10 de junho de 2026

Exército se afasta de contagem paralela de votos e vai reconhecer resultado das urnas

Auditoria não vai atestar ou reprovar a confiança nas eleições; relatório das análises será divulgado no domingo

Os 16 oficiais-generais que integram o Alto-Comando do Exército irão dar o respaldo ao resultado das eleições presidenciais programadas para o próximo domingo (02/10).

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Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo destaca que a caserna irá seguir o rito de reconhecer o vencedor anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tanto que os militares enfatizaram que “quem ganhar leva”.

Enquanto tal posicionamento se disseminava pelos quartéis, os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica começaram a evitar exposições políticas e mostrar distanciamento da auditoria das eleições pedida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desta forma, a posição de reconhecimento dos resultados por parte do Alto Comando do Exército pode reduzir o impacto da auditoria – tanto que tudo indica que o documento gerado pela auditoria não irá chegar ao ponto de atestar ou reprovar a confiança nas eleições.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o documento deve ficar restrito à fiscalização dos testes de integridade das urnas e a checagem amostral do somatório via boletins de votação.

Em meio ao desgaste dos militares, o Alto Comando considera que a contestação dos resultados das urnas deve ficar circunscrito a Bolsonaro e aos militares da reserva que estão no governo ou na disputa de cargos, como Walter Souza Braga Netto (candidato a vice na chapa de Bolsonaro), Augusto Heleno (ministro do Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência).

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Gilson Modesto

    30 de setembro de 2022 9:30 pm

    Militares, creio eu, em tese não deveriam entrar na seara eleitoral nem mesmo para dizer que quem ganha leva.

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