz o ânimo e disposição a cinzas. E não apenas durante o expediente. Alguns chamam a isso de jugo suave, ou fardo leve. Observe-se como chamar uma coisa de outra (geralmente o seu contrário) é a própria ideologia burguesia. Os livres são escravos, do emprego e do salário, e os escravos são livres para comprar o que quiserem – nossa lojas estão de portas abertas para vocês. Deixem aqui mesmo, em nossas mãos, o que sobrou do valor que vocês produziram – aquilo a que denominamos salário. Primeiro ficam com a mais-valia, depois com o salário, filho pródigo que à casa torna. Mas isso se dá porque a Burguesia, liberta do Senhor Feudal, do Senhor Clerical, e de todos os senhores que um dia já a submeteram, já não lembra (graças a Deus! graças a Deus?) nem de um, nem de outro, nem do jugo, nem do fardo; e aquilo de que já não mais nos lembramos, não tem peso; é leve como uma brisa matinal. Agora que se livraram das cangalhas e das cargas, e os jogaram sobre outros mais afortunados, dando-lhes o elixir da dignidade – o trabalho – estão livres e com tempo para explicar, a estes que os substituíram, como eles são felizes e bem-aventurados, sob o Trabalho e sob a Democracia. A Democracia, longe de ser o menos ruim dentre os sistemas políticos à disposição do Homem, é o único sistema que, sendo tão ruim quanto todos os outros, ou pior, é o único louvado universalmente (e ‘universalmente’ tem aqui seu significado ideológico burguês primário, ou seja, só é universal lá para as suas…policiemo-nos, e evitemos expressões coloquiais dúbias e suspeitas de racismo ou felonia), como a máxima realização da bondade natural do ser homem, tal como a imaginava Rousseau.
    Estenda-se esse mecanismo, da relação patrão-empregado, para a relação países ricos-países pobres, e aí está o modo como o mundo funciona. Até hoje.
    Democracia é nada menos que uma história da carochinha, de origem franco-americana (criada pelos primeiros, e ampliada, revista e melhorada, pelos últimos), cujo desenvolvimento teve início no final do século XVIII, quando, em França, uma determinada camada social ascendente descobriu que a desgraça humana não era a coisa do mundo mais bem distribuída, e que nem os mais fáceis (e muito menos os mais difíceis) de contentar nas outras coisas todas da vida, não costumavam desejar mais desgraças do que as que já tinham jogadas sobre si. À medida que ascendiam naquilo que viria a ser chamado de Quadro Social (por outros referido, jocosamente, como “belo quadro social”), esses engenhosos espécimes descobriam maneiras de se livrar de uma das desgraças por eles identificadas como tais, o Trabalho (absolutamente necessário para sobreviver, em primeiro lugar, mas que podia – eureca! – servir para prosperar e emular o estilo de vida de uma outra camada social, diminuta em número e opulentíssima em numerário, e que parecia ter, sobre as próprias costas – ao menos, vistas de longe – quase nenhuma desgraça a si inflingida, que não as de sua própria criação e extração), ainda que este permanecesse sob seu controle, no que diz respeito aos seus frutos. Oh, como é bom e decente propagar ideias e ideais tão nobres, quando não se tem de segui-los! Pois devemos, todos, trabalhar, e sem pensar nos frutos do trabalho; trabalhar por amor ao trabalho, para colher e desfrutar suas recompensas: o ser tido como digno, leal, cumpridor de seus deveres, submisso às autoridades! Ide e trabalhai, deixai o trabalho de propagar lemas e slogans, que disso nós nos ocuparemos, com todo o prazer!

    Sim, é por demais singular que aqueles que não trabalham – e que, portanto, não podem ser dignos e nem merecedores das graças dos céus (já que as da Terra estão todas em suas mãos) – sejam, se não os criadores, ao menos os mais constantes e denodados divulgadores de tão sensatas e virtuosas ideias. E isso só é possível dentro do sistema que eles criaram, não o menos ruim, não o primus inter pares, mas o único, porque incute na cabeça de todos que o sofrimento é virtuoso, a pobreza é honesta, e a morte é a porta do paraíso – para onde eles não vão, eles, que não sofrem, não são pobres, e sabem que não há nem Paraíso, nem Inferno – apenas o Trabalho! Que, naturalmente, é melhor apreciado – e suportado – lá, no nicho deles, onde o ócio permite que dediquem-se a pensar e chegar a essas edificantes conclusões. Aos pobres, não é dado tempo para pensar. Por isso aceitam, bovinamente, seu destino: o matadouro do cansaço, do sofrimento, da pobreza. Seres abençoados!

    (…) Atribui-se a Winston Churchill a qualificação da Democracia como o pior regime político possível, à exceção de todos os outros. E assim o velho imperialista britânico, fascista, racista, misógino, aporófobo – um Bolsonaro com cérebro e griffe – foi alçado à condição de baluarte da Democracia. Churchill, tenham em mente, primeiro-ministro de um Império, no panteão sagrado dos defensores da Democracia, o governo do povo, pelo povo, e para o povo.

