10 de junho de 2026

Kelmon, o padre fake, por Fernando Castilho

Kelmon, candidato de última hora sem a menor expressão em votos, atuou como linha auxiliar do presidente Jair Bolsonaro de maneira explícita
Imagem: Uol

Kelmon, o padre fake

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por Fernando Castilho

O debate promovido pelo pool SBT, CNN Brasil, Terra, Nova Brasil, Estadão, Eldorado e Veja poderia passar batido devido à ausência do líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula.

Mas, apesar de morno, não passou.

Elevado pelos veículos de imprensa a candidato com direito a participar junto com os mais bem colocados, uma figura até então obscura chamou a atenção: o “padre” Kelmon.

Explico as aspas.

Kelmon, na realidade, não é padre.

O representante da Catedral Ortodoxa Antioquina de São Paulo e de todo o Brasil, diácono Genê, afirma que Kelmon Luís de Souza não pertence à instituição e a nenhuma outra instituição ortodoxa do país. Trata-se, portanto, de um padre fake.

Seria de utilidade pública, neste momento, que o pool de mídias explicasse o motivo do convite feito ao candidato que substituiu Roberto Jefferson, o nome original do PTB que foi impedido pela justiça eleitoral por ser ficha suja.

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Kelmon, candidato de última hora sem a menor expressão em votos, atuou como linha auxiliar do presidente Jair Bolsonaro de maneira explícita. Só faltou dizer que iria votar nele.

Além disso, destilou seu preconceito e ignorância, próprios dessa direita golpista que quer mais quatro anos de um desgoverno que promove a vagabundagem, o ódio e o empobrecimento da população.

Pelo menos, levou uma tarracada da candidata Simone Tebet.

Muita gente viu Kelmon como mais uma figura folclórica que não tem a mínima condição de reverter a desvantagem do capitão nas pesquisas, mas na verdade, o elemento é perigoso, como afirmou o diácono Genê, e precisa ser denunciado pelo crime de falsidade ideológica.

Um homem vestindo batina e alegando ser padre é como alguém trajando jaleco branco se intitulando doutor. Tem que ser preso.

Mas isso pode ser feito pela coligação lulista após as eleições, caso ele não venha a participar do último e mais importante debate, o da Rede Globo.

Não é aceitável que o falso padre seja convidado, até porque não tem expressão alguma. Se não for, Kelmon será esquecido. Se for, bagunçará o coreto, que é o que o capitão mais deseja.

Neste caso, a coordenação da campanha de Lula tem que tomar alguns cuidados nesta reta final, pois qualquer fato, mesmo que pequeno e aparentemente sem importância como um padre fake atuando como franco atirador, pode tirar Lula da vitória em primeiro turno.

Fernando Castilho é arquiteto, professor e escritor

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

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Fernando Castilho

Fernando Castilho é arquiteto, professor e escritor. Autor de Depois que Descemos das Árvores, Um Humano Num Pálido Ponto Azul e Dilma, a Sangria Estancada.

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2 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    27 de setembro de 2022 8:35 am

    Péra lá: padre “fake”, amigo e aliado de ‘Bob’ Jeffferson é uma expressão redundante. A única verdade em Jefferson é que ele é…

  2. Edson Plazza

    27 de setembro de 2022 9:51 am

    roberto jefferson (tudo em caixa baixo mesmo) não ia deixar passar a grana oficial para campanha presidencial. Só ai ja configura crime devendo devolver aos cofres públicos toda verba. A questão é que alem disso deve-se punir alem do padre fake os responsáveis por essa falsidade ideológica. A justiça eleitoral deve fazer isso sem ser provocada. O fato em si ja é muito grave!

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