10 de junho de 2026

Bolsonaro recebe apoio de Garcia em São Paulo: mudará o resultado?

Os eleitores dos governadores não significam, efetivamente, a transferências de votos para os presidenciáveis apoiados

Já garantindo o apoio de Zema em Minas Gerais e de Castro no Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro visa agora o apoio de parcela do líder entre os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo.

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O mandatário já tem o apoio de Cláudio Castro (PL), reeleito no Rio de Janeiro, e ganhou formalmente o apoio de Romeu Zema (Novo), em Minas, na manhã desta terça (04). Nos dois estados, contudo, os governadores eleitos não tiveram a transferência correspondente de votos para Bolsonaro na disputa presidencial.

Para fechar o trio dos colégios eleitorais mais populosos do país, o mandatário mira agora em São Paulo, que teve a surpreendente virada da liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e irá a segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

Como São Paulo divide o apoio?

O estado estava dividido entre três candidatos ao governo, além de Haddad e Tarcísio, também Rodrigo Garcia (PSDB). Mas agora Garcia já fechou acordo com Tarcísio para ambos declararem apoio a Bolsonaro.

Na prática, isso somaria 42,32% de votos obtidos por Tarcísio mais 18,40% obtidos por Garcia em São Paulo. Mas, assim como em Minas Gerais (entenda aqui), os eleitores dos governadores não significam, efetivamente, a transferências de votos para os presidenciáveis apoiados.

Não significa total transferência de votos

A análise em São Paulo é que os eleitores de Tarcísio efetivamente já votaram em Jair Bolsonaro, que recebeu 47,4% dos votos no primeiro turno e ultrapassou os 40,8% de Lula. E os eleitores de Haddad – 35,70% – também já votaram em Lula no primeiro turno.

Já os eleitores de Rodrigo Garcia é que estão divididos entre Lula e Bolsonaro. A parceria de Garcia com Tarcísio, assim, pode significar um aumento de votos para Jair Bolsonaro.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Anônimo

    4 de outubro de 2022 1:59 pm

    Quem não vota em Lula de jeito nenhum, votou no Bolsonaro no primeiro turno. Quem não vota em Bolsonaro de jeito nenhum não votou em Lula, votou nos demais candidatos. Agora a tendência ė que quem não vota em Bolsonaro de jeito nenhum, vote em Lula ou anule o voto ou vote em branco ou se abstenha.

  2. Anônimo

    4 de outubro de 2022 2:30 pm

    Nassif, Prerrogativas e Haddad traçaram uma estratégia de brancaleones e produziram um desastre político

  3. José Carvalho

    4 de outubro de 2022 3:34 pm

    O Estado de São Paulo é a mais emblemática demonstração do descalabro político naquilo a que seria a razão de ser de um governo, dar direção e rumo ao local governado. São Paulo é dirigido pelo PSDB há mais de vinte e cinco anos, sendo o Estado a melhor vitrine para mostrar capacidade de criar um projeto de elevação da qualidade de existência para toda a sociedade. Mas o fato é que depois desses governos o PSDB não trouxe nada que pudesse qualificar nenhum nome do partido a uma disputa presidencial. Sem nomes para esse pleito e uma administração sem brilho ao longo dos anos no Estado mais rico e poderoso do País, não teve candidato ao Planalto. Um pouco do retrato do País, onde ocupar o poder tem sido mais importante do que governar, ter uma característica que resulte no progresso de uma sociedade. Permanecer em evidência, numa posição de destaque sem alterar nada de forma significativa até causar o cansaço das pessoas. Rodrigo Garcia ou mesmo o ex-governador João Dória recebem a fatura de um Estado que está bem a frente dos demais no País, mas que não estaria muito diferente em qualquer outra mão. São Paulo não empolga e tampouco se empolga, aceitou a ideia de que assim como o Brasil não pode ir muito além do que já tem. A pobreza dessa campanha traz bem essa realidade.

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    4 de outubro de 2022 6:02 pm

    Pomba Giro Gomes não consegue ser racional e amistoso. Ele tinha que cagar no prato que comeu para ajudar indiretamente Bolsonaro.

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