    Para mim, isso não serve nem como piada. Aliás, por falar em piada, é o mesmo Churchill a quem se atribui um diálogo com uma senhora chamada Nancy Astor: “Se eu fosse sua esposa, Mr. Churchill, eu lhe serviria chá envenenado”, teria dito a dama. “E se eu fosse seu marido, senhora, eu beberia o chá”, teria respondido o notável democrata. Pano rápido.

    A Democracia, além de não ser um regime político, nunca foi, de fato, e à nível de política de Estado, praticada neste mundo. Tal e qual o Socialismo, que também jamais foi praticado sobre o planeta, em sua forma pura – o que é uma categoria totalmente ideal – e a única em que o Socialismo, de fato, transita: na pureza do ideal. Já o fascismo…
    O Fascismo dirige um apelo à natureza real do Homem, enquanto o Socialismo apela à natureza ideal do homem. Portanto, o Fascismo não só é corriqueiro na História da humanidade, como se adapta (e se adaptou) naturalmente a todos os desenvolvimentos e transformações ocorridas no seio do Capitalismo, ao longo dessa mesma História. Onde entra a Democracia, aí? No nome. Hitler, Mussolini, Churchill, todos notórios democratas, todos alçados ao poder pelo voto do cidadão, brandindo bandeiras e palavras de ordem democráticas. Na mão desses democratas, uma espada é um símbolo tão democrático quanto uma cruz. Na Democracia, por não ser um regime político, apenas uma fachada que se adapta à qualquer regime, não há ação política, apenas discurso político. Aqueles “representantes do povo”, eleitos e atuantes nas câmaras baixas e altas, não servem ao povo que os elegeu, mas aos senhores que financiaram suas campanhas, e lhes possibilitam viver de sinecuras, além dos eventuais 30 mil que caem do céu, de vez em quando.

    Há exceções? Certamente. Mas basta botarem as manguinhas de fora, e terminam encarcerados em masmorras curitibanas por 580 dias, ou enfrentando uma penca de processos judiciais que equivalem a masmorras curitibanas perpétuas. Gostaria de fazer coro a um post do Fábio de Oliveira Ribeiro (não lembro qual, nem quando), e louvar os discursos, todos honestos, sinceros, e íntegros, realizados nas recentes demonstrações em defesa da Democracia. Mas o povo – e não apenas os desgraçados e deserdados que hoje se amontoam em nossas ruas, calçadas e sob nossas marquises, que o Fábio viu, em seu caminho para as demonstrações – mas toda a imensa massa de desempregados, desalentados (esse sou eu), é de fato atingido por essas palavras? Já no mesmo dia o genocida se referiu à “cartinha”, dizendo que ela vale menos que um papel higiênico. A tendência irremediavelmente escatológica da mente (sic) presidencial passa batida aos olhos do povo, mas a mensagem é clara, tangível, concreta, cristalina: “esse povo só sabe falar, quem baixa o preço do combustível, quem dá auxílio emergencial, sou eu!”

    Porque é isso que está de fato acontecendo, e isso, de fato, tem impacto sobre as pessoas. O povo não tem memória, somente sensações e desejos instantâneos, imediatistas. De que valem discursos em defesa da democracia, se o principal inimigo da democracia se declara democrata e as pessoas – que não tem paciência nem suportam frases com dois períodos, que dirá discursos! – acreditam nisso, não por convicção, mas porque não tem condições de assimilar criticamente nenhuma informação, e muito menos avaliar seu grau de verdade. Basta uma baixa no preço da gasolina, um auxílio-merreca, e tudo fica bem!

    É um beco sem saída. É o que dá nos denominarmos sob o regime de algo que não existe. Quando, onde, e como, os operários de qualquer país do mundo tiveram, em suas mãos, a posse ou a propriedade dos meios de produção? E quando, onde, e como, os cidadãos de qualquer país do mundo tiveram em suas mãos as decisões políticas e administrativas de seus países?

    Democracia, tal como o Socialismo, não existe no mundo real; e se ajusta à qualquer regime político e econômico, se compraz em estar na boca de quem quer que seja, de Sobral Pinto e Hélder Câmara a Médici e Bolsonaro, de Stuart Mill a Henry Kissinger, de Voltaire a Thiers. No dia em que transitarmos da Democracia ideal a algum tipo de Democracia real…

    Se um dia, melhor dizendo.

  2. Vladimir

    16 de setembro de 2022 8:47 am

    “E um sentimento, que começa a se tornar majoritário, de que não se pode mais conviver com os níveis de miséria e fome que ameaçam a continuidade do Brasil como nação.”
    Será está se tornando majoritário?
    O que é miséria?
    Não sairemos do lugar enquanto estivermos presos aos conceitos e preconceitos encrustrados na nossa cultura.
    A miséria, tal qual parece estar diagnosticada no post,está diretamente associada a fome.
    Este é nosso principal erro.
    A miséria é muito mais abrangente ,é a miséria humana,da dignidade do ser.
    É a falta de moradia,de educação, de saúde e ,principalmente, de trabalho e salários dignos.
    Não é mais possível não quebramos esse paradigma onde determinados serviços sequer receberem um salário mínimo que possibilite a sua sobrevivência enquanto outros serviços são aceitos naturalmente como elitistas e tem salários muitas vezes superiores ao da base miserável.
    O Brasil, pelo seu tamanho e riquezas não pode ter essa desigualdade.
    Essa desigualdade é cultural e estrutural na sociedade brasileira.
    Se não rompermos esses paradigmas, se não aceitarmos que um ajudante de pedreiro, por exemplo, tenha um salário digno e não 10 vezes menor que assalariados do topo,ficaremos eternamente discutindo nossos fracassos.
    A mudança cultural é, portanto, a primeira mudança que precisamos promover.

