A última pesquisa de safras do IBGE traz algumas informações curiosas.
Entre agosto de 2012 e agosto de 2022 – 10 anos, portanto – o maior crescimento de área plantada foi da soja, seguido do milho (2a safra) e do trigo.
E houve grandes quedas em culturas voltadas à alimentação, mostrando o descaso das políticas públicas em relação à agricultura familiar.
Por outro lado, as maiores quedas foram em milho (1a safra), arroz, feijão (1a safra), provavelmente refletindo o abandono de políticas de estímulo à agricultura familiar.
O avanço da soja é pesado. Em agosto 2012, representava 49,6% da área plantada total de cereais, leguminosas e oleaginosas. Em agosto de 2022. já estava em 55,9%.
Os dados da expansão da soja ficam mais nítidos no gráfico abaixo, que compara produção e área colhida.
José de Almeida Bispo
20 de setembro de 2022 8:58 amOu seja, caminha para uma cultura meramente predatória; nem se importando para os aspectos deletérios da queda de produtividade, com aumento absoluto em cima do desmatamento, puro e simples.
antonio cezar perin
20 de setembro de 2022 9:34 amTem haver sim um pouco na escolha de prioridades. Mas é fruto sobretudo do Modelo Economico que estimula a venda de comodites…Com a demanda chinesa em alta os grãos de soja são procurados pelo mundo..Além disso se faz necessario juro zero de financiamento para os produtos da cesta básica.
solle
20 de setembro de 2022 6:46 pmdados do feijão e arroz não estão corretos
ROQUE RUTILI
21 de setembro de 2022 8:06 amO agricultor independente da escala de produção é um empresário… e não sobrevive com prejuízo e sempre vai tentar otimizar resultados econômicos em suas atividades ou vai acabar tendo de vender seu patrimônio pra sobreviver . Discurso demagógico de que o agricultor tem de passar fome pra a cidade viver e ter comida barata deixa pra políticos esquerdistas e sem responsabilidade com o patrimônio público e que só estão interessados em aumentar impostos e engordar seus salários.
UTM
23 de setembro de 2022 2:21 pmPlano Safra 22/23 do PRONAF já esgotou os recursos com juros subsidiados no terceiro mes. Alternativa apontada: mix de crédito com recursos subsidiados (5% aa) e juros livres (16 a 18% aa). Isto fatalmente vai rebater na produção de alimentos, que, em geral, tem riscos maiores (arroz, feijão, batata inglesa…) do que soja e milho. Vamos exportar soja para a China e importar cada vez mais feijão de lá!