Os 16 oficiais-generais que integram o Alto-Comando do Exército irão dar o respaldo ao resultado das eleições presidenciais programadas para o próximo domingo (02/10).
Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo destaca que a caserna irá seguir o rito de reconhecer o vencedor anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tanto que os militares enfatizaram que “quem ganhar leva”.
Enquanto tal posicionamento se disseminava pelos quartéis, os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica começaram a evitar exposições políticas e mostrar distanciamento da auditoria das eleições pedida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desta forma, a posição de reconhecimento dos resultados por parte do Alto Comando do Exército pode reduzir o impacto da auditoria – tanto que tudo indica que o documento gerado pela auditoria não irá chegar ao ponto de atestar ou reprovar a confiança nas eleições.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o documento deve ficar restrito à fiscalização dos testes de integridade das urnas e a checagem amostral do somatório via boletins de votação.
Em meio ao desgaste dos militares, o Alto Comando considera que a contestação dos resultados das urnas deve ficar circunscrito a Bolsonaro e aos militares da reserva que estão no governo ou na disputa de cargos, como Walter Souza Braga Netto (candidato a vice na chapa de Bolsonaro), Augusto Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência).
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Gilson Modesto
30 de setembro de 2022 9:30 pmMilitares, creio eu, em tese não deveriam entrar na seara eleitoral nem mesmo para dizer que quem ganha leva.