  3. Jose

    16 de setembro de 2022 9:32 am

    Grande texto, mais uma vez, do jornalista Nassif. Democracia verdadeira é tudo que o Brasil precisa pra retomar o rumo de grande Nação, num País que já é rico.

  4. Renato Lazzari

    16 de setembro de 2022 1:19 pm

    Caro Nassif, você já ouviu falar na Corporación Mondragón?

  5. Leonel

    16 de setembro de 2022 3:24 pm

    O comentário do Nassif sobre o “nacionalismo do interior” e “sociedade civil desorganizada” me fizeram lembrar do XVIII de Brumário de Luis Bonaparte (Marx). Pra quem já leu, me refiro a questão dos grupos que não chegam a compor uma “classe” pois justamente não possuem organização nem uma pauta própria, e acabam levados por alguma onda (quase sempre conservadora). Na obra de Marx o exemplo dessa ‘não-classe’ são o que ele chama de camponeses parcelários…. um grupo que acabava dando suporte às ideias mais retrógradas, monarquistas e afins.
    O texto de Marx se aplica bem a esse bolsonarismo de interior que vemos aqui.

  6. José Carvalho

    17 de setembro de 2022 10:39 am

    A pacificação do País é uma das principais medidas necessárias para posicionar o Brasil em direção ao aprofundamento da democracia. O acirramento das intolerâncias que acontece de diversas maneiras e que vai marcando as formas de convivência dos brasileiros, está criando uma falta de identificação entre as várias camadas da sociedade. Grupos de empresários de um lado e outros grupos de outros lados, todos contra todos; nos mais variados assuntos armam-se trincheiras onde não basta a opinião contrária, as agressões mútuas os faz quase inimigos. Mesmo entre as Instituições de Estado o pessoal passa a prevalecer em relação ao normativo, tornando inválido o legislado. Há um crescente descrédito das Instituições com desrespeito ao papel que deveria ser cumprido por elas. Uma Nação em decomposição interna e com as consequências no âmbito internacional. Enfrentar a fome e a pobreza em crescimento no País só será possível caso todos queiram assumir-se como uma única Nação e dependentes do mesmo hábitat. Ideias, pensamentos, crenças diferentes, mas todos no mesmo barco. Desenvolver o País social e economicamente, com essas visões diferentes e o respeito devido para construir uma condição digna para toda a sociedade brasileira. O Estado é um bem comum para a sociedade. Assim como o País é um bem de todos. Exige portanto uma participação de toda a sociedade no seu progresso e crescimento/desenvolvimento.

  7. Mário Mendonça

    17 de setembro de 2022 11:04 am

    O PNPS que o PT esboçou foi escanteado pela grande mídia elitista oligárquica e matou o pouco de democracia que foi apresentado pelo projeto.

  8. José de Almeida Bispo

    17 de setembro de 2022 12:17 pm

    O povo quer chefe. Sempre quis. Simples.
    Quando há sabedoria por parte dos operadores do estados gerais, esse messianismo é compensado por medidas inteligentes e consensualizadas; porém quando estes, especialmente a classe média emburrece além da conta…

  9. José de Almeida Bispo

    17 de setembro de 2022 12:19 pm

    2014 reloaded. Tomara que com sinal invertido.

  10. Comerporbaixo

    18 de setembro de 2022 11:43 am

    A crise é da democracia representativa. Por isso, radicalizar a democracia é coletivizar por baixo. PT abandonou idéia de vilas camponesas. O MST meio que refugou, retrancou, decidiu ir pra defesa e acumular forças e viver um pouco suas conquistas, criar seus filhos etc. Arrendar terras coletivamente para vilas camponesas é fazer pela base a democracia direta.

  11. Milton

    29 de setembro de 2022 8:06 am

    Belo e sempre oportuno texto de Antonio Uchoa Neto.
    Olho para o Brasil velho de guerra e sua história.
    A vinda da corte portuguesa deu-se encima de uma sociedade escravista já assentada. Os bons e maus hábitos juntos atravessaram o Atlântico.
    Não por acaso os dois terminaram no mesmo período histórico, um ano e meio de diferença.
    Entretanto por aqui seguiu a escravatura sob forma democrática e capitalista, selvagens como é a “elite” brasileira.
    Dizem que é o melhor na condução de países.
    Na realidade são neutros como todos os demais.
    O uso que deles se faz os torna bons ou maus.
    Aqui a disfunção é notória e degradante.
    Agora vivemos mais uma eleição à beira do precipício.
    Optaremos entre o horror e uma sopinha aguada aos escravos da hora.

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